Caixas de madeira ou caixas de plástico? Quais serão as mais higiênicas no transporte e acondicionamento de produtos hortifrutigranjeiros?
No transporte e acondicionamento de produtos hortofrutícolas, as tradicionais caixas de madeira têm vindo a ser substituídas por caixas de plástico, sobretudo por se considerar que o plástico é um material mais higiênico e de mais fácil limpeza do que a madeira.
Em um estudo efetuado na Universidade Nova de Lisboa, Portugal, comparou-se a contaminação microbiana de embalagens de madeira com as de plástico, tendo-se concluído que não existem diferenças significativas entre os dois materiais. Do estudo pode concluir-se que a contaminação microbiana elevada, verificada em algumas caixas de madeira e de plástico, é resultado da falta de limpeza das caixas antes da sua reutilização.
Por: Ana Luísa Fernando, DCTB/UBiA, FCT/UNL
No transporte e acondicionamento de produtos hortofrutícolas, as tradicionais caixas de madeira têm vindo a ser substituídas por caixas de plástico, sobretudo por se considerar que o plástico é um material mais higiénico e de mais fácil limpeza do que a madeira. Mas será que as caixas de madeira são menos higiénicas do que as de plástico?
Num estudo efectuado na Universidade Nova de Lisboa, Portugal, comparou-se a contaminação microbiana de embalagens de madeira utilizadas no transporte e comercialização de produtos hortofrutícolas com as de plástico. As amostras foram recolhidas no MARL (Mercado Abastecedor da Região de Lisboa), local escolhido por apresentar um elevado número de trocas comerciais e também de variedade de produtos, onde estes dois tipos de embalagens são comummente utilizados. Para controlar a contaminação das embalagens utilizadas no transporte de produtos hortofrutícolas quantificou-se a flora microbiana existente na sua superfície. Escolheram-se os microrganismos que são habitualmente identificados com mais frequência em produtos hortofrutícolas, e que podem como tal contaminar as embalagens, bem como os que podem resultar do manuseamento das embalagens pelos operadores e pelas suas condições de utilização e de armazenamento.
Os resultados obtidos neste ensaio mostraram o seguinte:
a) a contaminação das embalagens é sobretudo devida a microrganismos mesófilos, ou então psicrófilos. Os bolores e leveduras são os microrganismos predominantes, seguindo-se as bactérias coliformes e o B. cereus.
b) A contaminação de embalagens de hortícolas foi superior à das embalagens de frutos.
c) em termos de contaminação microbiana, não se verificaram diferenças significativas entre as caixas de madeira e as caixas de plástico.
De acordo com os resultados obtidos neste ensaio e de acordo com as observações efectuadas no local da amostragem, verificou-se que as embalagens que apresentaram valores mais elevados de contaminação microbiológica (madeira ou plástico), eram também aquelas que apresentavam uma maior falta de higiene e de limpeza. Os resultados obtidos neste estudo apontam para a possibilidade de contaminação e desenvolvimento microbiano nos materiais usados nas embalagens de produtos hortofrutícolas, sobretudo devido à ausência de boas práticas de higiene. É, portanto, fundamental que se realize a higienização, a limpeza e a desinfecção das caixas destinadas a acondicionar produtos hortofrutícolas para evitar a proliferação de microrganismos, antes da sua utilização/reutilização. Estes requisitos são válidos para os dois tipos de material estudados, ou seja, é necessário ter estes cuidados quer os materiais sejam de madeira, quer sejam de plástico.
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