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Alimentos orgânicos e doenças transmitidas por alimentos

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Alimentos orgânicos transmitem doenças?

Ouvimos, ao longo dos anos, muitas informações ligadas à segurança dos alimentos e muitas vezes ficamos em dúvida sobre sua exatidão. De fato, muitas destas informações são verdadeiras, porém algumas estão totalmente erradas. Para ajudar a esclarecer os fatos e desfazer os mitos, a organização Partnership for Food Safety Education elaborou um interessante material que passamos a divulgar aqui em nosso blog.

O Fato: Qualquer alimento, seja orgânico ou convencional, pode se contaminar com bactérias transmissoras de doenças em qualquer ponto da cadeia produtiva.

Os consumidores, em suas casas, devem tomar medidas para garantir a saúde de seus familiares. Uma forma importante de reduzir o risco de doenças causadas por alimentos é praticar as famosas 4 etapas: Limpar, Separar, Cozinhar e Resfriar.

Uma pesquisa demonstrou que, no caso de produtos de origem animal, tanto os alimentos orgânicos como os convencionais estavam amplamente contaminados por bactérias. Veja detalhes deste estudo clicando aqui.

Vegetais e frutas frescas devem ser higienizados antes do consumo. Um procedimento bem simples é preparar uma solução com 1 litro de água e adicionar 1 colher (de sopa) de água sanitária. Deixe os vegetais em imersão nesta solução por 15 minutos. Retire-os e enxague com água corrente.

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Perfluoclorados são retirados do mercado americano

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Está no site do FDA o posicionamento que espontaneamente os fabricantes não irão mais utilizar o agente repelente de gorduras do interior das embalagens usado em sacos de pipoca, embalagens de fast food e animais de companhia.

O  ácido perfluro-octanoico, também conhecido nos EUA como C8  já havia sido testado e aprovado, fazendo parte da lista positiva do FDA para materiais de contato em alimentos, porém achados científicos relacionados a exposição crônica levaram  a indústria a tomar esta medida, ainda que estudos conclusivos para efeitos em humanos não tenham sido finalizados.

Traduzo trecho do posicionamento do FDA:

” Estudos científicos recentes levantaram preocupações de seguran~ca para um tipo de químico perfluorinado, conhecido como C8. Estes compostos tem cadeia longa de 8 carbonos ou mais. Os estudos indicam que estes  compostos C8 persistem no ambiente e podem ter efeitos tóxicos em humanos e animais.

Em resposta a estes estudos, o FDA iniciou uma abrangente revisão dos dados disponíveis sobre os componentes do C8 e trabalhou com diversos fornecedores para remover os agentes repelentes do mercado.  Como resultado desta iniciativa, estes fabricantes voluntariamente pararam de distribuir produtos contendo o composto C8 para propósito de servir de contato com alimentos em  01 de Outubro de 2011.   Estoques remanescentes destes produtos podem ser utilizados até o fim.

Isso significa que os produtos permanecerão no mercado por um período de tempo relativamente curto. Como os danos do compostos C8 perfluorinados são resultado de exposição crônica, o FDA determinou que este período de venda não impacta na saúde pública. A agência também fará uma pesquisa de mercado para determinar se algum fabricante ainda estará usando os compostos C8.”

No link abaixo estão as cartas de compromisso, datadas do segundo semestre de 2011, em que a DuPont, Basf e Clariant, uma vez esgotados seus estoques, não mais utilizarão as substâncias.

Update on Greaseproofing Agents

O blog Ecodebate cita prejuízo do desenvolvimento da glândula mamária e potencial carcinogênico dos perfluoclorados

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia menciona estudos que revelam que principalmente mulheres com doses elevadas de PFOA no sangue podem apresentar disfunções na tireoide quando compara-se com  indivíduos com uma quantidade pequena da substância no organismo.

Não está clara em nossa legislação se é permitido o uso destas substâncias nas listas positivas.

 

 

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Qual a vida útil das lâmpadas das armadilhas luminosas?

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Esta é uma questão importante envolvendo os estabelecimentos que possuem armadilhas luminosas para captura de insetos.
Segundo o fabricante que é nosso parceiro, a vida útil destas lâmpadas de UV-A é de 7.500 horas. Ele relata que a camada de fósforo usado nas Lâmpadas Fluorescentes Luz Negra se perde em pouco tempo, normalmente onze meses, e quando isto ocorre, a quantidade de luz ultravioleta (UV-A) emitida é insuficiente para atrair os insetos.

Apesar desta redução no poder de atração, as lâmpadas, continuarão funcionando, mas simplesmente emitindo luz “normal”.

Recomenda-se que as lâmpadas sejam substituídas, no máximo, anualmente (7.500 horas/24 horas = 312 dias) quando ficarem acesas 24 horas por dia, o que é especialmente recomendado.

Após a substituição, estas lâmpadas devem ser descartadas de acordo com recomendações específicas, para evitar-se a contaminação do meio-ambiente.

Desinsecta é uma empresa parceira do blog Food Safety Brazil. Apoie também esta causa!

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Vegetarianos e doenças transmitidas por alimentos

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Mito: vegetarianos não precisam se preocupar com doenças transmitidas por alimentos

Ouvimos, ao longo dos anos, muitas informações ligadas à segurança dos alimentos e muitas vezes ficamos em dúvida sobre sua exatidão. De fato, muitas destas informações são verdadeiras, porém algumas estão totalmente erradas. Para ajudar a esclarecer os fatos e desfazer os mitos, a organização Partnership for Food Safety Education elaborou um interessante material que passamos a divulgar aqui em nosso blog.

O fato: As frutas e vegetais são parte importante de uma dieta saudável, mas assim como outros alimentos, também podem transmitir doenças. Portanto, vegetarianos precisam se preocupar com doenças transmitidas por alimentos. 

Lave os vegetais e as frutas sempre com água corrente e abundante, inclusive os que contêm cascas e peles não comestíveis, como mangas e bananas. Não use detergente para lavar frutas frescas ou vegetais porque estes produtos não são formulados para essa finalidade.

O recomendado é utilizar uma solução contendo água e hipoclorito de sódio pra fazer a desinfecção dos vegetais. Pode ser usada a água sanitária comercial na proporção de 1 colher de sopa para 1 litro de água. Deixe os vegetais em imersão nessa solução por 10 a 15 minutos e depois enxágue-os com água da torneira.

Frutas e vegetais embalados que contenham indicações no rótulo como “pronto para consumo” ou “lavados” não precisam ser lavados novamente. São os chamados vegetais minimamente processados.

Você pode ver um interessante artigo sobre o consumo de frutas frescas aqui.

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Congelar alimentos destrói bactérias nocivas à saúde?

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Mito ou verdade: congelar alimentos destrói as bactérias que podem causar danos à saúde?

Ouvimos, ao longo dos anos, muitas informações ligadas à segurança dos alimentos. Muitas vezes ficamos em dúvida sobre sua exatidão. De fato, muitas destas informações são verdadeiras, porém algumas estão totalmente erradas. Para ajudar a esclarecer os fatos e desfazer os mitos, a organização Partnership for Food Safety Education elaborou um interessante material que passamos a divulgar aqui em nosso blog.

O fato: as bactérias podem sobreviver às temperaturas de congelamento

O congelamento não é um método para tornar alimentos seguros. Quando o alimento é descongelado, as bactérias ainda podem estar presentes e começar a se multiplicar. Cozinhar alimentos até atingir uma temperatura adequada em todo o seu interior é o melhor meio de destruir as bactérias patogênicas. Se possível, use um termômetro para medir a temperatura dos alimentos cozidos.

Portanto, congelar alimentos não destrói bactérias nocivas à saúde.

 

 

 

Temperaturas mínimas recomendadas no final do cozimento:

  • Carne moída, hambúrguer, almôndegas e similares: 74°C
  • Bifes ou cortes de vaca, porco, cordeiro, costeletas, assados em geral: 63°C
  • Carne de aves: 74°C
  • Ovos e alimentos à base de ovos: 71°C
  • Peixes: 63°C.

Sobre a temperatura ideal para cada tipo de alimento, veja mais detalhes aqui.

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Tábuas de madeira, mais higiênicas que as plásticas?

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Queridos leitores: outro dia estava no supermercado, quando me deparei um um lançamento: tábua de churrasco em madeira com o claim “Mais Saudável”. Sob a superfície da mesma, é aplicado um material patenteado de função antibacteriana. Identificando potencial assunto para um post, entrei em contato com o SAC do fabricante solicitando maiores esclarecimentos e publico na íntegra a resposta.  

Antes que confiram, pergunto: Será que estamos diante de uma opção viável de tecnologia para a indústria e as cozinhas domésticas? Diante deste cenário, ficaram nossas legislações  desatualizadas? Ou  por outro lado, (espero e acredito que não!) estamos sendo enganados como consumidores com mais uma alegação apelativa e sem suficiente fundamentação?

 

Estudo sobre proliferação de bactérias em tábuas de madeira e de plástico

 As pesquisas coordenadas pelo Ph.D. Dean O. Cliver foram primeiramente destinadas a desenvolver meios de desinfecção das superfícies de tábuas de madeira em casa, de modo que elas seriam quase tão seguras quanto as tábuas de plástico. A preocupação quanto à segurança era que bactérias como Escherichia coli O157:H7 e Salmonella, que podem contaminar uma superfície onde uma carne crua está sendo preparada, não deve permanecer na superfície para contaminar outros alimentos que podem ser consumidos sem cozimento adicional.

Foi descoberto que bactérias como essas não eram recuperadas da superfície das tábuas de madeira com facilidade logo após a sua aplicação, a não ser que um grande número de bactérias fosse aplicado, enquanto que tábuas de plástico novas permitiram que as bactérias persistissem na superfície, mas foram facilmente limpas e desinfetadas. No entanto, tábuas de madeira que já haviam sido utilizadas e possuíam diversos cortes de faca atuaram quase da mesma maneira que tábuas de madeira novas, enquanto que as superfícies de plástico que estavam com marcas de faca foram impossíveis de limpar e desinfetar manualmente, especialmente quando resíduos alimentares tais como a gordura de frango estavam presentes. Testes com microscópio eletrônico de varredura revelaram danos altamente significativos em tábuas de plástico a partir de cortes de faca.

Apesar das bactérias que desapareceram da superfície de madeira terem sido encontradas vivas no interior da madeira algum tempo após terem sido aplicadas, elas evidentemente não se multiplicam e morrem gradualmente. Elas somente podem ser detectadas através da cisão ou goivagem da madeira ou forçando a água completamente de uma superfície à outra. Se uma faca afiada é utilizada para cortar em superfícies de trabalho após plástico ou madeira usados terem sido contaminados com bactéria e limpados manualmente, mais bactérias são recuperadas de uma superfície de plástico usada do que de uma superfície de madeira usada. De maneira resumida, foi constatado que as bactérias instaladas nos poros da madeira não são mortas instantaneamente, mas também não retornam à superfície. Amostras revelam bactérias infecciosas por horas, mas o ressurgimento dessas bactérias por meio dos gumes das facas não foi demonstrado.

A limpeza manual no experimento foi realizada com esponja, água de torneira quente e detergente líquido lava-louças. Limpeza mecânica com máquina de lavar pode ser realizada com sucesso em tábuas de plástico (mesmo que com cortes de faca) e em tábuas de madeira especialmente confeccionadas para isso, mas podem distribuir a bactéria para outras superfícies de contato com alimentos. Tábuas de madeira que são pequenas o suficiente para caberem em um microondas podem ser desinfetadas facilmente, mas deve-se ter cuidado para evitar o superaquecimento. As superfícies que tenham sido limpas podem ser desinfetadas com água sanitária (hipoclorito de sódio), mas o procedimento só é confiável se a limpeza tiver sido feita com sucesso.

Os experimentos foram realizados com mais de 10 espécies de madeira e com 4 polímeros plásticos, bem como de borracha dura. Por os cientistas terem encontrado essencialmente nenhuma diferença entre as espécies de madeira testadas, nem todas as combinações de madeira e bactérias foram testadas, bem como nem todas as combinações de plástico/borracha dura com bactérias. Além das bactérias citadas anteriormente, foram testadas também Campylobacter jejuni, Listeria monocytogenes e Staphylococcus aureus.

“Estamos conscientes de que existem outras superfícies para preparação de alimentos, feitas de vidro ou aço inoxidável; fizemos muito pouco com essas porque elas são um tanto destrutivas para os gumes das facas, o que introduziria uma outra classe de perigo na cozinha. Nós acreditamos, com base em nossa pesquisa publicada e não-publicada, que os alimentos podem ser preparados com segurança em tábuas de corte com superfície de madeira e que tábuas de corte com superfície de plástico apresentam algumas desvantagens que tinham sido negligenciadas até serem encontradas” Ph.D. Dean O. Cliver.

Uma pesquisa anteriormente realizada, em 1992, por Kass, P.h et al, revelou que aqueles que utilizam tábuas de madeira nas cozinhas de casa eram menos da metade suscetíveis que a média para contrair salmonelose, enquanto que aqueles que utilizavam tábuas de corte sintéticas (de vidro ou plástico) eram o dobro suscetíveis em relação à média de contração de salmonelose. Além disso, o efeito de limpeza regular das tábuas depois da preparação da carne nela não foi estatisticamente significante.

“Como nós não temos conhecimento de nenhuma pesquisa semelhante que tenha sido feita em nenhum lugar, nós consideramos essa como a melhor evidência epidemiológica disponível para constatar que tábuas de corte em madeira não são um perigo para a saúde humana, mas tábuas de corte em plástico podem ser”. Ph.D. Dean O. Cliver.

 

Fonte: SAC Tramontina, junho 2012.

Leia também: Caixas de madeira ou caixas de plástico?

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Dossiê ABRASCO sobre o impacto de pesticidas na saúde

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A Associação Brasileira de Saúde Coletiva publicou uma rica revisão bibliográfica denominada Dossiê Abrasco – Parte 1 – Agrotóxicos, Segurança Alimentar e Saúde: Um alerta sobre os impactos dos Agrotóxicos na Saúde.

Vale a pena clicar aqui e ver os dados, cujo sumário pode ser visto abaixo:



Por que um Dossiê? 
O processo de construção 
Parte 1 – Agrotóxicos, Segurança Alimentar e Saúde
1.1 Produção de alimentos e o uso massivo de agrotóxicos no Brasil
1.2 Evidências científicas relacionadas aos riscos para a saúde humana da exposição aos agrotóxicos por ingestão de alimentos
1.2.1 Resíduos de agrotóxicos em alimentos no Brasil 23
1.2.2 Resíduos de agrotóxicos em alimentos e agravos à saúde 25
1.2.3 Contaminação da água de consumo humano e da chuva por
agrotóxicos
1.2.4 Contaminação das águas por agrotóxicos no Ceará
1.2.5 Contaminação da água e da chuva por agrotóxicos no Mato  Grosso
1.2.6 Contaminação de leite materno por agrotóxicos
1.3 Desafios para a Ciência
1.3.1 Multiexposição, transgênicos e limites da ciência para
proteger a saúde;
1.3.2 Desafios para as políticas públicas de controle, regulação de agrotóxicos e para a promoção de processos
produtivos saudáveis

Na íntegra:

http://www.abrasco.org.br/UserFiles/File/ABRASCODIVULGA/2012/DossieAGT.pdf

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Cloro de Piscina X Cloro para Consumo Humano

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O CONTEÚDO DESTE POST ESTÁ OBSOLETO

Consulte: Legislação para cloro usado em tratamento de água para consumo humano

Posso usar cloro de piscina em água para consumo humano? Se você fizer esta pergunta a algum distribuidor ou revendedor de cloro, pode ouvir um sim como resposta. Eu fiz há poucas semanas e ouvi coisas piores: “é o mesmo produto, só troca o rótulo”. Quando argumentei que os produtos deveriam ser diferentes, ouvi: “eu vendo este mesmo produto para clorar a água da cidade X”.

Seja verdadeira ou não a resposta do vendedor, o fato é que o cloro para consumo humano deve cumprir os requisitos da RDC 14/2007 da Anvisa, ou seja, deve obedecer aos padrões referentes aos teores máximos de metais pesados, componentes orgânicos e outras impurezas que comprometam a saúde da população, conforme normas vigentes em cada Estado. Poderão ser utilizados como princípios ativos substâncias orgânicas e inorgânicas liberadoras de cloro ativo. Já dos desinfetantes para piscinas não se exige o cumprimento dos níveis de metais pesados e poderão ser utilizados como princípios ativos, além das substâncias liberadoras de cloro ativo, sais de quaternário de amônio e monopersulfato de potássio. Informações como a classificação do produto, restrições e instruções de uso, bem como diluição e tempo de contato, além de outras, são obrigatórias nos rótulos de qualquer produto com ação antimicrobiana. 

Quando se pensa que o cloro para consumo humano, dependendo da marca e da forma de apresentação, pode custar até seis vezes mais que o cloro para piscinas, as informações do vendedor de cloro não deixam de causar certa apreensão. 

Leia também:

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Quando devemos lavar ovos?

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Os ovos são um dos principais produtos de origem animal consumidos pelos brasileiros. O consumo deste produto fechou em 165,2 per capita no ano de 2011, segundo a Ubabef. Este valor inclui os ovos consumidos in natura e também aqueles utilizados na fabricação de produtos industrializados.

 

Mas, quando consumimos os ovos na casca, devemos lavá-los? Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde, conforme postado neste blog pela Aline Santana em 14 de maio de 2012, a classe de alimentos mais freqüentemente envolvida em surtos alimentares são ovos e alimentos a base de ovos, e como conseqüência disso, a maior incidência por agente etiológico dá-se pela Salmonella sp. Porém, grande número de pesquisas sobre o assunto identificou a Salmonella sp. na casca dos ovos, não no seu interior, o que demonstra que a maioria das contaminações é devido à manipulação incorreta dos ovos, principalmente no momento da quebra da casca.

 

A casca do ovo é formada por 5 camadas, como mostra a figura abaixo.

 

 

O número 1 está representando as duas membranas testáceas, interna e externa. É entre elas que se forma a câmara de ar logo após a postura. O número 2 representa a camada mamilar, e o número 3 a cama esponjosa, onde estão presentes cristais calcíticos  pequenos e grandes, respectivamente. O número 4 é a camada de cristais verticais e o número 5 representa a cutícula, formada de proteína (90%), carboidratos e lipídios. Esta última é responsável pela proteção dos poros da casca (número 6) e se esta proteção é retirada, pode provocar a contaminação interna do ovo. Por isso, não devemos lavar os ovos assim que compramos ou quando chegamos em casa, pois eles vão permanecer durante algum tempo sem a barreira protetora da cutícula.

 

A lavagem dos ovos não é obrigatória para a sua comercialização. Nas granjas avícolas e nos entrepostos de ovos a limpeza pode ser feita, se necessário, a seco, com jatos de ar, escovas e esponjas secas. É bom lembrar que ovos sujos ou trincados não podem ser colocados no comércio.

 

Alguns entrepostos de ovos já realizam a lavagem de todos os ovos a serem embalados, porém após este procedimento é obrigatória a secagem e cobertura da casca com óleo específico para este fim, justamente com o objetivo de proteger novamente os poros da casca. Quando os ovos seguem para industrialização, sua lavagem e secagem são obrigatórias.

 

Temos que considerar também que muitos surtos de doenças veiculadas por alimentos são causados pela utilização de ovos crus ou sem o devido cozimento. As autoridades reconhecem que a contaminação dos ovos por Salmonella sp. é possível e por isso a ANVISA publicou a RDC 35/2009, que dispõe sobre a obrigatoriedade de instruções de conservação e consumo na rotulagem de ovos.

 

Então o que deve ser feito para diminuir o risco de contaminação pelo consumo de ovos?

– Adquirir somente ovos com a casca limpa e íntegra;

– Conservar os ovos na geladeira sempre que possível;

– Lavar os ovos somente antes de utilizá-los;

– Não consumir ovos crus ou mal cozidos.

 

Adotando esses cuidados, certamente estaremos mais seguros

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Sete mil anos de frituras

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Como cidadãos do século XXI, estamos habituados a nos vangloriar da rapidez com que ocorrem as transformações tecnológicas modernas. Do ponto de vista histórico, podemos pensar na evolução da segurança dos alimentos fazendo associação com a forma de preparar a comida, posto que é uma das principais maneiras para se eliminar ou para se causar uma contaminação. E esta preparação dos alimentos tem evoluído rapidamente?

O historiador Felipe Fernandez-Armesto, em seu livro Comida – Uma História (Ed. Record) faz uma interessante análise desta questão.

Segundo ele, a partir da descoberta e controle do fogo, cozinhar na chama viva deve ter sido a primeira tecnologia culinária criada pelo homem. Como só permitia um cardápio limitado, uma das primeiras variações deve ter sido colocar alimentos sobre pedras quentes ou brasas, método bastante adequado ao cozimento de moluscos e suas conchas, por exemplo. Do cozimento em fogo direto, com brasas ou com pedras aquecidas em covas, o homem passou à invenção dos utensílios de cozinha. As conchas de animais podem ter sido os primeiros utensílios, seguidos pelos recipientes de madeira, argila e de metal.

Uma opção que certamente foi utilizada pelo homem primitivo foi encher peles, tripas ou estômagos de animais com alimentos, completar o espaço com água e levar o conjunto à fervura. Estava criado o cozimento de alimentos propriamente dito. O passo seguinte na evolução culinária foi a fritura. E embora seja impossível estabelecer uma data para o cozimento em recipientes manufaturados, é possível estimar quando pode ter se iniciado a fritura dos alimentos, pois esta dependeu da invenção da cerâmica, o primeiro artefato capaz de ser usado como “frigideira”. As primeiras cerâmicas com características utilitárias surgiram na Grécia e no sudeste asiático por volta de 6.000 a. C. Desde a invenção da cerâmica, a única tecnologia realmente inovadora e acessível para o preparo de alimentos parece ter sido o cozimento com micro-ondas, ou seja, foram necessários cerca de 7.000 anos para esta inovação! É tempo, hein? Mais de sete mil anos de frituras…

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