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Questionando o padrão microbiológico para massas alimentícias

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A Resolução 12/2001 da ANVISA, que estabelece os padrões microbiológicos para alimentos no Brasil é – ou deveria ser – uma das normas mais conhecidas pelos profissionais de alimentos. No entanto, a adequação dos padrões ali estabelecidos aos respectivos alimentos é passível de diversos questionamentos.

Para as massas alimentícias, por exemplo, todos os tipos de massa foram incluídos em uma mesma categoria, independentemente de suas características: secas, frescas, conservadas sob refrigeração, com ou sem recheio, etc. E os padrões microbiológicos para todas incluem, entre outros, um limite máximo para Estafilococos Coagulase Positiva (ECP). Num artigo publicado pelo BJFT, periódico científico do ITAL, pesquisadores contestam a necessidade deste padrão para as massas secas.

Vamos entender as razões: entre as espécies de ECP, o Staphylococcus aureus é o mais frequentemente associado à intoxicação estafilocócica. Este microrganismo tem o ser humano como reservatório principal (pele, mucosas e cavidade nasal), portanto o padrão de ECP é um importante indicador de segurança do alimento. Porém, a atividade de água (Aw) e o pH são características intrínsecas dos alimentos que interferem no desenvolvimento microbiano e, por conseguinte, na produção de seus metabólitos, como as toxinas produzidas por ECP. A literatura científica indica que valores de Aw abaixo de 0,86 são limitantes ao desenvolvimento de Staphylococcus spp. 

No estudo, os pesquisadores analisaram 50 amostras de massas alimentícias, de 13 marcas diferentes, envolvendo 25 variedades entre formatos e especificações. Todas as amostras apresentaram contagem de ECP abaixo do limite máximo estabelecido pela Resolução 12/2001. Valores de atividade de água foram também determinados com a finalidade de se obter subsídios para justificar ou contestar o referido padrão microbiológico. A média de Aw das massas secas variou de 0,70 a 0,61, o que impossibilita a multiplicação de ECP e a produção de toxina estafilocócica. Assim, a  necessidade de se investigar a ocorrência de ECP nesse tipo de produto é altamente questionável. Por outro lado, a média de Aw para massas frescas foi de 0,96, o que possibilita, sim, a multiplicação de ECP. A legislação brasileira poderia, portanto, manter este parâmetro aplicável apenas para massas alimentícias frescas, cruas, ou seja, aquelas que apresentassem condições favoráveis à multiplicação de Staphylococcus spp.

Citando o Codex Alimentarius, os pesquisadores ainda lembram que um padrão microbiológico deveria ser estabelecido e aplicado quando há evidências de que o alimento poderia representar um risco à saúde pública ou após uma avaliação de risco. Além disso, esses padrões deveriam ser revisados periodicamente a fim de se manterem atualizados quanto a patógenos emergentes, tecnologias em desenvolvimento e novos conhecimentos científicos.

O artigo completo, de autoria de Mário Sérgio Resta e Tereza Cristina R. M. de Oliveira, está disponível aqui.  

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Presença de Campylobacter spp em cortes refrigerados de frango

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Um estudo publicado na revista científica Semina (nov-dez 2013), da Universidade Estadual de Londrina, PR, demonstrou mais uma vez a importância do manuseio adequado e de uma boa cocção dos cortes refrigerados de frango. Pesquisadoras analisaram 50 amostras de cortes de frango coletadas em Londrina e constataram que 56% delas estavam contaminadas com Campylobacter spp. As amostras eram de peito, coxa e sobrecoxa, de três marcas diferentes, provenientes de frigoríficos com Serviço de Inspeção Federal e foram adquiridas em supermercados da cidade. Estavam dentro do período de validade e armazenadas sob refrigeração.  

Embora a legislação brasileira não estabeleça padrões para sua ocorrência em alimentos, Campylobacter spp. é causa frequente de doença bacteriana transmitida por alimentos. As aves, especialmente o frango, são reservatórios primários de Campylobacter jejuni, uma das espécies mais frequentemente associadas a casos de gastrenterite humana. Na maioria das vezes, o frango infectado por Campylobacter spp não apresenta sintomas clínicos de doença. Em humanos, os sintomas mais comuns de campilobacteriose incluem náusea, cólicas abdominais e diarreia sanguinolenta.

O estudo traz dados mostrando que os índices de contaminação de frangos por Campylobacter spp são elevados também nos Estados Unidos e na Europa. O que devemos fazer então? Bem, como a prevenção da contaminação das aves durante o abate, seja por Campylobacter ou por Salmonella, é considerada impossível por muita gente, a Anvisa determinou que instruções de uso, preparo e conservação constem obrigatoriamente nos rótulos de carne de aves e seus miúdos, resfriados e congelados (Resolução 13/2001). O consumidor precisa, portanto, seguir estas orientações para prevenir-se das infecções causadas por estas bactérias. As informações obrigatórias mínimas são as seguintes:

Este alimento, se manuseado incorretamente e ou consumido cru, pode causar danos à saúde. Para sua segurança, siga as instruções abaixo:

-Mantenha refrigerado ou congelado. Descongele somente no refrigerador ou no microondas.

-Mantenha o produto cru separado dos outros alimentos. Lave com água e sabão as superfícies de trabalho (incluindo as tábuas de corte), utensílios e mãos depois de manusear o produto cru. 

-Consuma somente após cozido, frito ou assado completamente.

O artigo completo, de autoria de Juliane Alves e Tereza Cristina R. M. de Oliveira, pode ser acessado gratuitamente aqui

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Super revisão bibliográfica sobre botulismo em palmito no Brasil

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Busca um trabalho denso sobre botulismo em palmito no Brasil?

Não perca as informações que os autores Humberto Moreira Hungaro,Verônica Ortiz Alvarenga,Wilmer Edgard Luera Peña e Anderson de Souza Sant’Ana publicaram na revista Trends in Food Science & Technology 34 (2013).

O trabalho revisa os surtos de botulismo em palmito em conserva, suas causas, estratégias da ANVISA para gestão do risco, e o aprendizado com estas questões.

Confira aqui.

Hearts of palms preserves and botulism in Brazil: An overview of outbreaks, causes and risk management strategies

Este paper é uma cortesia do professor Anderson Sant’Ana, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp.

Imagem: Portal de Notícias R7

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Autoridade Europeia conclui que aspartame é seguro nos níveis atuais de exposição

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Nos níveis atuais de exposição, o adoçante aspartame é seguro para o consumo humano, concluiu a Autoridade Europeia em Segurança de Alimentos (EFSA) em sua primeira avaliação de risco completa deste adoçante.

Para realizar esta avaliação, a Agência realizou uma revisão rigorosa de toda a investigação científica disponível sobre o aspartame e seus produtos de degradação, incluindo tanto estudos em animais como em humanos.

“Esta opinião representa uma das avaliações de risco mais abrangentes sobre o aspartame já realizadas”, disse o presidente do painel da EFSA que realizou a avaliação.

O uso do aspartame em refrigerantes fez 30 anos em julho deste ano, conforme informamos em post publicado aqui, porém boatos de origem variada e estudos científicos de validade discutível sempre questionaram a segurança desta substância. Os peritos do painel científico europeu consideraram todas as informações disponíveis e, após uma análise detalhada, concluíram que a atual Ingestão Diária Aceitável (IDA) de 40 mg/kg de peso corporal /dia é adequada para a proteção da população em geral. No entanto, em pacientes que sofrem da condição médica fenilcetonúria, a IDA não é aplicável, uma vez que exigem a estrita observância de uma dieta pobre em fenilalanina (um aminoácido).

Os peritos descartaram um risco potencial de o aspartame causar danos aos genes e indução de câncer. Eles também concluíram que o aspartame não prejudica o cérebro, o sistema nervoso, nem afeta o comportamento ou a função cognitiva em crianças ou adultos. No que diz respeito à gravidez, o Painel observou que não havia risco para o desenvolvimento do feto por exposição à fenilalanina derivada do aspartame na atual IDA (com exceção de mulheres que sofrem de fenilcetonúria).
O parecer deixa claro que os produtos de degradação do aspartame (fenilalanina, metanol e ácido aspártico) também estão naturalmente presentes em outros alimentos (por exemplo: o metanol é encontrado em frutas e legumes). A contribuição dos produtos de degradação do aspartame para a exposição alimentar global a estas substâncias foi considerada baixa.

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Pasteurização de carcaças de frango

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 Pasteurização de carcaças de frango

Nelcindo Nascimento Terra e outros

O presente trabalho teve por objetivo a pasteurização de carcaças de frango por imersão em água a 72oC por 20 segundos. Carcaças foram inoculadas com suspensão de coliformes fecais.

O processo levou à redução de um ciclo logarítmico após o processo. Contudo os melhores resultados foram observados ao longo da estocagem a 3º C no terceiro e sexto dias.

A conclusão é que o método empregado contribuiu para a preservação do produto sem alteração das características sensoriais (cor, aroma e aparência)

Revista Higiene Alimentar, vol 16. N.  100 p 48-53 2002

Baixe o artigo aqui.

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O futuro chegou: dispositivo portátil para detecção de bactérias em alimentos

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Quem nunca sonhou ter um aparelho portátil capaz de fazer detecção de bactérias num alimento pelo simples contato? Um dispositivo sem fios que detectasse a presença de Salmonella, E. coli e de outros microrganismos patogênicos e soasse um alarme em resposta? Ficção científica? Não mais. Estudantes de doutorado em Engenharia de Materiais da Universidade de Auburn, EUA, criaram um dispositivo capaz de fazer isso.

O instrumento tem duas partes: um pequeno sensor (na verdade, um “biossensor magnetoelástico”), que é colocado diretamente sobre a superfície do alimento e um detector para fazer a varredura. O sensor que toca o alimento tem uma membrana revestida com um vírus geneticamente modificado que vai se ligar apenas às bactérias Salmonella typhimurium. O leitor contém uma bobina que cria um campo magnético alternado, para medir a taxa de vibração na membrana. Se houver Salmonella no alimento, ela vai aderir ao vírus e alterar a frequência vibratória, o que é detectado pelo scanner. E, então, soa o alarme. 

“O sensor terá um sinal diferente para cada bactéria”, explica Yating Chai, uma das participantes do projeto. Ela e seus colegas cientistas publicaram recentemente os resultados de um estudo de cinco anos para a criação do dispositivo de detecção de bactérias no Journal of Applied Physics. O trabalho deles foi financiado pelo Departamento de Agricultura dos EUA, portanto, há  aplicações práticas previstas.  

“No futuro qualquer pessoa poderá fazer o teste em sua cozinha. Queremos simplificar todo o processo para que possamos testar diretamente o alimento”, disse ela. Os desenvolvedores do aparelho têm um pedido de patente e uma empresa norte-americana já visitou seus escritórios para discutir a aquisição de uma licença para iniciar sua fabricação.   

Quanto a futuras utilizações do biossensor, Yating está pensando grande: “Nos próximos anos, acho que vai ser possível incorporá-lo em telefones celulares ou outros monitores”, disse ela.

Referência e imagem: Food Safety News

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Uso de PCR para investigar surtos ligados a ovos e salada de maionese

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O consumo médio de ovos no Brasil foi de apenas 94/unidades/habitante/ano em 2000, enquanto que em outros países o consumo é três vezes maior. Acredita-se que o pouco consumo de ovos em nosso país esteja associado a restrições a fatores culturais estéticos e de saúde, como colesterol elevado e presença de contaminantes. A incidência de surtos de intoxicação alimentar por salmonelas em diversos países chamou a atenção para fontes comuns de infecção. As investigações epidemiológicas identificaram o consumo de ovos ou alimentos com eles, pelos responsáveis pela maioria dos surtos. A metodologia oficial de diagnóstico de salmonelas em alimentos envolvem cinco fases com muita manipulação, e cerca de 96 horas pela bactéria com a ainda a necessidade de tipificação sorológica. A reação em cadeia pela polimerase (PCR) é rápida e eficaz, dependendo apenas de métodos de extração do material genético e para a retirada de substâncias que possam interferir na técnica. Neste trabalho avaliou-se a técnica do PCR em ovos, maioneses e saladas de batatas envolvidas em surtos de toxinfecção alimentar em comparação com a metodologia bacteriológica convencional. Os resultados obtidos demonstraram a recuperação de 12/30 pelo bacteriológico, 14/30 pela PCR com extração pelo tratamento térmico e 17/30 com extração pelo fenol-clorofórmio. O aumento da recuperação aliado ao menor tempo de execução, variando de 30 horas até 54 horas, conforme a metodologia de pré-enriquecimento da amostra e a metodologia de extração utilizadas, são pontos favoráveis à indicação do uso do PCR para diagnóstico de rotina das salmonelas presentes em ovos e derivados. 

Baixe aqui o artigo completo.

Higiene Alimentar, vol 16 no 100 pg 75-86 set 2002

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Proteste avalia qualidade de presuntos

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A Proteste avaliou em setembro, cinco marcas de presunto.

A boa notícia é que os níveis de nitrato e nitrito estavam dentro do preconizado em legislação, e não foram encontrados os seguintes patógenos pesquisados: Salmonella, Listeria monocytogenes, E. coli, Clostridium sulfito redutores, S. aureus coagulase positiva.

A má notícia é que o teor de sódio médio é bastante alto. Três fatias de presunto compreendem 32% dos níveis máximos de sódio permitidos.

Baixe aqui o conteúdo na íntegra.

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Estudo aponta que alimentos geneticamente modificados podem prejudicar suínos

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O debate sobre alimentos geneticamente modificados envolvendo cientistas ganhou peso num dos últimos estudos que apontam que porcos alimentados com grãos geneticamente modificados sofreram de maior taxa de inflamação severa do estômago e as fêmeas desenvolveram úteros mais pesados.

Alguns especialistas afirmaram que o estudo traz evidência de um problema que justifica novas pesquisas, enquanto outros o rejeitaram como ciência alarmista e “porcaria”. O estudo também destaca as dificuldades que os pesquisadores enfrentam quando os proprietários das patentes negam acesso a sementes geneticamente modificadas (GM) para as pesquisas.

 O estudo, conduzido por estudiosos australianos e norte-americanos e publicados neste mês de junho no Journal of Organic Systems (Jornal de Sistemas Orgânicos), acompanhou 168 porcos desde o desmame até atingirem o peso para o abate, ao longo de aproximadamente 23 semanas. Metade dos porcos (84) recebeu uma dieta baseada em milho e soja GM, enquanto que a outra metade recebeu bastante similar, porém com milho e soja convencionais (não GM).

Os pesquisadores encontraram algumas diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos de porcos, após compararem esses grupos com base em aproximadamente 20 parâmetros diferentes, incluindo ganho de peso, úlcera estomacal e anormalidades nos rins. Os porcos alimentados com grãos GM, no entanto, apresentam taxas significativamente mais altas de inflamação severa do estômago, bem como uma média de úteros 25% mais pesados em relação ao peso corporal.

A inflamação do estômago foi classificada numa escala entre nula, suave, moderada e severa durante necropsias cegas, ou seja, os relatores não sabiam se eles estavam examinando o estômago de um porco alimentado com grãos GM ou não GM. Uma tabela com quatro fotos anexada ao artigo deste estudo mostrou um exemplo de cada uma das quatro escalas de inflamação, que variou de um acinzentado (nula) a uma combinação de rosado e amarelo-bile (severa). O dado que mais preocupou os autores foi: 23 porcos alimentados com grãos GM sofreram de inflamação severa do estômago, enquanto que no caso dos porcos não GM, foram apenas 9 que apresentaram o problema. Esta grande diferença é um alarme que merece novos estudos, de acordo com Michael Hansen, cientista Ph.D. sênior da Consumers Union.

Os críticos do estudo não têm esta certeza. Mark Lynas, autor de mudanças climáticas notáveis e um ex-crítico (que virou defensor) dos organismos GM, destacou que 60 porcos alimentados com grãos não GM tiveram inflamação estomacal suave ou moderada, contra 41 porcos alimentados com grãos GM, e apenas 4 porcos não-GM tiveram a inflamação classificada como nula, enquanto que no caso dos porcos GM, foram computados 8 com a mesma classificação.

“É claro, um número menor de porcos GM pode apresentar inflamação suave ou moderada no estômago se houver uma porcentagem maior já classificada como severa”, disse Michael Hansen.

Outro ponto de discórdia reside na variação potencial na composição nutricional entre grãos GM e não-GM fornecidos aos porcos nesta pesquisa. Devido às restrições dos titulares das patentes dos produtos GM, os pesquisadores foram obrigados a comprar cada tipo de grão dos distribuidores do varejo, ao invés de terem plantado os grãos num ambiente conhecido e numa condição controlada.

De acordo com os autores, a soja e o milho GM utilizados foram considerados pelas agências governamentais como equivalentes às variedades de grãos não GM, em termos de composição e características nutricionais. Mas a falta de ter tido conhecimento no ambiente da plantação e controle do crescimento dos grãos coloca potencialmente em xeque os resultados da pesquisa, de acordo com Kent Bradford, diretor Ph. D. do Centro de Biotecnologia de Grãos e Sementes da Universidade da Califórnia em Davis.

“Estes grãos são produtos diferentes. Por exemplo, os grãos de soja podem ter uma ampla gama de fitoestrogênios. A quantidade varia muito entre cada produção.”, afirmou Bradford.

E você, leitor? Acha que os alimentos GM podem trazer alguma consequência para nós também, além da tendência apresentada no estudo em relação aos porcos?

 

Mais informações:

http://www.foodsafetynews.com/2013/06/study-says-gmo-feed-may-harm-pigs/#.Uce6jzRwqSo

 

 

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Bibliografia sobre resistência microbiana a antibióticos

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Esta bibliografia lista as últimas publicações científicas e literatura econômica sobre a contribuição do uso rotineiro  de antibióticos na criação de animais e a crescente crise de saúde pública que é a resistência a antibióticos.  Pesquisas sobre como os antibióticos usados em animais contribuem para a resistência tem mais de 30 anos. . De acordo com Dr. Frederick J. Angulo, diretor associado de ciências do Centers for Disease Control and Prevention’s National Center for Environmental Health and the Agency for Toxic Substances and Disease, disse em agosto de  2009, no artigo do  Journal of the American Veterinary Medical Association:

“Há consenso científico que antibióticos usados em animais de consumo contribuem para a resistência em humanos. E há crescentes evidências que tal resistência resulta em efeitos adversos à saúde humana em nível populacional. Antibióticos são finitos e um recurso precioso e precisamos promover a prudência e juízo no uso dos mesmos.”

Saiba mais aqui:

  

http://www.pewhealth.org/reports-analysis/issue-briefs/bibliography-on-antibiotic-resistance-and-food-animal-production-85899368032

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