2 min leitura
0

Monitoramento de contaminantes em produtos vegetais

2 min leitura

Nos dias 19 e 20 de julho, ocorreu a Conferência Internacional em Segurança dos Alimentos, Controle de Qualidade e Gerenciamento de Risco em Produtos Agrícolas, organizada pela Eurofins, em Indaiatuba, SP. Na ocasião, o Sr. Nélio Castro, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento falou sobre o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal).

Sob o comando da Coordenação de Resíduos e Contaminantes (CRC), órgão ligado diretamente à Secretaria de Defesa Agropecuária, o PNCRC/Vegetal é um programa anual, instituído em 2008, com objetivo de monitorar a frequência, os níveis e a distribuição de resíduos e contaminantes em vegetais, além de investigar e controlar os produtos agropecuários provenientes de propriedades suspeitas de violações. A cada ano, uma Instrução Normativa é publicada contendo os parâmetros monitorados no ano-safra correspondente. Ao final das análises, publica-se nova Instrução Normativa apresentando os resultados do monitoramento. Para a safra 2011-2012, o escopo analítico lista 23 culturas (passando por abacaxi, arroz, feijão, soja, uva, pimenta-do-reino, etc) sob monitoramento de resíduos de pesticidas, aflatoxinas, desoxinivalenol, fumonisinas, ocratoxina A e Salmonella. Os limites tolerados seguem as normas estabelecidas pela Anvisa. A amostragem é aleatória e os produtos são coletados nos estabelecimentos produtores, beneficiadores e nas centrais de abastecimento. Segundo Nélio, 100% das amostras são rastreadas até o produtor e as análises são feitas em laboratórios credenciados e acreditados pela Norma ISO 17.025. Para toda não conformidade é aberto um processo administrativo de investigação e o Plano de Amostragem segue as recomendações da FAO/WHO. As amostragens do último Plano tiveram início em julho de 2011 e a publicação dos resultados deve sair em setembro ou outubro próximos.   Respondendo aos questionamentos do público, foi esclarecido que os produtos destinados à indústria não são contemplados no Plano, assim como produtos industrializados, como sucos e bebidas à base de vegetais.

Analisando os resultados do ano-safra 2010-2011, observa-se que as culturas de pimentão, morango e alface tiveram altos índices de não conformidades nas análises de agrotóxicos. Nélio destacou que estas não conformidades não comprometem a segurança dos produtos, pois embora se refiram a resíduos de pesticidas não aprovados para a cultura, tais resíduos estão presentes em nível baixo e os pesticidas estão em processo de aprovação,  portanto não se configura um risco à saúde. Ele também informou, em diálogo com a plateia, que a segurança do alimento não é de competência do MAPA, mas do Ministério da Saúde (Anvisa). Nélio destacou ainda que importantes culturas, como arroz, feijão, batata, café e tomate tiveram índice de 100% de conformidade. Foi ressaltado um trecho da conclusão do Relatório final de 2009 da Missão Européia sobre Resíduos de Agrotóxicos em Vegetais onde se considera haver “um nível satisfatório de garantia de que as frutas exportadas para a UE estão em conformidade com os limites legais europeus de resíduos de agrotóxicos (…) Muitas melhorias na área laboratorial foram constatadas desde a última missão em 2007”.

Entre outras, a CRC tem como metas para o PNCRC/Vegetal a coleta de produtos importados, o monitoramento de contaminantes biológicos e de produtos orgânicos e a implantação do Sistema de Resíduos e Contaminantes para a área Vegetal (SISRES Vegetal).

2 min leituraNos dias 19 e 20 de julho, ocorreu a Conferência Internacional em Segurança dos Alimentos, Controle de Qualidade e Gerenciamento de Risco em Produtos Agrícolas, organizada pela Eurofins, em Indaiatuba, […]

4 min leitura
0

OGM: “Ausência de evidência não significa evidência de ausência”

4 min leitura

 

Qualquer discussão sobre organismos geneticamente modificados (OGM), também conhecidos popularmente por transgênicos, certamente gera polêmica. Há defensores ferrenhos desta tecnologia, assim como há muitas pessoas que ainda desconfiam de seus benefícios e sua segurança para a humanidade e para o meio ambiente.

Segundo o artigo da revista Scientific American Brasil, o que existe hoje é uma campanha defendendo o uso quase indiscriminado dos OGMs, que não levam em consideração os possíveis riscos e muitas vezes apresentando argumentos que podem ser enganosos.

Dentre estes argumentos, podem ser citados:

1)      Nenhum problema de saúde foi registrado nos últimos dez anos por conta do consumo de alimentos transgênicos: Uma década, considerando-se a história biológica do planeta, é um período muito curto de tempo. Em comparação com a magnitude do tempo geológico, é impossível prever as consequências da ingestão de OGMs. Além disso, o não aparecimento imediato de problemas ambientais ou de saúde humana não significa que eles não existam.

2)      A engenharia genética e a produção de transgênicos é uma extensão da reprodução seletiva natural: Há uma grande diferença entre cruzar variedades diferentes (isto vem sendo feito desde o surgimento da agricultura) e introduzir genes de uma espécie em outra distante filogeneticamente. OGMs podem ser mais perigosos em especial quando os novos atributos inseridos artificialmente são capazes de aumentar a sua competitividade de forma rápida. Já que a seleção natural não escolhe seus alvos, ela atuará tanto nos organismos não modificados em laboratório quanto naqueles que foram alterados, podendo levar à reprodução diferencial desses OGMs e à ampliação do tamanho de suas populações em pouco tempo. Desde Darwin, sabe-se que a evolução é imprevisível, e portanto, não é possível determinar o impacto ambiental da seleção destes transgênicos.

3)      Os alimentos transgênicos vão “salvar” o mundo da fome: As questões relativas ao problema da fome estão muito mais relacionadas à distribuição de renda e acesso aos alimentos, do que à produção mundial de alimentos em si, que hoje é suficiente para alimentar, com sobras, toda a população do globo. E parece muito pouco provável que as grandes empresas produtoras dos OGMs alimentícios concordem em reduzir as suas margens de lucro. Uma análise feita pela instituição Amigos da Terra Internacional sobre os alimentos transgênicos, entre 1996-2006, afirma que atributos atraentes nestes alimentos desaparecem na segunda geração. Ainda neste estudo, afirma-se que os OGMs não oferecem qualquer benefício em termos de qualidade e preço para o consumidor, e que nada tem sido feito para aliviar a fome no mundo. Como comentado anteriormente, o problema da fome é político. Não se pode esquecer que a maioria dos grãos transgênicos são destinados para a alimentação na pecuária em países ricos.

Alguns dados são úteis para avaliar a consequência da introdução dos OGMs no ambiente natural. O pesquisador Jeffrey Smith, em seu livro “Roleta Genética”, aponta os seguintes casos: 1) Depois da introdução da soja transgênica no Reino Unido, os casos de alergia a este alimento dispararam; 2) Foi observada alta na mortalidade de ovelhas que pastaram em lavoura de algodão transgênico; 3) Ratos alimentados com milho transgênico apresentam múltiplos problemas de saúde; 4) O número de mortes em galinhas dobrou quando foram alimentadas com milho transgênico em relação ao grupo alimentado com milho comum; 5) Também no Reino Unido, um suplemento alimentar transgênico à base de triptofano matou 100 pessoas e provocou doença em outras 500; 6) Aumentaram as taxas de câncer entre pessoas que ingeriram leite produzido com hormônio de crescimento bovino projetado com técnicas transgênicas.

Para Peter Raven, um dos autores de livros-texto de botânica mais importantes do final do século 20, afirmou que “não há dados científicos de que o processo de transferência de genes de um organismo para outro cause problemas intrínsecos”. Porque supostamente “nada aconteceu” durante um teste controlado com populações pequenas e isoladas não significa que todos os OGMs são seguros ou mesmo que um OGM pesquisado será seguro quando comercializado em larga escala. Em outras palavras, ausência de evidência não significa evidência de ausência.

Pode parecer inacreditável um mundo futuro sem os OGMs. Seus benefícios seriam extraordinários e produziriam um impacto tão positivo na sociedade que a deixaria cada vez mais semelhante aos mundos utópicos da literatura. Segundo Raven, “os danos ambientais causados pela agricultura tradicional e o amplo uso de produtos químicos nas plantações são bem maiores do que os danos causados por plantações de OGMs”. Quem não gostaria de proteger o meio ambiente e promover a biodiversidade? É admissível a esperança neste admirável mundo novo, mas o entusiasmo demasiado sobre essa nova tecnologia deve ser relativizado, pois os efeitos colaterais de sua aplicação estão longe de ser compreendidos. Existem ainda muitas dúvidas sobre o que os OGMs poderão causar à saúde humana e ao meio ambiente.

** Este texto é um resumo do artigo da revista Scientific American Brasil, Edição nº 122, Ano 11 – Julho de 2012.

E qual é a sua opinião em relação aos transgênicos, caro leitor? A utilização de OGMs é realidade na nossa vida, basta visitar qualquer “pet shop” e ver que quase todos os alimentos e “snacks” destinados a cães, gatos, pássaros e outros animais de estimação contém o símbolo abaixo. Nos alimentos para consumo humano, é bem mais raro encontrar o símbolo, mas será que eles realmente contêm menos do que 1% de transgênicos e o consumidor está de fato sendo adequadamente informado, para que possa tomar uma decisão racional, baseada em seus próprios princípios?

Nota da Edição: Você tem uma posição contrária ao apresentado? Deseja fazer um comentário? Nosso blog é aberto a comentários e podemos publicar seu post.

4 min leitura  Qualquer discussão sobre organismos geneticamente modificados (OGM), também conhecidos popularmente por transgênicos, certamente gera polêmica. Há defensores ferrenhos desta tecnologia, assim como há muitas pessoas que ainda desconfiam de […]

< 1 min leitura
0

Alimentos orgânicos e doenças transmitidas por alimentos

< 1 min leitura

Alimentos orgânicos transmitem doenças?

Ouvimos, ao longo dos anos, muitas informações ligadas à segurança dos alimentos e muitas vezes ficamos em dúvida sobre sua exatidão. De fato, muitas destas informações são verdadeiras, porém algumas estão totalmente erradas. Para ajudar a esclarecer os fatos e desfazer os mitos, a organização Partnership for Food Safety Education elaborou um interessante material que passamos a divulgar aqui em nosso blog.

O Fato: Qualquer alimento, seja orgânico ou convencional, pode se contaminar com bactérias transmissoras de doenças em qualquer ponto da cadeia produtiva.

Os consumidores, em suas casas, devem tomar medidas para garantir a saúde de seus familiares. Uma forma importante de reduzir o risco de doenças causadas por alimentos é praticar as famosas 4 etapas: Limpar, Separar, Cozinhar e Resfriar.

Uma pesquisa demonstrou que, no caso de produtos de origem animal, tanto os alimentos orgânicos como os convencionais estavam amplamente contaminados por bactérias. Veja detalhes deste estudo clicando aqui.

Vegetais e frutas frescas devem ser higienizados antes do consumo. Um procedimento bem simples é preparar uma solução com 1 litro de água e adicionar 1 colher (de sopa) de água sanitária. Deixe os vegetais em imersão nesta solução por 15 minutos. Retire-os e enxague com água corrente.

Leia também:

A gordura trans volta à discussão

Alimentos politicamente seguros: arsênio, agrotóxicos e mais

A cafeína no banco dos réus

Imagem: Lisa Fotios

< 1 min leituraAlimentos orgânicos transmitem doenças? Ouvimos, ao longo dos anos, muitas informações ligadas à segurança dos alimentos e muitas vezes ficamos em dúvida sobre sua exatidão. De fato, muitas destas informações […]

2 min leitura
0

Perfluoclorados são retirados do mercado americano

2 min leitura

Está no site do FDA o posicionamento que espontaneamente os fabricantes não irão mais utilizar o agente repelente de gorduras do interior das embalagens usado em sacos de pipoca, embalagens de fast food e animais de companhia.

O  ácido perfluro-octanoico, também conhecido nos EUA como C8  já havia sido testado e aprovado, fazendo parte da lista positiva do FDA para materiais de contato em alimentos, porém achados científicos relacionados a exposição crônica levaram  a indústria a tomar esta medida, ainda que estudos conclusivos para efeitos em humanos não tenham sido finalizados.

Traduzo trecho do posicionamento do FDA:

” Estudos científicos recentes levantaram preocupações de seguran~ca para um tipo de químico perfluorinado, conhecido como C8. Estes compostos tem cadeia longa de 8 carbonos ou mais. Os estudos indicam que estes  compostos C8 persistem no ambiente e podem ter efeitos tóxicos em humanos e animais.

Em resposta a estes estudos, o FDA iniciou uma abrangente revisão dos dados disponíveis sobre os componentes do C8 e trabalhou com diversos fornecedores para remover os agentes repelentes do mercado.  Como resultado desta iniciativa, estes fabricantes voluntariamente pararam de distribuir produtos contendo o composto C8 para propósito de servir de contato com alimentos em  01 de Outubro de 2011.   Estoques remanescentes destes produtos podem ser utilizados até o fim.

Isso significa que os produtos permanecerão no mercado por um período de tempo relativamente curto. Como os danos do compostos C8 perfluorinados são resultado de exposição crônica, o FDA determinou que este período de venda não impacta na saúde pública. A agência também fará uma pesquisa de mercado para determinar se algum fabricante ainda estará usando os compostos C8.”

No link abaixo estão as cartas de compromisso, datadas do segundo semestre de 2011, em que a DuPont, Basf e Clariant, uma vez esgotados seus estoques, não mais utilizarão as substâncias.

Update on Greaseproofing Agents

O blog Ecodebate cita prejuízo do desenvolvimento da glândula mamária e potencial carcinogênico dos perfluoclorados

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia menciona estudos que revelam que principalmente mulheres com doses elevadas de PFOA no sangue podem apresentar disfunções na tireoide quando compara-se com  indivíduos com uma quantidade pequena da substância no organismo.

Não está clara em nossa legislação se é permitido o uso destas substâncias nas listas positivas.

 

 

2 min leituraEstá no site do FDA o posicionamento que espontaneamente os fabricantes não irão mais utilizar o agente repelente de gorduras do interior das embalagens usado em sacos de pipoca, embalagens […]

< 1 min leitura
1

Qual a vida útil das lâmpadas das armadilhas luminosas?

< 1 min leitura

Esta é uma questão importante envolvendo os estabelecimentos que possuem armadilhas luminosas para captura de insetos.
Segundo o fabricante que é nosso parceiro, a vida útil destas lâmpadas de UV-A é de 7.500 horas. Ele relata que a camada de fósforo usado nas Lâmpadas Fluorescentes Luz Negra se perde em pouco tempo, normalmente onze meses, e quando isto ocorre, a quantidade de luz ultravioleta (UV-A) emitida é insuficiente para atrair os insetos.

Apesar desta redução no poder de atração, as lâmpadas, continuarão funcionando, mas simplesmente emitindo luz “normal”.

Recomenda-se que as lâmpadas sejam substituídas, no máximo, anualmente (7.500 horas/24 horas = 312 dias) quando ficarem acesas 24 horas por dia, o que é especialmente recomendado.

Após a substituição, estas lâmpadas devem ser descartadas de acordo com recomendações específicas, para evitar-se a contaminação do meio-ambiente.

Desinsecta é uma empresa parceira do blog Food Safety Brazil. Apoie também esta causa!

< 1 min leituraEsta é uma questão importante envolvendo os estabelecimentos que possuem armadilhas luminosas para captura de insetos. Segundo o fabricante que é nosso parceiro, a vida útil destas lâmpadas de UV-A […]

< 1 min leitura
0

Vegetarianos e doenças transmitidas por alimentos

< 1 min leitura

Mito: vegetarianos não precisam se preocupar com doenças transmitidas por alimentos

Ouvimos, ao longo dos anos, muitas informações ligadas à segurança dos alimentos e muitas vezes ficamos em dúvida sobre sua exatidão. De fato, muitas destas informações são verdadeiras, porém algumas estão totalmente erradas. Para ajudar a esclarecer os fatos e desfazer os mitos, a organização Partnership for Food Safety Education elaborou um interessante material que passamos a divulgar aqui em nosso blog.

O fato: As frutas e vegetais são parte importante de uma dieta saudável, mas assim como outros alimentos, também podem transmitir doenças. Portanto, vegetarianos precisam se preocupar com doenças transmitidas por alimentos. 

Lave os vegetais e as frutas sempre com água corrente e abundante, inclusive os que contêm cascas e peles não comestíveis, como mangas e bananas. Não use detergente para lavar frutas frescas ou vegetais porque estes produtos não são formulados para essa finalidade.

O recomendado é utilizar uma solução contendo água e hipoclorito de sódio pra fazer a desinfecção dos vegetais. Pode ser usada a água sanitária comercial na proporção de 1 colher de sopa para 1 litro de água. Deixe os vegetais em imersão nessa solução por 10 a 15 minutos e depois enxágue-os com água da torneira.

Frutas e vegetais embalados que contenham indicações no rótulo como “pronto para consumo” ou “lavados” não precisam ser lavados novamente. São os chamados vegetais minimamente processados.

Você pode ver um interessante artigo sobre o consumo de frutas frescas aqui.

Leia também:

Mito ou Verdade: Congelar alimentos destrói bactérias nocivas à saúde?

Mito ou Verdade: Alimentos orgânicos não transmitem doenças?

A gordura trans volta à discussão: quais os perigos?

Imagem: www.cachorroverde.com.br

< 1 min leituraMito: vegetarianos não precisam se preocupar com doenças transmitidas por alimentos Ouvimos, ao longo dos anos, muitas informações ligadas à segurança dos alimentos e muitas vezes ficamos em dúvida sobre […]

< 1 min leitura
0

Congelar alimentos destrói bactérias nocivas à saúde?

< 1 min leitura

Mito ou verdade: congelar alimentos destrói as bactérias que podem causar danos à saúde?

Ouvimos, ao longo dos anos, muitas informações ligadas à segurança dos alimentos. Muitas vezes ficamos em dúvida sobre sua exatidão. De fato, muitas destas informações são verdadeiras, porém algumas estão totalmente erradas. Para ajudar a esclarecer os fatos e desfazer os mitos, a organização Partnership for Food Safety Education elaborou um interessante material que passamos a divulgar aqui em nosso blog.

O fato: as bactérias podem sobreviver às temperaturas de congelamento

O congelamento não é um método para tornar alimentos seguros. Quando o alimento é descongelado, as bactérias ainda podem estar presentes e começar a se multiplicar. Cozinhar alimentos até atingir uma temperatura adequada em todo o seu interior é o melhor meio de destruir as bactérias patogênicas. Se possível, use um termômetro para medir a temperatura dos alimentos cozidos.

Portanto, congelar alimentos não destrói bactérias nocivas à saúde.

 

 

 

Temperaturas mínimas recomendadas no final do cozimento:

  • Carne moída, hambúrguer, almôndegas e similares: 74°C
  • Bifes ou cortes de vaca, porco, cordeiro, costeletas, assados em geral: 63°C
  • Carne de aves: 74°C
  • Ovos e alimentos à base de ovos: 71°C
  • Peixes: 63°C.

Sobre a temperatura ideal para cada tipo de alimento, veja mais detalhes aqui.

Leia também:

A gordura trans volta à discussão

Adoçantes artificiais ajudam a engordar?

Alimentos “politicamente seguros”: arsênio, agrotóxicos e mais

Imagem: Meruyert Gonullu

< 1 min leituraMito ou verdade: congelar alimentos destrói as bactérias que podem causar danos à saúde? Ouvimos, ao longo dos anos, muitas informações ligadas à segurança dos alimentos. Muitas vezes ficamos em […]

4 min leitura
8

Tábuas de madeira, mais higiênicas que as plásticas?

4 min leitura

Queridos leitores: outro dia estava no supermercado, quando me deparei um um lançamento: tábua de churrasco em madeira com o claim “Mais Saudável”. Sob a superfície da mesma, é aplicado um material patenteado de função antibacteriana. Identificando potencial assunto para um post, entrei em contato com o SAC do fabricante solicitando maiores esclarecimentos e publico na íntegra a resposta.  

Antes que confiram, pergunto: Será que estamos diante de uma opção viável de tecnologia para a indústria e as cozinhas domésticas? Diante deste cenário, ficaram nossas legislações  desatualizadas? Ou  por outro lado, (espero e acredito que não!) estamos sendo enganados como consumidores com mais uma alegação apelativa e sem suficiente fundamentação?

 

Estudo sobre proliferação de bactérias em tábuas de madeira e de plástico

 As pesquisas coordenadas pelo Ph.D. Dean O. Cliver foram primeiramente destinadas a desenvolver meios de desinfecção das superfícies de tábuas de madeira em casa, de modo que elas seriam quase tão seguras quanto as tábuas de plástico. A preocupação quanto à segurança era que bactérias como Escherichia coli O157:H7 e Salmonella, que podem contaminar uma superfície onde uma carne crua está sendo preparada, não deve permanecer na superfície para contaminar outros alimentos que podem ser consumidos sem cozimento adicional.

Foi descoberto que bactérias como essas não eram recuperadas da superfície das tábuas de madeira com facilidade logo após a sua aplicação, a não ser que um grande número de bactérias fosse aplicado, enquanto que tábuas de plástico novas permitiram que as bactérias persistissem na superfície, mas foram facilmente limpas e desinfetadas. No entanto, tábuas de madeira que já haviam sido utilizadas e possuíam diversos cortes de faca atuaram quase da mesma maneira que tábuas de madeira novas, enquanto que as superfícies de plástico que estavam com marcas de faca foram impossíveis de limpar e desinfetar manualmente, especialmente quando resíduos alimentares tais como a gordura de frango estavam presentes. Testes com microscópio eletrônico de varredura revelaram danos altamente significativos em tábuas de plástico a partir de cortes de faca.

Apesar das bactérias que desapareceram da superfície de madeira terem sido encontradas vivas no interior da madeira algum tempo após terem sido aplicadas, elas evidentemente não se multiplicam e morrem gradualmente. Elas somente podem ser detectadas através da cisão ou goivagem da madeira ou forçando a água completamente de uma superfície à outra. Se uma faca afiada é utilizada para cortar em superfícies de trabalho após plástico ou madeira usados terem sido contaminados com bactéria e limpados manualmente, mais bactérias são recuperadas de uma superfície de plástico usada do que de uma superfície de madeira usada. De maneira resumida, foi constatado que as bactérias instaladas nos poros da madeira não são mortas instantaneamente, mas também não retornam à superfície. Amostras revelam bactérias infecciosas por horas, mas o ressurgimento dessas bactérias por meio dos gumes das facas não foi demonstrado.

A limpeza manual no experimento foi realizada com esponja, água de torneira quente e detergente líquido lava-louças. Limpeza mecânica com máquina de lavar pode ser realizada com sucesso em tábuas de plástico (mesmo que com cortes de faca) e em tábuas de madeira especialmente confeccionadas para isso, mas podem distribuir a bactéria para outras superfícies de contato com alimentos. Tábuas de madeira que são pequenas o suficiente para caberem em um microondas podem ser desinfetadas facilmente, mas deve-se ter cuidado para evitar o superaquecimento. As superfícies que tenham sido limpas podem ser desinfetadas com água sanitária (hipoclorito de sódio), mas o procedimento só é confiável se a limpeza tiver sido feita com sucesso.

Os experimentos foram realizados com mais de 10 espécies de madeira e com 4 polímeros plásticos, bem como de borracha dura. Por os cientistas terem encontrado essencialmente nenhuma diferença entre as espécies de madeira testadas, nem todas as combinações de madeira e bactérias foram testadas, bem como nem todas as combinações de plástico/borracha dura com bactérias. Além das bactérias citadas anteriormente, foram testadas também Campylobacter jejuni, Listeria monocytogenes e Staphylococcus aureus.

“Estamos conscientes de que existem outras superfícies para preparação de alimentos, feitas de vidro ou aço inoxidável; fizemos muito pouco com essas porque elas são um tanto destrutivas para os gumes das facas, o que introduziria uma outra classe de perigo na cozinha. Nós acreditamos, com base em nossa pesquisa publicada e não-publicada, que os alimentos podem ser preparados com segurança em tábuas de corte com superfície de madeira e que tábuas de corte com superfície de plástico apresentam algumas desvantagens que tinham sido negligenciadas até serem encontradas” Ph.D. Dean O. Cliver.

Uma pesquisa anteriormente realizada, em 1992, por Kass, P.h et al, revelou que aqueles que utilizam tábuas de madeira nas cozinhas de casa eram menos da metade suscetíveis que a média para contrair salmonelose, enquanto que aqueles que utilizavam tábuas de corte sintéticas (de vidro ou plástico) eram o dobro suscetíveis em relação à média de contração de salmonelose. Além disso, o efeito de limpeza regular das tábuas depois da preparação da carne nela não foi estatisticamente significante.

“Como nós não temos conhecimento de nenhuma pesquisa semelhante que tenha sido feita em nenhum lugar, nós consideramos essa como a melhor evidência epidemiológica disponível para constatar que tábuas de corte em madeira não são um perigo para a saúde humana, mas tábuas de corte em plástico podem ser”. Ph.D. Dean O. Cliver.

 

Fonte: SAC Tramontina, junho 2012.

Leia também: Caixas de madeira ou caixas de plástico?

4 min leituraQueridos leitores: outro dia estava no supermercado, quando me deparei um um lançamento: tábua de churrasco em madeira com o claim “Mais Saudável”. Sob a superfície da mesma, é aplicado […]

< 1 min leitura
0

Dossiê ABRASCO sobre o impacto de pesticidas na saúde

< 1 min leitura

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva publicou uma rica revisão bibliográfica denominada Dossiê Abrasco – Parte 1 – Agrotóxicos, Segurança Alimentar e Saúde: Um alerta sobre os impactos dos Agrotóxicos na Saúde.

Vale a pena clicar aqui e ver os dados, cujo sumário pode ser visto abaixo:



Por que um Dossiê? 
O processo de construção 
Parte 1 – Agrotóxicos, Segurança Alimentar e Saúde
1.1 Produção de alimentos e o uso massivo de agrotóxicos no Brasil
1.2 Evidências científicas relacionadas aos riscos para a saúde humana da exposição aos agrotóxicos por ingestão de alimentos
1.2.1 Resíduos de agrotóxicos em alimentos no Brasil 23
1.2.2 Resíduos de agrotóxicos em alimentos e agravos à saúde 25
1.2.3 Contaminação da água de consumo humano e da chuva por
agrotóxicos
1.2.4 Contaminação das águas por agrotóxicos no Ceará
1.2.5 Contaminação da água e da chuva por agrotóxicos no Mato  Grosso
1.2.6 Contaminação de leite materno por agrotóxicos
1.3 Desafios para a Ciência
1.3.1 Multiexposição, transgênicos e limites da ciência para
proteger a saúde;
1.3.2 Desafios para as políticas públicas de controle, regulação de agrotóxicos e para a promoção de processos
produtivos saudáveis

Na íntegra:

http://www.abrasco.org.br/UserFiles/File/ABRASCODIVULGA/2012/DossieAGT.pdf

< 1 min leituraA Associação Brasileira de Saúde Coletiva publicou uma rica revisão bibliográfica denominada Dossiê Abrasco – Parte 1 – Agrotóxicos, Segurança Alimentar e Saúde: Um alerta sobre os impactos dos Agrotóxicos na […]

< 1 min leitura
42

Cloro de Piscina X Cloro para Consumo Humano

< 1 min leitura

O CONTEÚDO DESTE POST ESTÁ OBSOLETO

Consulte: Legislação para cloro usado em tratamento de água para consumo humano

Posso usar cloro de piscina em água para consumo humano? Se você fizer esta pergunta a algum distribuidor ou revendedor de cloro, pode ouvir um sim como resposta. Eu fiz há poucas semanas e ouvi coisas piores: “é o mesmo produto, só troca o rótulo”. Quando argumentei que os produtos deveriam ser diferentes, ouvi: “eu vendo este mesmo produto para clorar a água da cidade X”.

Seja verdadeira ou não a resposta do vendedor, o fato é que o cloro para consumo humano deve cumprir os requisitos da RDC 14/2007 da Anvisa, ou seja, deve obedecer aos padrões referentes aos teores máximos de metais pesados, componentes orgânicos e outras impurezas que comprometam a saúde da população, conforme normas vigentes em cada Estado. Poderão ser utilizados como princípios ativos substâncias orgânicas e inorgânicas liberadoras de cloro ativo. Já dos desinfetantes para piscinas não se exige o cumprimento dos níveis de metais pesados e poderão ser utilizados como princípios ativos, além das substâncias liberadoras de cloro ativo, sais de quaternário de amônio e monopersulfato de potássio. Informações como a classificação do produto, restrições e instruções de uso, bem como diluição e tempo de contato, além de outras, são obrigatórias nos rótulos de qualquer produto com ação antimicrobiana. 

Quando se pensa que o cloro para consumo humano, dependendo da marca e da forma de apresentação, pode custar até seis vezes mais que o cloro para piscinas, as informações do vendedor de cloro não deixam de causar certa apreensão. 

Leia também:

Legislação para cloro usado em tratamento de água de consumo humano

Top 5 – Melhores posts sobre lavagem das mãos

Como estimar a vida de prateleira dos alimentos? Testes acelerados

< 1 min leituraO CONTEÚDO DESTE POST ESTÁ OBSOLETO Consulte: Legislação para cloro usado em tratamento de água para consumo humano Posso usar cloro de piscina em água para consumo humano? Se você fizer […]

Compartilhar
Pular para a barra de ferramentas