2 min leituraSegundo o anúncio oficial da FSSC Foundation, a versão 7 está em desenvolvimento, motivada por incorporar a nova série ISO 22002-x:2025 de programas pré-requisito (PRPs). Além disso, deve fortalecer o alinhamento com os requisitos de benchmarking da Global Food Safety Initiative (GFSI) versão 2024, dar maior ênfase em práticas de sustentabilidade, em particular nas contribuições para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estruturada em categorias da cadeia de alimentos mais definida, para facilitar a implementação por segmento, e ainda deve trazer mudanças editoriais, clarificações de texto e refinamentos — parte do processo de melhoria contínua e quem sabe novos guias de orientações como o de gestão de alergênicos.
O processo de transição tem a previsão de publicação no final do Q1 ou início do Q2 de 2026 (comumente em 1º de abril, nas versões anteriores), mas será dado um período de transição de 12 meses após publicação, para capacitação de auditores e as empresas implementarem as mudanças.
Sua empresa já certificada no esquema está se preparando? Ou seja, o que seu sistema atual de segurança de alimentos (HACCP/ISO 22000/FSSC) já atende e onde precisa evoluir?
Com base nas informações públicas e comparando com a versão 6, em vigor, seguem os pontos de atenção:
1 – Integração da série ISO 22002-x:2025
Seus PRPs deverão ser revisados/atualizados para refletir os requisitos da nova série, o que pode implicar adaptações nos programas operacionais, higienização, instalações, equipamento, manutenção, etc.
Vale mapear o estado atual dos PRPs (por exemplo, de acordo com ISO/TS 22002-1 / outros) e estimar o gap analysis frente às ISO 22.002-x de 2025 publicadas em julho.
2 – Sustentabilidade e ODS
A versão 7 irá exigir/estimular que as organizações demonstrem como o sistema de segurança de alimentos contribui para os ODS — por exemplo: indicadores de redução de perdas e desperdício de alimentos (PDA ou FLW), eficiência de recursos, práticas responsáveis de abastecimento/fornecimento, controle de impacto ambiental.
A parte de sustentabilidade e “cadeia de abastecimento responsável” pode se alinhar muito bem com seu tema de riscos psicossociais + segurança de alimentos + ESG — por exemplo, cadeia de fornecedores responsáveis, trabalhadores seguros, impactos ambientais.
Então incluir indicadores, metas e evidências que relacionem o SGSA com sustentabilidade pode ajudar.
3 – Categorias da cadeia alimentar mais definidas
A empresa deverá confirmar em qual categoria de “food chain” está enquadrada e garantir que essa categoria (e seus sub-requisitos) estão corretamente implementados.
Uma vez que a estrutura pode ser redefinida, talvez ocorra mudança de categoria ou ajustes nos requisitos específicos aplicáveis.Clareza editorial e requisitos mais refinados:
A documentação do sistema (manuais, procedimentos, registros) deve estar preparada para acomodar possíveis ajustes de redação, novas definições, inclusão de requisitos ampliados ou modificados.
Recomenda-se desde já revisar onde há procedimentos mais genéricos e adaptá-los para tornarem-se robustos frente às mudanças de requisitos.
4 – Transição e planejamento estratégico
Embora o prazo ainda seja uma estimativa, já convém planejar o roadmap de atualização da norma, gap-analysis, definição de responsáveis, treinamento interno (oportunidade e reforço de sustentabilidade, vantagem competitiva) + risco (não estar preparado pode atrasar certificação, afetar mercado, demanda de clientes), comunicação ao time da qualidade, auditorias internas, etc.
Verificar se será necessário auditoria de “upgrade” ou auditoria de transição, conforme o esquema da FSSC 22.000.
Por contexto, creio que o esquema FSSC 22000 v.7 não muda o propósito da norma, mas eleva o nível de maturidade, conectando segurança de alimentos, qualidade, sustentabilidade e desempenho organizacional — um passo à frente rumo a sistemas mais integrados, transparentes e resilientes, bem alinhado com as diretrizes da GFSI.
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