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Adoçantes: conheça melhor a sucralose. É segura?

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Com o crescimento da obesidade, muita gente acredita que deve abrir mão dos doces para emagrecer; Mas existe uma boa notícia para quem adora doce: adoçantes de baixa caloria oferecem um meio de reduzir calorias em bebidas e alimentos doces, que podem ajudar a emagrecer ou manter o peso. Os adoçantes também são uma maneira de fazer com que os diabéticos diminuam a ingestão de carboidratos.

Já falamos sobre adoçantes antes. Relembre aqui os posts sobre aspartame e adoçantes artificiais.

Hoje vamos falar especificamente da sucralose. Trata-se de um adoçante que confere dulçor a bebidas e alimentos sem adicionar calorias ou carboidratos. O processo para obtenção da sucralose parte da própria sacarose (açúcar de mesa), alterando-se sua estrutura, através da substituição de três grupos OH (oxigênio – hidrogênio) na molécula de sacarose por três átomos de cloro, resultando num produto não calórico e intensamente doce. O nosso corpo não metaboliza a molécula de sucralose em caloria para nos fornecer energia como faz com a sacarose, mas a sucralose consegue ativar as mesmas papilas gustativas na língua para a nossa percepção do dulçor. Aliás, a sucralose tem um poder adoçante aproximadamente 600 vezes maior que a sacarose, e pode ser usada para cozinhar e assar, sem degradação, devido à sua alta estabilidade.

A sucralose é segura? É acumulativa? A maior parte da sucralose consumida não é absorvida e passa através do organismo. A pequena parte absorvida é excretada pela urina, sem acúmulo no corpo. A sucralose foi estudada extensivamente por cientistas e especialistas por todo o mundo (mais de 100 estudos de segurança em 20 anos de pesquisa), que concluíram que este adoçante é seguro para o consumo humano. Hoje, a sucralose está aprovada em pelo menos 80 países. Nos Estados Unidos, foi aprovada pelo FDA em 1999 para uso em todas as categorias de alimentos e bebidas.

Os estudos relacionados à segurança consideraram possíveis efeitos em diferentes condições de saúde, incluindo crescimento e desenvolvimento, risco de câncer, toxicologia, aparecimento de anormalidades (por exemplo, defeitos em fetos) e efeitos no sistema nervoso. Cientistas que participaram de uma vasta gama de pesquisas revisaram os dados e concluíram que não há efeitos danosos no consumo da sucralose, mesmo para os casos de pessoas que consomem as maiores quantidades. Isto significa que é possível consumir produtos com sucralose regularmente, sem preocupação. Em testes realizados com animais, inclusive com quantidades equivalentes ao dulçor de mais de18 kgde açúcar por dia, por toda a vida, não foram evidenciados sinais de que a sucralose possa ser cancerígena ou trazer malefícios ao longo do tempo.

Qualquer pessoa pode consumir sucralose, inclusive mulheres grávidas e lactantes. As pesquisas apontaram que a sucralose não tem qualquer efeito prejudicial às grávidas e aos bebês. Mesmo com a informação de que a sucralose possa ser consumida em dieta pré e pós-natal, uma mulher grávida ou lactante deve sempre consultar seu médico ou nutricionista em relação às necessidades nutricionais para apoiar sua saúde e a do bebê durante a gravidez e a infância.

Não há evidências de que a sucralose possa causar qualquer danos às crianças, ou que tenha efeitos secundários para qualquer indivíduo. A sucralose pode ser usada como parte da dieta das crianças para auxiliar na redução dos riscos de obesidade, sem privá-las do consumo de produtos doces.

No Brasil, a ANVISA autoriza o uso de sucralose em vários grupos de alimentos e bebidas, porém com limite máximo de uso, através da Resolução RDC nº 18 de 24/03/2008 (Regulamento Técnico que autoriza o uso de aditivos edulcorantes em alimentos, com seus respectivos limites máximos).

Em que pese todas as informações sobre a segurança no consumo da sucralose (inclusive em grandes quantidades, conforme afirmam os estudos), é sempre aconselhável que seja adotada uma dieta balanceada e sem exageros.

Fonte:

http://www.foodinsight.org/Resources/Detail.aspx?topic=Everything_You_Need_to_Know_About_Sucralose

http://www.foodinsight.org/Content/5519/Sucralose%20cons%20piece_web.pdf


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Resenha crítica: EMBRAPA: Análise das violações encontradas em alimentos nos programas nacionais de monitoramento de agrotóxicos

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A Embrapa elaborou no mês de junho, uma análise das violações encontradas em alimentos nos programas nacionais de monitoramento de agrotóxicos. Segundo os autores,  o Brasil consolidou-se nos últimos anos, como destaque na produção agrícola mundial, com isso também houve grande aumento na utilização de agrotóxicos.

Os agrotóxicos são utilizados visando aumento da produtividade e aumento de área cultivada. Em 2009, o consumo no Brasil superou 300 mil toneladas, o que representa um aumento de 50% em 4 anos. Com o aumento do uso de agrotóxicos, aumenta também a preocupação com os resíduos dessas substâncias nos alimentos e a segurança dos alimentos oferecidos à população. No Brasil existem alguns programas de monitoramento para avaliação dos resíduos de agrotóxicos em alimentos consumidos  in natura, que fazem a avaliação contínua dos níveis desses resíduos.

O programa de Análises de Resíduos e Agrotóxicos em Alimentos  (PARA) da ANVISA teve início em 2001, e conta com ajuda das Coordenações de Vigilância Sanitária dos estados para realização da coleta dos alimentos nos supermercados. A metodologia utilizada para as análises é baseada na recomendação da comissão do Codex Alimentarius. No início do programa eram avaliadas somente 9 culturas em quatro estados,  já em 2009, 26 estados com 20 culturas participaram do programa. A avaliação do programa classifica os resultados como NA quando são identificadas amostras com resíduos de agrotóxicos não permitidos para a cultura, LMR para os resíduos acima do limite máximo permitido e amostras que apresentem as duas situações. Em 2009, 29% das amostras foram consideradas insatisfatórias, sendo que dessas 82% foram notificadas como NA, 9,7% como LMR e 8,3% apresentam as duas condições.  As culturas que apresentaram os menores índices de violação foram a banana, batata, feijão e maçã, já as campeãs nos níveis insatisfatórios foram o pimentão, uva, pepino e morango.  A avaliação dos resultados obtidos pelo programa PARA demonstram que esses resultados são recorrentes, e podem ser explicados por alguns fatores que compõem a realidade da agricultura brasileira. As amostras acima de LMR indicam a incorreta utilização dos agrotóxicos, em desacordo com as recomendações dos rótulos e bulas. Já as amostras NA apontam a ausência de opções de produtos agrotóxicos no mercado para as culturas com menor retorno de investimento, conhecidas como ”minor crops”, obrigando os produtores a utilizarem agrotóxicos não autorizados.

O Ceagesp e o MAPA são responsáveis pelo plano nacional de controle de resíduos e contaminantes (PNCRC), analisando os resíduos em 12 culturas, principalmente voltadas para as culturas menores.  Em 2009, 9,6% das amostras foram consideradas insatisfatórias, sendo que não foram observadas violações em amostras de bananas e uva, e as culturas que apresentaram o maior índice de reprovações foram alface e morango. No período de1994 a2005, das amostras analisadas, 45,6% apresentaram a utilização de agrotóxicos não autorizados e 4,5% limite de uso acima do permitido.

O morango foi  o campeão de resíduos de agrotóxicos em 2009

 

Quando comparados os dois programas, observam-se algumas diferenças nos resultados, o que pode ser explicado pelas diferenças de amostragem e metodologias de análise, uma vez que amostras coletadas em diferentes regiões com condições de aplicação específicas apresentam variações.

Concluindo, destaca-se a importância do fortalecimento dos canais de comunicação que possibilitem um maior esclarecimento dos produtores, da fiscalização dos órgãos competentes e o controle da rastreabilidade, permitindo a identificação dos locais de uso inadequado dos agrotóxicos e melhor direcionamento dos esforços para adequação dos produtos agrícolas. A publicação da  Instrução Normativa Conjunta (INC) nº1 pela ANVISA, IBAMA e MAPA representa um importante avanço para a ampliação de agrotóxicos permitidos para culturas menores, pois permite a extrapolação dos limites máximos de resíduos de culturas representativas para essas culturas.

Veja o trabalho completo clicando aqui:

http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/960481/1/Doc92.pdf

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Publicado o Relatório Anual do RASFF 2012

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Você conhece o Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF)? Trata-se de um sistema que permite às autoridades na comunidade europeia compartilharem informações sobre medidas tomadas em resposta à sérios riscos na cadeia produtiva de alimentos.  Clique aqui e consulte. A ferramenta permite utilizar critérios diversos de pesquisa. Trata-se de um modelo interessante em tempos em que o recall de alimentos vem passando por discussões interessantes no Brasil.

Esse mês foi publicado o relatório anual RASFF 2012 com informações completas sobre as ocorrências notificadas no último ano. Acesse o relatório completo aqui e aproveite para conhecer o interessante site Food Law Latest.

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Contaminação cruzada: pães e lixeira

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Parece tão óbvio: não coloque alimentos em contato com as lixeiras… mas aconteceu em uma franqueada de fast food.

Orientação e educação sempre ao pessoal que trabalha na cozinha.

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Estudo aponta que alimentos geneticamente modificados podem prejudicar suínos

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O debate sobre alimentos geneticamente modificados envolvendo cientistas ganhou peso num dos últimos estudos que apontam que porcos alimentados com grãos geneticamente modificados sofreram de maior taxa de inflamação severa do estômago e as fêmeas desenvolveram úteros mais pesados.

Alguns especialistas afirmaram que o estudo traz evidência de um problema que justifica novas pesquisas, enquanto outros o rejeitaram como ciência alarmista e “porcaria”. O estudo também destaca as dificuldades que os pesquisadores enfrentam quando os proprietários das patentes negam acesso a sementes geneticamente modificadas (GM) para as pesquisas.

 O estudo, conduzido por estudiosos australianos e norte-americanos e publicados neste mês de junho no Journal of Organic Systems (Jornal de Sistemas Orgânicos), acompanhou 168 porcos desde o desmame até atingirem o peso para o abate, ao longo de aproximadamente 23 semanas. Metade dos porcos (84) recebeu uma dieta baseada em milho e soja GM, enquanto que a outra metade recebeu bastante similar, porém com milho e soja convencionais (não GM).

Os pesquisadores encontraram algumas diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos de porcos, após compararem esses grupos com base em aproximadamente 20 parâmetros diferentes, incluindo ganho de peso, úlcera estomacal e anormalidades nos rins. Os porcos alimentados com grãos GM, no entanto, apresentam taxas significativamente mais altas de inflamação severa do estômago, bem como uma média de úteros 25% mais pesados em relação ao peso corporal.

A inflamação do estômago foi classificada numa escala entre nula, suave, moderada e severa durante necropsias cegas, ou seja, os relatores não sabiam se eles estavam examinando o estômago de um porco alimentado com grãos GM ou não GM. Uma tabela com quatro fotos anexada ao artigo deste estudo mostrou um exemplo de cada uma das quatro escalas de inflamação, que variou de um acinzentado (nula) a uma combinação de rosado e amarelo-bile (severa). O dado que mais preocupou os autores foi: 23 porcos alimentados com grãos GM sofreram de inflamação severa do estômago, enquanto que no caso dos porcos não GM, foram apenas 9 que apresentaram o problema. Esta grande diferença é um alarme que merece novos estudos, de acordo com Michael Hansen, cientista Ph.D. sênior da Consumers Union.

Os críticos do estudo não têm esta certeza. Mark Lynas, autor de mudanças climáticas notáveis e um ex-crítico (que virou defensor) dos organismos GM, destacou que 60 porcos alimentados com grãos não GM tiveram inflamação estomacal suave ou moderada, contra 41 porcos alimentados com grãos GM, e apenas 4 porcos não-GM tiveram a inflamação classificada como nula, enquanto que no caso dos porcos GM, foram computados 8 com a mesma classificação.

“É claro, um número menor de porcos GM pode apresentar inflamação suave ou moderada no estômago se houver uma porcentagem maior já classificada como severa”, disse Michael Hansen.

Outro ponto de discórdia reside na variação potencial na composição nutricional entre grãos GM e não-GM fornecidos aos porcos nesta pesquisa. Devido às restrições dos titulares das patentes dos produtos GM, os pesquisadores foram obrigados a comprar cada tipo de grão dos distribuidores do varejo, ao invés de terem plantado os grãos num ambiente conhecido e numa condição controlada.

De acordo com os autores, a soja e o milho GM utilizados foram considerados pelas agências governamentais como equivalentes às variedades de grãos não GM, em termos de composição e características nutricionais. Mas a falta de ter tido conhecimento no ambiente da plantação e controle do crescimento dos grãos coloca potencialmente em xeque os resultados da pesquisa, de acordo com Kent Bradford, diretor Ph. D. do Centro de Biotecnologia de Grãos e Sementes da Universidade da Califórnia em Davis.

“Estes grãos são produtos diferentes. Por exemplo, os grãos de soja podem ter uma ampla gama de fitoestrogênios. A quantidade varia muito entre cada produção.”, afirmou Bradford.

E você, leitor? Acha que os alimentos GM podem trazer alguma consequência para nós também, além da tendência apresentada no estudo em relação aos porcos?

 

Mais informações:

http://www.foodsafetynews.com/2013/06/study-says-gmo-feed-may-harm-pigs/#.Uce6jzRwqSo

 

 

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10 anos da RDC nº172 – BPF para estabelecimentos industrializadores de amendoins processados e derivados

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Segundo dados da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) na safra de 2010/2011 o Brasil produziu 242,3 mil toneladas de amendoim. O cultivo da semente é feito em todo país, mas São Paulo é responsável por 80% da produção nacional.

Em 2010, o Brasil exportou 54 mil toneladas da semente, o equivalente a 22% da produção. O restante é utilizado no mercado interno e sua destinação concentra-se na área de confeitos, salgadinhos e doces. Entre os doces destaques especiais para paçoca e o pé-de-moleque, verdadeiros ícones da cultura popular, com grande aceitação de norte a sul do país.

De acordo com dados de uma pesquisa realizada pelo IBOPE, por encomenda da ABICAB – Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados – 66% da população brasileira costuma consumir amendoim, esta porcentagem é maior quando se trata de derivados como paçoca (75%) e o pé de moleque (71%).

Porém, o amendoim é um dos produtos agrícolas mais susceptíveis à contaminação por aflatoxina, que é um metabólito tóxico produzido por fungos do gênero Aspergillus flavus e A. parasiticus os quais em condições favoráveis de temperatura e umidade se desenvolvem durante o cultivo e a estocagem de produtos agrícolas.

A ingestão de aflatoxina em altas concentrações pode resultar em intoxicação chamada de aflatoxicose. As principais toxinas de interesse são designadas de B1, B2, G1 e G2. Entretanto, a aflatoxina B1 é geralmente predominante, sendo também a mais tóxica. A aflatoxina causa necrose aguda, cirrose e carcinoma de fígado em diversas espécies animais. A toxicidade pode ser influenciada por fatores ambientais, quantidade e duração de exposição, idade, estado de saúde e nutricional. Por serem resistentes ao calor representam um grande risco quando presentes no alimento. Efeitos agudos de gastroenterites podem ser identificados; contudo os efeitos crônicos resultam de ingestão moderada e ao longo do tempo, dificultando o reconhecimento da associação entre a toxina e a doença. Para mais informações acesse o site do CVE

Por serem possíveis veiculadores de aflatoxina amendoins processados e derivados constituem risco a saúde pública, por este motivo há 10 anos a ANVISA estabeleceu a Resolução RDC – nº172, 04 de julho de 2003, que dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Industrializadores de Amendoins Processados e Derivados e a Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Industrializadores de Amendoins Processados e Derivados.

Abaixo estão os principais itens tratados nesta resolução:

4. Seleção de fornecedores de amendoim cru;

            5. Processamento de amendoins e derivados

                        5.1Recepção das matérias-primas, ingredientes e embalagens;

                        5.2 Armazenamento das matérias-primas, ingredientes e embalagens;

                        5.3 Seleção amendoim cru;

                        5.4 Produção de amendoins processados e derivados;

                        5.5 Armazenamento e transporte do produto final;

                        5.6 Controle de Qualidade produto final;

                        5.7 Rotulagem de amendoins processados e derivados;

                        5.8 Responsável pelo processamento;

                        5.9 Documentação e registro;

                        5.10 Disposições gerais – Lista de verificação.

           

            Os principais tópicos da Lista de Verificação são:

  1. 1.     Edificações e instalações
  2. 2.     Equipamentos móveis e utensílios
  3. 3.     Manipuladores
  4. 4.     Seleção dos fornecedores de amendoim cru
  5. 5.     Processamento de amendoins e derivados
  6. 6.     Documentação (incluindo atendimento aos POP´s)

 Ao final da lista de verificação o estabelecimento pode ser classificado em 3 grupos:

            Grupo 1 – Estabelecimento de baixo risco

            Grupo 2 – Estabelecimento de médio risco

            Grupo 3 – Estabelecimento de alto risco

                                  

Fontes:

http://www.abicab.org.br/amendoim/historia-3/

http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/hidrica/Aflatoxinas.htm

http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/503f2c00474579428651d63fbc4c6735/RDC_172_2003.pdf?MOD=AJPERES

 

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Aflatoxinas em amendoim estão sob controle: dados divulgados em 2013

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Faz 10 anos hoje que foram aprovadas as normas de Boas Práticas de Fabricação específicas para indústrias de amendoins e derivados, constantes na Resolução 172/2003, da Anvisa. A publicação desta Norma fez parte de um esforço tanto governamental quanto do setor privado para melhorar a qualidade do amendoim brasileiro, seriamente comprometida na época pela contaminação por aflatoxinas.  

Aflatoxinas são substâncias produzidas por fungos filamentosos do gênero Aspergillus consideradas agentes carcinogênicos pela Organização Mundial de Saúde. Sua ocorrência é maior no amendoim devido à afinidade do fungo Aspergillus flavus por este alimento e, principalmente, quando as condições de umidade e temperatura são favoráveis ao seu crescimento.  

Num estudo publicado em 2002, pesquisadoras da Unicamp e do Instituto Adolfo Lutz analisaram um grande número de trabalhos envolvendo micotoxinas realizados no Brasil entre 1991-2000 e chamaram a atenção para os níveis alarmantes de aflatoxinas presentes no amendoim. Em 2001, as principais indústrias de amendoim do país, reunidas em sua associação, a ABICAB, lançaram o selo “Pro-Amendoim”, um programa de autorregulamentação com foco na prevenção das aflatoxinas e com objetivo de estimular a produção de amendoim dentro dos padrões nacionais e internacionais de qualidade.  Atualmente 10 empresas fazem parte do programa.

A indústria também partiu para uma atuação conjunta com os produtores, buscando selecionar as variedades da planta mais resistentes ao fungo e um melhor manejo das condições de produção, colheita, beneficiamento e armazenagem do amendoim.

A contaminação diminuiu depois disto?  

Em março de 2013, uma pesquisa sobre o monitoramento de aflatoxinas em amendoim e derivados comercializados na região de Marília (SP) foi divulgada pela revista científica Alimentos e Nutrição / Brazilian Journal of Food and Nutrition, da Unesp (SP).  O estado de São Paulo concentra grande parte da produção brasileira de amendoim, sobretudo nas regiões da Alta Mogiana e Alta Paulista, onde está o município de Marília. O estudo, conduzido por uma equipe do Instituto Adolfo Lutz, traz dados do período 2002-2009. Neste intervalo, um total de 75 amostras de amendoim cru e derivados foram analisadas, sendo que apenas 16% delas apresentaram índice detectável de aflatoxina (< 2 µg/kg) e somente 6 amostras (8% do total) tinham níveis de aflatoxinas acima do limite tolerado no Brasil (20 µg/kg). No amendoim cru, duas das 10 amostras estavam contaminadas e, entre as paçocas, 4 das 47 amostras (8,5%) continham aflatoxinas em nível acima do aceitável. Também foram testados amendoim frito, com cobertura de chocolate, com cobertura colorida e amendoim tipo japonês, sendo que nenhuma das 18 amostras apresentou índice detectável de aflatoxina.  A separação entre índice detectável e índice aceitável deve-se ao fato de que persistem dúvidas se os teores de aflatoxinas tolerados não constituem realmente um risco à saúde pública, pois para um consumo constante, vários autores consideram que a segurança total só seria alcançada com a ausência de contaminação.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) também monitora os índices de aflatoxina no amendoim através do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC/Vegetal). As amostras neste caso são apenas de amendoim cru destinado ao uso pelo consumidor. No ano-safra 2010-2011 foram analisadas 57 amostras do produto, com 45 delas apresentando teor de aflatoxina abaixo de 20 µg/kg (79% de conformidade). No último levantamento, divulgado em janeiro de 2013 e correspondente ao ano-safra 2011-2012, o nível de conformidade foi de 90%. Como o programa do MAPA foi instituído em 2008, não há números anteriores a esta data para avaliar a evolução da conformidade.

Os dados levantados nestas pesquisas devem ser vistos com cautela, pois há limitações evidentes de amostragem e de área abrangida, mas parecem ser bons indícios de que os esforços governamentais e da iniciativa privada resultaram em produtos de amendoim mais seguros para o consumidor.

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Contaminação de alimentos por benzeno, acrilamida, bisfenol A, acetaldeído e ftalatos

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No dia 25/04/13, no XII Congresso de Higienistas  de Alimentos, assisti a palestra da Drª. Shirley de Mello Pereira Abrantes, intitulada “Contaminação de alimentos por: benzeno, acrilamida, bisfenol A, acetaldeído, ftalato de di-(2-etil-hexila e adipato de di(2-etil-hexila)”.

O objetivo principal da palestra era dar um panorama sobre os principais perigos químicos que são formados nos diversos tipos de processamento dos alimentos. Vamos lá!

 BENZENO

 O Benzeno, é um composto orgânico volátil, constituinte do petróleo, utilizado como solvente em laboratórios químicos (analíticos e de sínteses), como matéria prima nas indústrias químicas, e, encontrado nos parques petroquímicos, de refino de petróleo, nas companhias siderúrgicas, nas usinas de álcool anidro, na gasolina e na fumaça do cigarro. Vulcões e queimadas de florestas são fontes naturais que também contribuem para sua presença no meio ambiente.

Em 2009, a Proteste fez um estudo que detectou benzeno em cinco marcas famosas do mercado brasileiro. O problema é que o benzeno gera reações nocivas em nosso organismo, prejudicando a saúde. Segundo a palestrante, a formação de benzeno em refrigerantes resulta da descarboxilação do conservante ácido benzóico na presença de ácido ascórbico (vitamina C) principalmente sob a ação de calor e luz. A exposição ao benzeno pode causar câncer e algumas doenças no sangue.

 ACRILAMIDA

 Outra substância que têm causado preocupação é a chamada acrilamida. Essa substância é fruto da reação de Maillard que ocorre em alimentos cozidos em altas temperaturas (batata-frita, grelhados, assados). O problema é que a acrilamida também é causadora de câncer e os alimentos associados são geralmente de grande consumo entre a população.

Como ela é uma substância relacionada aos açúcares presentes nestes alimentos, uma forma de “amenizar” a formação deste compostos é a prática do branqueamento (principalmente de batatas) antes de fritá-las, eliminando parte dos açúcares da superfície do alimento.

 BISFENOL A

 Outra substância “queridinha” do momento, bastante abordada atualmente e de grande importância. Segundo a Anvisa, a substância Bisfenol A é utilizada na produção de policarbonato e em vernizes epóxi  O policarbonato, por sua vez, apresenta características como alta transparência e resistência térmicas e mecânicas. Por esse motivo, é utilizada na fabricação de mamadeiras e copos infantis, bem como em vernizes que revestem embalagens metálicas de alguns alimentos.

A polêmica em torno desta substância seria que os problemas de saúde causados através da exposição à mesma, só seriam causados se a ingestão fosse em doses elevadas. Mesmo assim, o Brasil decidiu proibir a importação e fabricação de mamadeiras que contenham Bisfenol A, considerando a maior exposição e susceptibilidade dos indivíduos usuários deste produto.

A legislação foi atualizada em 2012, como já relatado aqui no blog, através da RDC 56.  

ACETALDEÍDO

 A palestrante demonstrou vários estudos relacionados a essa substância, que afirmam que este composto presente principalmente em garrafas PET, pode migrar para o alimento, bem como para o ambiente. 

A Dra. Shirley enfatizou o estudo de MUSTUGA (2005) que relata que o acetaldeído é formado pela  degradação do PET durante o processo de fusão, e migra da embalagem de PET para bebidas ao longo do tempo e a ele, são atribuídas as alterações de sabor de água mineral e bebidas carbonatadas. A importância da detecção e controle dessa substância se dá devido a sua carcinogenicidade, onde foi comprovado que tal substância induziu câncer nasal em ratos após a administração por inalação.

DEHP e DHA

Por fim, foi explanado sobre as substâncias DEHP (adipato de di(2-etil-hexila)) e o DHA (ftalato de di-(2-etil-hexila)). Estes compostos são utilizados na elaboração de embalagens de vários produtos alimentícios e estudos bastante atuais estão sendo realizados para avaliação o percentual de migração destes compostos para os alimentos.

Em alguns estudos (http://www6.ensp.fiocruz.br/visa/?q=node/5202 ), avaliou-se que a migração destes compostos em alimentos como peito de frango, carne bovina magra, pizza de mozarela, coxa de frango e queijo mozarela apresentaram valores até 37 mais do permitido para o DEHA (18 mg/kg) e 1.779 vezes mais para o DEHP (1,5 mg/kg).

Fomos apresentados também a legislação que trata destas substâncias e sua utilização em embalagens de alimentos, a RDC 17, de 17 de março de 2008.

A palestra foi bem interessante e nos aguçou e fez refletir sobre fatores que muitas vezes deixamos passar e que de fato, têm grande importância na segurança dos alimentos e para a segurança da nossa saúde e que certamente necessitam de mais estudos e atenção. Até a próxima!

 

Fontes:

http://www.institutosalus.com/noticias/saude-publica/alimentos-contaminados-poem-em-risco-a-saude-dos-brasileiros

 

http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/anvisa/home/alimentos/!ut/p/c4/04_SB8K8xLLM9MSSzPy8xBz9CP0os3hnd0cPE3MfAwMDMydnA093Uz8z00B_A3cvA_2CbEdFADQgSKI!/?1dmy&urile=wcm%3Apath%3A/anvisa+portal/anvisa/inicio/alimentos/publicacao+alimentos/bisfenol+a

 

 

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MAPA divulga informações sobre o monitoramento de pesticidas e contaminantes em vegetais

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgou no dia 27 de junho, a relação das 21 culturas agrícolas que serão monitoradas em relação aos resíduos de praguicidas e contaminantes na safra 2013-2014. A medida faz parte de um programa anual, instituído em 2008, com objetivo de monitorar a frequência e os níveis de resíduos e contaminantes em vegetais, além de investigar e controlar os produtos agropecuários provenientes de propriedades suspeitas de violações (PNCRC/Vegetal). A cada ano, uma Instrução Normativa é publicada contendo as culturas e os parâmetros monitorados no ano-safra correspondente. Este ano, as culturas serão as seguintes: abacaxi, alho, amêndoa de cacau, amendoim, arroz, banana, batata, café, castanha do Brasil, cebola, feijão, kiwi, maçã, mamão, manga,  milho, pimenta, soja, tomate, trigo e uva.

Ao todo, o plano prevê análise de 1875 amostras. Os produtos serão coletados nos estabelecimentos produtores, beneficiadores e nas centrais de abastecimento. No último levantamento, divulgado em janeiro de 2013, as culturas que apresentaram os menores índices de conformidades foram: pêssego (14%), pimentão (38%), trigo (47%) e morango (50%).

Conforme a percepção de representantes do MAPA, nem sempre as não conformidades registradas no monitoramento de pesticidas comprometem a segurança dos produtos, pois em alguns casos, referem-se a resíduos de pesticidas ainda não aprovados para aquela cultura, mas em processo de aprovação e presentes em nível baixo, portanto podem não configurar um risco à saúde.

No caso do pêssego, os frutos importados da Argentina e Chile tiveram índice zero de conformidade, pois os ativos encontrados não são previstos nas normas brasileiras para uso no pêssego, mas são autorizados para outras culturas (com uma única exceção). Houve, porém, amostras da fruta coletadas no RS e SC que continham ometoato, um ativo proibido no Brasil. Em relação ao trigo, o baixo índice geral deveu-se ao produto importado da Argentina, que continha três ativos proibidos em nosso país, sendo que um deles também foi detectado no trigo produzido em MG. Já o trigo produzido no PR e DF teve 100% de aprovação. Para mais detalhes, consulte a tabela completa, com dados por região e princípio ativo, clicando aqui

2 min leituraO Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgou no dia 27 de junho, a relação das 21 culturas agrícolas que serão monitoradas em relação aos resíduos de praguicidas e […]

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Vaga gratuita em aula de Food Safety

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Concurso Cultural – Participe do blog Food Safety Brazil e concorra a uma vaga no módulo de Pré-requisito de 8 horas  promovido pela ABEA em parceria com a Flavor Food.

Para isso, você deverá escrever um post para o blog Food Safety Brazil e ser selecionado. Veja o regulamento abaixo.

Objetivo:

Promover troca de experiências e formar rede de profissionais e interessados no tema Segurança de Alimentos.

Regulamento:

O participante deverá escrever um post sobre Segurança de Alimentos contendo título e conteúdo de 120 a 500 palavras para as seções “Dicas vencedoras” , “Aprendi hoje” ou “Dedo podre”.

NOTA 1: A respectiva descrição de cada seção é:

  • Dicas vencedoras: Quer dividir um grande achado? Um grande problema foi resolvido de forma simples? Traga para cá a informação.
  • Aprendi hoje: Todos os dias aprendemos algo novo que merece ser dividido. Deixe seu depoimento. Converse com nossos colunistas. Relate sua experiência.
  • Dedo Podre: Essa seção é para auditores e auditados compartilharem não conformidades históricas com a intenção sempre nobre de fazer uma “mega abrangência” em nossa comunidade dos amantes da segurança de alimentos.

Uma comissão formada por especialistas em Segurança de Alimentos irá escolher o melhor post utilizando como critérios: aplicabilidade prática, utilidade e redação. O grande vencedor será premiado com uma vaga no módulo de Pré-requisitos, no dia 16 de julho, em São Paulo. O prazo para envio dos posts é 10/07/13.

A divulgação do resultado do concurso será divulgada no blog Food Safety Brazil  e na página da Flavor Food no Facebook no dia 12/07/13.

Cada participante pode participar com quantos posts desejar.  Os participantes estão cientes e aceitam que todos os posts enviados para este concurso cultural poderão ser publicados a qualquer tempo no blog Food Safety Brazil, independente de terem sido premiados.

2 min leituraConcurso Cultural – Participe do blog Food Safety Brazil e concorra a uma vaga no módulo de Pré-requisito de 8 horas  promovido pela ABEA em parceria com a Flavor Food. […]

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