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Sete mil anos de frituras

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Como cidadãos do século XXI, estamos habituados a nos vangloriar da rapidez com que ocorrem as transformações tecnológicas modernas. Do ponto de vista histórico, podemos pensar na evolução da segurança dos alimentos fazendo associação com a forma de preparar a comida, posto que é uma das principais maneiras para se eliminar ou para se causar uma contaminação. E esta preparação dos alimentos tem evoluído rapidamente?

O historiador Felipe Fernandez-Armesto, em seu livro Comida – Uma História (Ed. Record) faz uma interessante análise desta questão.

Segundo ele, a partir da descoberta e controle do fogo, cozinhar na chama viva deve ter sido a primeira tecnologia culinária criada pelo homem. Como só permitia um cardápio limitado, uma das primeiras variações deve ter sido colocar alimentos sobre pedras quentes ou brasas, método bastante adequado ao cozimento de moluscos e suas conchas, por exemplo. Do cozimento em fogo direto, com brasas ou com pedras aquecidas em covas, o homem passou à invenção dos utensílios de cozinha. As conchas de animais podem ter sido os primeiros utensílios, seguidos pelos recipientes de madeira, argila e de metal.

Uma opção que certamente foi utilizada pelo homem primitivo foi encher peles, tripas ou estômagos de animais com alimentos, completar o espaço com água e levar o conjunto à fervura. Estava criado o cozimento de alimentos propriamente dito. O passo seguinte na evolução culinária foi a fritura. E embora seja impossível estabelecer uma data para o cozimento em recipientes manufaturados, é possível estimar quando pode ter se iniciado a fritura dos alimentos, pois esta dependeu da invenção da cerâmica, o primeiro artefato capaz de ser usado como “frigideira”. As primeiras cerâmicas com características utilitárias surgiram na Grécia e no sudeste asiático por volta de 6.000 a. C. Desde a invenção da cerâmica, a única tecnologia realmente inovadora e acessível para o preparo de alimentos parece ter sido o cozimento com micro-ondas, ou seja, foram necessários cerca de 7.000 anos para esta inovação! É tempo, hein? Mais de sete mil anos de frituras…

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Videos do site da EFSA – European Food Safety Authority

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Estão disponíveis no site da ESFA vídeos educativos sobre segurança de alimentos. “Entendendo a Ciência” consiste em uma série de videoclipes onde estão presentes, em um primeiro plano, técnicos que explicam os conceitos e, no segundo plano, um quadro branco com ilustrações sobre o assunto. Nos vídeos são abordados temas como contaminantes e resíduos em alimentos, patógenos, resistência microbiana, OGMs e outros. Os apresentadores falam em inglês.

O endereço é :
http://www.efsa.europa.eu/en/news/videos.htm?WT.mc_id=EFSAHL01&emt=1.

Vale a pena conferir!

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Legislação de segurança de alimentos no México I

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Cada país prioriza o que é crítico para sua realidade.

Ao estudar a Norma Oficial Mexicana NOM-251-SSA1-2009, Prácticas de Higiene para el proceso de alimentos, bebidas o suplementos alimentícios, me chamaram a atenção alguns pontos que são diferenciados ao lugar-comum que estamos habituados. Alguns itens, achei demasiado básicos, porém com razão de ser, e outros que deveriam constar em nossas legislações:

5.9.7 Banheiros devem estar limpos e desinfetados e não devem ser usados como depósito ou fins distintos ao que estão destinados

6.6.1 Os registros de operação devem ser mantidos pelo menos por uma vez e meia a vida de prateleira do produto

7.5.5 c) Caso se usem guardanapos de tecido, eles devem ser substituidos por outros limpos para cada consumidor

7.5.5 d) As superfícies das mesas (dos restaurantes) devem ser limpas após cada serviço, assim, como limpar e desinfetar após cada jornada

7.5.5 f) Não se deve colocar os dedos em partes de copos, taças, pratos, palitos e canudos que estarão em contato com os alimentos ou bebidas, ou com a boca del comensal.

 

 

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Atualização do Plano Nacional de Controles de Resíduos Biológicos do MAPA.

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Foi publicada no dia 22/05/2012 a Instrução Normativa SDA nº 11/2012, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que estabelece o Subprograma de Monitoramento em Carnes (Bovina, Aves, Suína e Equina), Leite, Pescado, Mel, Ovos e Avestruz para o exercício de 2012, referente ao Plano Nacional de Controle de Resíduos Biológicos em Produtos de Origem Animal – PNCRB.

Através do PNCRB, o Mapa fiscaliza a quantidade de contaminantes e de resíduos de produtos veterinários presentes nos produtos de origem animal, como antimicrobianos, sedativos, antiparasitários, anticoccidianos, anabolizantes, micotoxinas e outros.

A Norma tem por objetivo melhorar o controle realizado para verificar e garantir a qualidade e a segurança dos produtos de origem animal produzidos no Brasil. Foi incluída a pesquisa de novos resíduos e alguns limites máximos permitidos foram revistos. Em 2011, foram examinados cerca de 180 resíduos e neste ano serão pesquisados pelo menos 213 tipos, denotando um aumento de mais de 18% no número de substâncias monitoradas.

A amostragem será aleatória, com sorteio dos estabelecimentos onde serão colhidas as amostras, e serão definidos os laboratórios oficiais e credenciados pertencentes à Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária que as receberão para análise.

 

Maiores informações no site www.agricultura.br/legislacao.

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Quem somos

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Nossa missão é compartilhar conhecimento e experiências em segurança de alimentos.

Iniciativa sem fins lucrativos, desde abril de 2012, o Blog Food Safety Brazil tem como objetivo ajudar as empresas de pequeno e médio porte da cadeia produtiva de alimentos a melhorar as suas práticas. Um corpo de profissionais voluntários da academia, indústria, serviço público, auditores e consultores compartilha suas vivências, incentivando o debate, a harmonização e o consenso.

Desde outubro de 2014 passamos a ser Associação Food Safety Brazil, CNPJ número 22.335.091/0001-59.

Quem somos

Todos os colunistas que escrevem neste blog são voluntários e doam seu tempo e sua experiência para ajudar profissionais e interessados a saberem e aplicarem mais conhecimentos sobre segurança dos alimentos.

Linha editorial

Utilizamos como referência para nossos posts fontes idôneas e de reconhecimento técnico-científico nacional e internacional. Tomamos muito cuidado para que informações corretas e atualizadas sejam compartilhadas. Contudo, este blog não tem a pretensão de ser classificado como fonte científica e não passa por revisão do tipo “peer review”. Os profissionais voluntários que aqui atuam, pesquisam, analisam e depuram informações para as pautas, que podem passar por discussão prévia ou não.

Podemos manifestar posicionamentos específicos em temas para os quais não há consenso e são polêmicos, porém não temos restrições para apresentar diferentes pontos de vista. Consultamos também outros profissionais e especialistas de reputação no mercado, prezando por uma linha editorial que permita que você possa formular sua opinião com base em informação de diversas fontes e pontos de vista. Se não concordar com alguma visão, poderemos publicar um post de sua autoria, desde que ele respeite os critérios de credibilidade.

Certos conteúdos refletem a opinião pessoal e experiência de nossos colunistas, e por isso você encontrará alguns textos em primeira pessoa. Em outras situações você será convidado a refletir sobre os temas de forma mais abrangente.

Citação de marcas e empresas

Nosso posicionamento editorial é não dar dicas públicas citando nome fornecedores de produtos e serviços, para que fique claro que nosso objetivo não é a promoção de entidades.

Você pode notar logos e links de patrocinadores que contribuem com a manutenção da página. Eles pagaram para isso e essa relação é transparente. Qualquer publicação de um Patrocinador é marcada claramente pelo autor “Patrocinador” no cabeçalho do artigo. Os posts patrocinados somente são publicados caso adicionem conteúdo legítimo e consistente para os leitores do blog, o que é verificado pela edição.

Entendemos que o nome de uma empresa brasileira que trouxer inovação ou feito para a segurança dos alimentos merece ser citado, pois temos orgulho disso, afinal o blog se chama Food Safety Brazil e alinha-se com o propósito do blog de promover a segurança de alimentos em território nacional. Por outro lado, não temos como objetivo citar nome de empresas nacionais ou internacionais envolvidas em incidentes de segurança dos alimentos, ou fazer denúncias. Contudo, ocasionalmente, dado o contexto de algum acontecimento difundido pela mídia, isso pode acontecer como parte natural de um debate num post.

Consultoria personalizada

Nossa Associação não oferece consultoria a questões personalizadas das empresas. Se você tiver alguma dúvida em particular, preferencialmente dirija a sua dúvida num post relacionado ou na seção “Contato”.

Sua dúvida poderá gerar um post que irá não somente ajudá-lo, mas também auxiliará vários outros leitores. Contudo, pode ser necessário esperar para que seja gerado conteúdo, conforme a disponibilidade dos colunistas, que são voluntários.

Não enviamos materiais por e-mail ou possuímos plantão de dúvidas individualizado.

Você também pode ser o autor

Foi incrível encontrar a resposta exata para sua pergunta?

Lembre-se que nosso portal é uma via de mão dupla. Quando puder, compartilhe seu aprendizado conosco, gerando uma cadeia de retribuição com nossa comunidade.

Escreva para editor_chefe@foodsafetybrazil.org e junte-se a nós!

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Lançado o livro “Poisoned”

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No dia 24 de dezembro de 1992, Lauren, de 6 anos, foi hospitalizada com uma torturante dor de estômago. Menos de uma semana depois estava morta. Medicos ficaram desconcertados: como uma criança saudável fica tão gravemente doente tão rápido? Após uma frenética investigação, oficiais de saúde pública anunciaram que a causa foi E. coli O157:H7, e a fonte foi o Hamburguer servido no restaurante Jack in the Box. Até o patógeno ser isolado e eliminado, quarto crianças morreriam e outras 700 ficariam gravemente doentes.

O surto mortal – considerado pela indústria de cárneos como um marco – mudou para sempre a relação dos Estados Unidos com os alimentos. Antes, a maioria dos consumidores acreditava que surtos eram apenas dores de estômago, se tanto. Repentinamente não havia como negar que que era uma ameaça mortal que não foi descoberta a tempo, e não há dúvidas que algumas coisas devem mudar.

O primeiro capítulo está disponível no site www.poisoned.com do qual traduzi alguns trechos de cortar o coração:

…seu quadro de diarreia era tão rápido e agressivo que seus pais tiveram que embrulhá-la em uma fralda improvisada…
… sempre foi uma criança ativa e saudável…
ela voltou da escola com febre baixa, cólicas abdominais, mal estar, assim como seu irmão de onze anos. Os sintomas eram típicos de uma gripe, até que surgiu sangue em sua diarréia e Lauren estava muito fraca para caminhar sozinha. No dia seguinte estava na CTI, sendo medicada com potentes analgésicos.
… naquela noite, o resultado de teste de bário deu negativo. Ela não tinha apendicite
“E agora?”
… olhou para Lauren e reparou que seus lábios estavam azuis…
… ela teve um ataque cardíaco e danos cerebrais irreversíveis…

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Alimentos com corantes – demanda do consumidor

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O ser humano é fortemente atraído por cores. O salmão, por exemplo, tem que ser da cor que leva seu nome. Um pouquinho mais rosado e já está desclassificado para entrar no prato. Para os que não sabem, para imitar o que a natureza propicia, ou seja, o tom rosa de uma vida consumindo camarões e pequenos caranguejos, o homem trouxe essa saída tecnológica que garante a especificação estética que o consumidor tanto quer: colocar na ração dos peixes o pigmento astaxantina.

Uma experimento clássico das aulas de análise sensorial dos cursos de engenharia de alimentos, é submeter à degustação amostras de gelatinas de diferentes sabores, contudo sem os devidos corantes. Todas são apresentadas como um produto incolor nos quais os alunos erram muito mais ao identificar abacaxi, morango e limão. O produto incolor jamais teria aceitação no mercado.

 Como seriam as vendas dos confeitos coloridos se eles fossem brancos? E se os sucos fossem pálidos? Se você torceu o nariz imaginando este produtos, então é um consumidor que contribui para a utilização de corantes artificiais pela indústria.

Porém já temos consumidores resistindo e questionando estas soluções, o que está trazendo novas demandas de produção, como por exemplo os corantes naturais à base de beterraba, cúrcuma, clorofila. Será que o próximo passo serão as bebidas carbonatadas e balas incolores?

 Este post foi editado em 23/07/2013 pois continha informações incorretas.

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Será que carne de frango tem hormônio?

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São inúmeras histórias sobre assunto e quem fala isso é porque não conhece sobre o ciclo da avicultura comercial. Mas se os frangos não têm hormônio, então como eles crescem tão rápido?

 A evolução tecnológica na criação de frangos está baseada principalmente no melhoramento genético e na alimentação adequada das aves. Uma pesquisa publicada no livro “O mundo do Frango”, de Rubison Olivo, comprova este fato, onde Havenstein et al. (2003) compararam linhagens disponíveis no ano de 1957 com linhagens de 2001 e dietas adequadas para cada época. Os pesquisadores concluíram que a genética foi responsável por 85 a 90% na melhoria do desempenho, ficando a nutrição com 10 a 15%. O quadro abaixo ilustra bem esta comparação. Na primeira coluna estão as linhagens genéticas, na segunda coluna estão os tipos de rações administradas em 1957 e em 2001 e nas demais colunas estão os dados encontrados de peso das aves em determinada idade, descrita em dias.

Os critérios de ambiência na criação também foram importantes para esta evolução, promovendo conforto térmico das aves, bem estar animal e melhorando a produtividade.

Mas será que as empresas não usam nem um pouquinho de hormônio?

Bom, certamente pesquisas já devem ter sido feitas, contudo a administração de hormônios em frangos de corte seria muito difícil e praticamente inviável. Primeiro, porque se fosse administrado hormônio via subcutânea ou intramuscular, sairia muito caro fazer injeções ave por ave. Para termos uma idéia, só no Estado de Santa Catarina são abatidos mais de 3,5 milhões de aves por dia, sendo que o Estado do Paraná possui uma produção ainda maior. Por via oral também seria complicado, pois hormônio para ser absorvido e não digerido pela ave também não iria sair nada barato.

Além disso, outra questão a ser observada é que se fosse administrado hormônio em um frango de corte, com idade de abate em torno de 45 dias, não haveria tempo suficiente para atuação da substância no organismo da ave, até porque com essa idade os órgãos sexuais ainda não estão completamente desenvolvidos.

 Apesar de todos esses argumentos, no ano de 2009 o Ministério da Agricultura incluiu no sorteio do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes – PNCRC análises de resíduos de hormônios em carne de frango. Os resultados foram todos negativos.

 Portanto, os frangos de hoje se desenvolvem tão rápido devido à seleção genética, nutrição específica e ambiência adequada. Essa história de que carne de frango tem hormônio realmente não procede.

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