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Os 10 fatos sobre segurança dos alimentos (OMS) parte 2

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Fato nº 3: A segurança de alimentos é uma preocupação global

A globalização da produção e do comércio de alimentos aumenta a probabilidade de incidentes internacionais envolvendo alimentos contaminados. Produtos e ingredientes alimentícios importados são comuns na maioria dos países. Sistemas de segurança de alimentos mais fortes nos países exportadores podem reforçar tanto a proteção da saúde pública localmente, quanto nas fronteiras com os demais países.

Fato nº 4: Doenças emergentes estão amarradas à produção de alimentos

 

Aproximadamente 75% de novas doenças infecciosas afetando as pessoas nos últimos 10 anos foram causadas por bactérias, vírus e outros patógenos que iniciaram em animais ou em produtos derivados de animais. Muitas destas doenças ocorrendo em humanos estão relacionadas ao manejo de animais domésticos ou silvestres infectados, durante a produção de alimentos – em mercados, feiras livres e nos abatedouros.

 

Fato nº 5: Minimizar o risco da Influenza aviária

A maior parte dos casos de gripe aviária (Influenza H5N1) em humanos ocorre através do contato direto com aves infectadas, vivas ou mortas. Não há evidências de que a doença é transmitida aos humanos através do consumo de carne de aves devidamente cozida e manipulada. Para prevenir o risco de doenças transmitidas por aves:

  • Separe carnes cruas dos demais alimentos
  • Mantenha a higiene e lave sempre as suas mãos
  • Cozinhe completamente (até que a carne atinja uma temperatura de 70ºC em todas as partes, sem apresentar coloração rosada)

 http://www.who.int/features/factfiles/food_safety/en/index.html)

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O bom auditado

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Muito se discute, durante um processo de certificação, o desempenho da equipe Auditora, baseado, sobretudo, na forma como o evento foi conduzido. Para os auditados, nesta discussão, raramente importam os aspectos técnicos envolvidos, tomando-se por base os critérios da Auditoria. O que todos querem saber, ao final das contas, é se o Auditor é “bonzinho” ou se, ao contrário, é “muito rigoroso”.

 O que a maioria das organizações negligencia é que o sucesso da Auditoria depende, na absoluta maioria das vezes, exclusivamente, de seu próprio desempenho. É comum atribuir um eventual resultado negativo ao “mau” Auditor.

 Sim, claro, existem maus auditores. E para cada mau Auditor existem muitos, muitos, muitos maus auditados. As organizações negligenciam a preparação de seus colaboradores para que estes tornem-se capazes de encantar seus “árbitros”.

Quando auditores recorrem a um processo de entrevista, mesmo onde caiba apenas a interpretação de um documento ou registro, sempre haverá o papel de um interlocutor entre a Organização e a evidência da conformidade. Colaboradores sujeitos a assumir o papel de interlocutores devem conhecer toda a estrutura documental do Sistema de Gestão. Devem saber interpretar com clareza qual é a necessidade do Auditor e apresentar as saídas adequadas.

 Como Auditor, tenho observado enorme dificuldade das organizações em demonstrar habilidade com a documentação do Sistema. Por vezes, não encontramos evidências da conformidade que sabemos estarem lá, apenas porque o Auditado não consegue localizar a informação de modo adequado. E, neste ponto, não há nada que possamos fazer como auditores. Vários sistemas de gestão são construídos em torno da capacidade e do conhecimento de um RD ou de um pequeno grupo que lidera a implementação e que, inoportunamente, negligencia a divulgação adequada por toda a Organização.

 

Desenvolvi um modelo que aplico com sucesso em meus clientes, baseado na capacidade de distribuir entre quatro “níveis de participação” qualquer documento ou registro do Sistema de Gestão, associado à função do colaborador. São eles:

 Nível 1 – Responsabilidade ou Autoridade

Nível 2 – Execução ou Aplicação

Nível 3 – Interpretação e Apoio

Nível 4 – Abrangência

 A cada nível está associada uma estratégia de treinamento preparatório exclusivamente ligado ao evento da Auditoria. As estratégias envolvem entrevistas, simulações, verificações in loco e testes de conhecimento, especialmente desenvolvidos para cada função. Fatores comportamentais em um processo de auditoria são testados. Os resultados são medidos através de um modelo estatístico que considera o desempenho individual do colaborador dentro do grupo homogêneo, o desempenho do grupo homogêneo e os níveis de participação associados em cada caso. Cada resultado negativo é tratado individualmente com novas ações de treinamento.

 Colaboradores bem preparados evidenciam o compromisso da Organização com o Sistema de Gestão e o atendimento aos requisitos de comunicação interna, de forma direta.

 Melhor investir em capacitação… ou vamos continuar na torcida por vocês.

 Até a próxima!

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Músicas ensinam a manipular alimentos

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Trabalhando há quase 10 anos com a implementação de Sistemas de Gestão da Qualidade e Segurança de Alimentos em toda a cadeia produtiva de alimentos não é raro pesquisar na internet,  sites e matérias de nossa área de interesse.  Em uma destas buscas, tive a grata surpresa de conhecer o projeto Alimento Seguro, da USP.

De uma maneira lúdica e didática, conhecimentos sobre os perigos, contaminação e os cuidados necessários ao manipular os alimentos são passados através de letras de músicas simples e amplamente conhecidas pela população em geral. As musicas são divertidas e realmente ficam na nossa cabeça! Quando vemos, estamos cantarolando…

Após compartilhar a informação com amigos e com alguns colegas da área, todos nós achamos o projeto incrível e a metodologia extremamente didática!  As músicas são ótimas para quebrar o gelo em treinamentos e conscientizar os manipuladores de alimentos de uma maneira lúdica e muito eficaz! Também enxergamos o grande valor do projeto na formação de consumidores mais críticos, uma vez que o mesmo é atuante em escolas de ensino fundamental do interior de São Paulo. 

Confira o link: http://www.usp.br/alimentoseguro/musicas.htm

Ana Cláudia Frota – gerente técnica da Flavor Food Consulting

 

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HACCP X Normas GFSI: Tabela cruzada

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Abaixo, uma correlação entre os 12 passos para a implementação do APPCC, de acordo com o Codex Alimentarius, e os requisitos das diferentes normas citadas:

 

Codex Alimentarius ISO 22000 BRC IFS SQF 2000
1

Equipe

7.3.2 2.1 2.2.2 Seção 9

6.3.4

2

Descrição de Produtos

7.3.3 2.3 2.2.3.1 Seção 9
3

Uso pretendido

7.3.4 2.4 2.2.3.2 Seção 9
4

 Fluxograma

7.3.5 2.5 2.2.3.3 Seção 9
5

Confirmação do Fluxograma

7.3.5 2.6 2.2.3.4 Seção 9
6

Análise de Perigos

7.4 2.7 2.2.3.5 Seção 9
7

Determinação dos PCC

7.4.4 / 7.6.2 2.8 2.2.3.6 Seção 9
8

Limites Críticos

7.6.3 2.9 2.2.3.7 Seção 9
9 Monitoramento 7.6.4 2.10 2.2.3.8 Seção 9
10

Ações corretivas

7.6.5 / 7.10.1 / 7.10.2 2.11 2.2.3.9 Seção 9

4.4.6

11

Verificação

7.8 / 8.4 2.12 2.2.3.10 Seção 9

4.5

12

Documentos e registros

4.2 2.13 2.2.3.11 / 2.1.1 / 2.1.2 Seção 9

4.2

Siga os passos do Codex e observe o que cada norma agrega a cada um desses passos, beneficiando-se dessas informações adicionais. E não se esqueça que o HACCP é dinâmico e deve estar pronto a incorporar as diferentes exigências que ainda virão pela frente.

Até a próxima!

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Os 10 fatos sobre segurança dos alimentos (OMS) parte 1

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INTRODUÇÃO:

A segurança de alimentos é prioridade para a saúde pública. Todos os anos, milhões de pessoas adoecem e muitas morrem em decorrência do consumo de alimentos inseguros. Surtos muito sérios de doenças transmitidas por alimentos (DTA) têm sido documentados em todos os continentes na última década, e em muitos países, o número de DTAs está crescendo expressivamente.

 Os principais pontos de preocupação mundial, em relação à segurança de alimentos, são:

 Perigos microbiológicos estão se espalhando (incluindo bactérias como Salmonella e Escherichia coli);

  • Contaminantes químicos nos alimentos;
  • Avaliação das novas tecnologias em alimentos (tais como organismos geneticamente modificados) e
  • Necessidade de sistemas de segurança de alimentos sólidos e fortes na maioria dos países, para garantir a cadeia mundial de alimentos segura.

A Organização Mundial da Saúde está trabalhando para minimizar os riscos para a saúde do consumidor, do campo à mesa, para prevenir surtos e para promover os 5 elementos-chave em segurança de alimentos.

  Fato nº 1: Mais de 200 doenças são transmitidas através dos alimentos

 Todos os anos, milhões de pessoas adoecem, e muitas morrem em decorrência do consumo de alimentos inseguros. Estima-se que doenças diarreicas por si só matam cerca de 1,5 milhão de crianças anualmente, e a maioria destas doenças está atribuída a alimentos ou água contaminados. Uma preparação adequada dos alimentos pode prevenir a maioria das doenças transmitidas por alimentos.

  Fato nº 2: As doenças transmitidas por alimentos (DTA) estão crescendo mundialmente

Atualmente, os organismos causadores de doenças em alimentos são transmitidos largamente e mundialmente, através da globalização da cadeia de alimentos, elevando a frequência das DTAs e o número de localidades onde elas acontecem. A rápida urbanização em várias partes do mundo aumenta os riscos, uma vez que os moradores das cidades consomem cada vez mais alimentos preparados fora de casa, que podem não ter sido manipulados ou preparados de forma segura – incluindo alimentos frescos, peixes, carnes e aves.

  Fato nº 3: A segurança de alimentos é uma preocupação global

 A globalização da produção e do comércio de alimentos aumenta a probabilidade de incidentes internacionais envolvendo alimentos contaminados. Produtos e ingredientes alimentícios importados são comuns na maioria dos países. Sistemas de segurança de alimentos mais fortes nos países exportadores podem reforçar tanto a proteção da saúde pública localmente, quanto nas fronteiras com os demais países.

Fonte: http://www.who.int/features/factfiles/food_safety/en/index.html)

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Latões de leite com “Durepox”

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Dando início a nossa interatividade, o Professor/Pesquisador Daniel Arantes Pereira do Instituto de Laticínos Cândido Tostes – EPAMIG nos presenteou com esta foto: “Latões com Durepox” .Ele destaca:
Latões metálicos com furos ou rasgos devem ser substituídos imediatamente. A  tentativa de vedá-los com durepox e similares gera condições para o acúmulo de resíduos que se tornarão fonte de contaminação.

Obrigada professor! É a aplicação da segurança de alimentos no setor primário. E olho na migração deste material de contato que não é de grau alimentício.

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Consumidor bem informado, alimentação segura.

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Você sabia que existem legislações bastante rígidas que regem os cuidados a serem seguidos pelos restaurantes? Você sabia que, segundo uma pesquisa da Vigilância Sanitária, o maior número de casos de intoxicação alimentar é originado em refeições caseiras por desconhecimento de regras de manipulação de alimentos básicas?

Esta seção tem por objetivo discutir tópicos que os consumidores poderão aplicar em suas casas e até mesmo observar nos restaurantes que frequentam, buscando o consumo de alimentos seguros e cobrando que os donos de restaurantes se adequem às Boas Práticas de Fabricação. Com o conhecimento destes tópicos, o consumidor se torna um fiscal de situações perigosas, se tornando crítico e ajudando na melhoria das condições de alimentação de todos!

Que tal começarmos por um tópico pouco discutido mas que possui imensa influência na segurança de alimentos?

Armazenamento

Um grande potencial de contaminação de alimentos está ligado à forma de armazenamento destes produtos. Algumas regras são importantíssimas:

– Temperatura de armazenamento: Fique atento ao rótulo dos produtos, pois neles os fabricantes identificam a temperatura que garante a segurança dos mesmos. Confie sempre no rótulo. Ninguém conhece melhor o produto que o próprio fabricante.

– Proteção dos alimentos: os alimentos devem sempre ser armazenados protegidos, envolvidos em filmes plásticos ou cobertos em recipientes com tampa. Apesar de muita gente desconhecer, existe uma bactéria que tem preferência por temperaturas baixas, e que se desenvolve bem nas geladeiras, a Listeria, que pode até mesmo causar aborto em gestantes. Um alimento tampado impede o acesso dessa bactéria ao alimento e garante a segurança de todos.

– Higiene: o local de armazenamento sempre deve ser mantido limpo para impedir que a poeira se torne contaminação aos produtos. Além disso, quando falamos de geladeiras e freezers, a limpeza reforça a garantia que a Listeria não estará presente.

– Contaminação cruzada: Alimentos prontos para o consumo como pudins, maioneses, patês, já passaram por um tratamento que eliminou muitas bactérias, ao contrário de alimentos crus ou in natura, como hortifruti ou carnes. Dessa forma, sempre dê preferência para armazenar alimentos prontos nas prateleiras superiores da geladeira para impedir que as bactérias dos produtos crus recontaminem o que já está pronto para o consumo.

– O mito do ovo: quando compramos os ovos no mercado, eles não estão refrigerados. Estão sob temperatura ambiente. Em casa, não temos obrigação de armazená-los na geladeira, mas se preferirmos guardá-los sob refrigeração para garantir sua segurança, dê preferência às prateleiras e não à porta da geladeira. Quando abrimos a geladeira, o que está na porta fica muito exposto à mudança de temperatura e, portanto, devemos deixar nela o que é menos perecível como bebidas.

– Validade: esta regra é a mais importante de todas. Respeitar o prazo de validade dos produtos é ter a certeza de consumir um produto seguro. O prazo de validade é estabelecido pelas empresas pensando na segurança dos consumidores. É como se as empresas dissessem: até este dia, eu garanto que está bom para o consumo. A partir daí, o risco é por tua conta. Tanto é que se, por acaso, você vir a passar mal com produtos que já tenham passado do prazo de validade, a empresa fabricante não poderá ser responsabilizada.

Fique atento a essas regras! Com elas, além de pratos suculentos, você também saberá fornecer alimentos seguros a todos seus convidados e familiares!

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HACCP X Normas GFSI: como conciliar as diferenças normativas?

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Uma das dificuldades para a implementação do HACCP que tenho presenciado ao longo dos anos está na imensa variedade de fontes de informação a respeito do mesmo, o que gera muitas diferenças de abordagem e interpretação quando se aplica cada um dos passos e princípios que constituem essa  ferramenta tão valiosa e essencial para a segurança de alimentos.

Sabemos que o código de práticas CAC/RCP 1/1969, Rev. 4 (2003), fornece todos os passos para se buscar a segurança de alimentos através da implementação de  uma sistemática preventiva e de controle dos perigos biológicos, químicos e físicos, através da conjugação dos programas de pré-requisitos com os doze passos para a implementação do HACCP. No entanto, esse documento é bastante técnico e não inclui uma base sólida de elementos de gestão. Em função disso, surgiram ao longo do tempo inúmeras normas de sistemas de gestão de segurança de alimentos, Hoje a chamada Iniciativa Global de Segurança de Alimentos (GFSI) reduziu essas normas de gestão da segurança de alimentos às quatro grandes, incluindo a ISO 22000:2005 (usada como referência no esquema de certificação FSSC 22000), BRC (atualmente em sua versão 6 de 2011), IFS (versão 6 de 2012) e SQF 2000 (na versão 6 de 2008).

A idéia principal destas normas é auxiliar as organizações a gerenciar os processos e as condições que são críticas para a garantia de obtenção de produtos seguros. Assim sendo, as organizações devem desenvolver, estabelecer, documentar, manter e melhorar um sistema de segurança de alimentos para assegurar que seus produtos não causem dano algum à saúde do consumidor. Todas elas prevêem a aplicação do HACCP para controle de perigos relativos a segurança de alimentos. O problema é que elas também acabam trazendo algumas diferenças na aplicação de alguns dos passos do Codex Alimentarius.

O ponto principal para conciliar essas diferenças é nunca esquecer o básico. Ou seja, devemos sempre pautar o nosso HACCP pelos velhos doze passos previstos pelo Codex Alimentarius. A partir daí podemos incorporar os requisitos adicionais previstos pela norma (ou normas) de gestão que iremos usar como referência, lembrando que o objetivo principal não é a certificação em si. Não devemos construir o nosso sistema simplesmente para cumprir normas, mas sim usar as normas em favor do nosso sistema. O melhor é encarar os requisitos adicionais que as normas trazem para cada passo do HACCP como fontes de informação adicionais, que irão dar uma maior sustentação para o nosso sistema.

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As boas rotinas

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Amigos leitores, propomos a discussão, neste espaço, do impacto da atuação dos colaboradores nos resultados das Organizações. Se existe motivação e condições adequadas para o trabalho, fatalmente teremos resultados superiores. O oposto é exatamente proporcional, na medida contrária. Se fosse na matemática, estaríamos diante de um corolário, a decorrência imediata de um teorema do tipo “se e somente se”.

 Uma indústria de alimentos, diante de uma perspectiva crua, só existe pelo único motivo de produzir alimentos, que devem ser, no mínimo, seguros para o consumo. Produzir alimentos seguros é, portanto, uma dependência da atuação de seus colaboradores, que devem seguir rotinas estabelecidas para garantir o adequado padrão de qualidade. Aqui cabe o reforço de que não há qualidade se o alimento não for seguro para o consumo.

 As rotinas estabelecidas na produção de alimentos podem ser divididas em dois grandes grupos: 1 – atividades que geram valor, normalmente associadas ao processo produtivo de forma direta e 2 – processos de apoio.

 Um Sistema de Gestão para a produção de alimentos seguros deve garantir que tais rotinas (desde que adequadas) sejam cumpridas de forma repetida e, mais que isto, deve assegurar que possíveis desvios sejam identificados e corrigidos. Particularmente, como Consultor e Auditor, sempre acreditei mais nos sistemas que falham e evoluem do que naqueles cuja falha não é percebida (ou apontada). Desconfie destes últimos.

 Para o estabelecimento de um Sistema de Gestão de Segurança do Alimento, de agora em diante SGSA, a Organização deve preparar-se pela base. Sugiro, sempre, que se identifique o estágio inicial de seus processos de apoio para propor adequações. Recursos Humanos, Suprimentos, Manutenção, Ferramentaria, entre outros, devem estar alinhados com as novas diretrizes e trabalhando no sentido de assegurar um ambiente seguro para a produção de alimentos.

 A outra face deste plano é cuidar para que, do lado de dentro da fábrica, existam condições que permitam levar adiante esta estratégia. A infra-estrutura do ambiente produtivo deve ser suficientemente adequada para garantir condições higiênico-sanitárias satisfatórias à produção de alimentos. O processo deve estar modelado para atender a todos os requisitos do monitoramento operacional, cuja saída resulta no produto conforme.

 Pessoal capacitado deve compreender toda a sorte de regras que existam para a promoção do conjunto de objetivos. Desde as Boas Práticas de Fabricação até atividades mais complexas, que exijam medição, análise e interpretação do processo produtivo, e a tomada de correções e ações corretivas para tratar possíveis desvios. Gestores deste Sistema devem ser os líderes capazes de transpirar conhecimento e motivação, transformando seus pares através do exemplo. Nos próximos encontros ainda vamos falar bastante de liderança, com foco nos Sistemas de Gestão.

 Até lá!

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