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Análise de tendências no controle de pragas: quando os gráficos são insuficientes

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Durante muitos anos, programas de controle de pragas em indústrias de alimentos foram avaliados por critérios relativamente simples: número adequado de armadilhas, aplicação periódica de tratamentos, uso de iscas e emissão de relatórios técnicos após cada visita. Em muitos casos, a consolidação de dados trimestrais era considerada suficiente para demonstrar conformidade sanitária.

Esse modelo antigo funciona em um contexto regulatório e de mercado menos exigente. Quando os registros eram mais simples, auditorias menos detalhadas e certos conceitos, hoje fundamentais para o setor, como rastreabilidade, cultura de segurança de alimentos e gestão integrada de riscos, ainda eram pouco desenvolvidos.

Esse cenário mudou

A evolução das legislações sanitárias, o fortalecimento dos protocolos internacionais de certificação e a pressão crescente do consumidor transformaram profundamente a forma como o controle de pragas deve ser conduzido. Estruturas de certificação amplamente adotadas na indústria de alimentos, como FSSC 22000, BRCGS, IFS Food e SQF Institute incorporaram exigências mais rigorosas relacionadas à gestão preventiva de riscos.

Nesse novo contexto, o controle de pragas deixou de ser uma atividade massivamente operacional para se tornar parte estratégica do sistema de segurança de alimentos. O foco total deve ser a prevenção.

Entre os pilares dessa nova abordagem estão:

análise de riscos, rastreabilidade, diagnóstico de causa raiz e análise de tendências.

No entanto, é justamente nesse último ponto que muitas empresas ainda apresentam fragilidades. Motivos: faltam aprofundamento na interpretação e capacidade para converter tendências em ações práticas.

Em diversas operações, aquilo que é chamado de “análise de tendências” limita-se à consolidação de dados históricos em planilhas e gráficos. Informações coletadas em armadilhas e inspeções ou registros de tratamento são compiladas em relatórios estatísticos que descrevem o comportamento passado das pragas.

Esse tipo de registro é importante, mas não representa uma verdadeira análise de tendências, pois, na verdade…

estavam apenas descrevendo o passado.

Uma análise de tendências efetiva precisa superar a leitura do histórico. Seu objetivo principal é identificar padrões e sinais que permitam antecipar riscos e orientar decisões preventivas.

Vale dizer que para nós, “análise de tendências” é o processo de interpretar dados históricos e condições operacionais para prever riscos futuros e orientar ações preventivas no controle de pragas.

Para isso, o profissional responsável pelo programa de controle deve integrar diferentes fontes de informação. Dados históricos precisam ser analisados em conjunto com fatores ambientais, operacionais e estruturais que possam influenciar a dinâmica das pragas.

Oscilações climáticas, períodos de maior precipitação, sazonalidade de matérias-primas, modificações estruturais nas instalações e alterações no fluxo de produção são exemplos de fatores que podem alterar significativamente o comportamento das populações de pragas.

Além disso, o desafio do turn over na equipe operacional do estabelecimento, variações nas rotinas de higienização, ou intervenções estruturais também podem impactar diretamente as condições sanitárias e as barreiras físicas de uma planta industrial.

Outro fator crítico está na qualidade das informações coletadas em campo. O setor de controle de pragas apresenta elevada rotatividade de profissionais, e muitas empresas ainda possuem programas de capacitação limitados para técnicos responsáveis por inspeções e registros (54% treinam menos de 8 horas/ano). Dados inconsistentes ou incompletos comprometem a confiabilidade das análises e dificultam a identificação de padrões relevantes.

O óbvio precisa ser dito

Em alguns casos, relatórios analíticos são elaborados por profissionais que não conhecem o processo produtivo ou as características ambientais da instalação avaliada. Isso reduz significativamente a capacidade de interpretação dos dados.

A escolha de insumos e métodos de controle também pode influenciar os resultados. Programas baseados exclusivamente em critérios de custo, com uso restrito de formulações ou tecnologias pouco atualizadas, tendem a apresentar menor eficiência diante de variações sazonais ou processos de resistência das pragas.

Diante desse cenário, o papel do profissional responsável pelo controle de pragas precisa evoluir, frase que nos parece tão óbvia, mas sem uma mudança de mentalidade, os erros e as suas consequências se mantêm.

Mais do que executar aplicações ou monitorar armadilhas, esse especialista deve atuar como analista de risco dentro do sistema de segurança de alimentos. Isso exige uma visão mais ampla da operação, com maior interação com áreas como produção, qualidade e manutenção.

A análise de tendências eficaz depende da capacidade de observar processos, compreender mudanças ambientais e interpretar sinais precoces de desequilíbrio sanitário.

O paradigma atual da segurança de alimentos exige um controle de pragas preditivo

E a análise de tendências, conjugada com a análise de riscos, bem conduzidos consolidam e potencializam os resultados que armadilhas, registros e praguicidas sempre entregaram…

com um pouco mais de inteligência.

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Matéria-prima e contaminação por pragas: homologação de fornecedores é só o começo

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Este artigo orienta compradores de matéria-prima e o time da Qualidade sobre a importância de manter vigilância mesmo sobre fornecedores de insumos já homologados. As pragas dos grãos armazenados são contaminantes com uma dinâmica própria, e pequenos descuidos resultam em enormes perdas financeiras, condenam marcas e fragilizam a responsabilidade profissional.

Imaginemos essa situação hipotética (ou nem tanto)

O Planejamento de Produção definiu a programação. O objetivo é claro: produzir 20 toneladas de um alimento cujo principal insumo é um derivado de cereais. O estoque disponível é suficiente para o lote e foi aprovado no recebimento, atendendo a todos os parâmetros de qualidade estabelecidos. Até aqui, tudo segue o manual.

Ao abrir o primeiro fardo, a equipe de produção identifica insetos vivos misturados ao insumo. O palete é imediatamente segregado e o Controle de Qualidade acionado. Desce outro palete. O problema se repete. Em poucos minutos, a constatação é inevitável: todo o estoque daquele insumo está impróprio para uso, contaminado por carunchos e/ou traças. A orientação é direta: ligue para o fornecedor.

A reposição levará quatro dias úteis. Suprimentos, Qualidade e Vendas entram em modo de crise. A produção para, o clima pesa e a diretoria é objetiva: quer um CPF na mesa. Você é designado para identificar onde aconteceu a falha e apresentar a solução. Surge, então, a pergunta clássica, dita com a convicção de quem acredita que ela resolve tudo: mas o fornecedor é homologado? Sim. Uma parceria sólida, com mais de três anos e centenas de toneladas entregues dentro das especificações.

E assim nasce um problema, em plena sexta-feira.

  • Não foi erro do recebimento.
  • Não houve erro na seleção do fornecedor.
  • Nenhuma falha no programa de controle de pragas da indústria.

Lição aprendida: Risco biológico merece gestão de longo prazo.

Voltando aos conceitos

Insumos derivados de cereais como milho, arroz, trigo, aveia, cevada e soja, além de sementes como feijão, amendoim, grão-de-bico e girassol, são altamente suscetíveis às pragas dos grãos armazenados, como carunchos, traças e ácaros. Desde a colheita até o beneficiamento, existe um esforço contínuo para reduzir a presença desses insetos.

Outros riscos também estão presentes nessas instalações, como moscas, baratas, aranhas, roedores e pássaros. Embora importantes, esses agentes raramente resultam em contaminação direta do produto final.

O grande desafio está nos ovos dos insetos. Nunca são totalmente eliminados. Processos com bom manejo ambiental e tratamentos químicos adequados reduzem drasticamente a infestação, mas não eliminam o risco. São ovos invisíveis no envase e passam despercebidos na análise visual do recebimento. O maior risco não é o inseto visível. É o risco invisível, silencioso e perfeitamente dentro da validade. Um insumo pode cumprir a validade legal e ainda assim estar fora da condição sanitária aceitável.

Como o problema nasce (literalmente)

Semanas após o recebimento, no meio do estoque industrial, ocorre a eclosão dos ovos, e desenvolvimento do ciclo dos insetos. A velocidade desse processo varia entre espécies, mas é fortemente influenciada pelas condições ambientais, especialmente a temperatura. Acima de 30°C, a proliferação acelera.

Entre 8 e 12 semanas após a produção, um insumo contaminado já apresenta sinais claros. A infestação costuma ser percebida entre 16 e 24 semanas. Em até seis meses, o insumo pode estar completamente descaracterizado, mesmo dentro do prazo de validade.

Até alguns dias, em alguns casos, a fumigação poderia eliminar os insetos e permitir a recuperação do material após peneiramento. Mas a Nota Informativa 5/2026 ANVISA apontou com clareza inquestionável que este é um método permitido exclusivamente em instalações agrícolas (fazendas, armazenadores e portos). Era um custo relevante, mas ainda menor do que a devolução e substituição do insumo, cenário mais comum e financeiramente desgastante. Mas vale lembrar: fumigação nunca foi solução de controle; mas sim a medida de contenção quando o sistema falhou.

O fornecedor está vigilante?

Fornecedores homologados mantêm rotinas de controle de pragas, geralmente com empresas licenciadas pela ANVISA. Entretanto, poucas empresas controladoras dominam as pragas dos grãos armazenados. Controlam baratas, ratos e formigas com desenvoltura, mas não buscam conhecimento para combater pragas de grãos. Muitos profissionais sequer identificam espécies críticas (Tribolium, Sitophilus, Necrobia, Ephestia, Liposcelis etc.) ou compreendem seu comportamento.

A contenção desse tipo de contaminação passa por:

  • Diagnóstico do programa controle de pragas + plano de ação (agora sem fumigação)
  • Análise de riscos associados a pragas
  • Treinamento contínuo do time industrial (principalmente recebimento, produção e qualidade)

É sempre mais barato investir em excelência do que arcar com devoluções ou perder credibilidade.

Expurgue o amadorismo

A indústria de alimentos brasileira cresce em volume e qualidade. Não existe espaço para improviso. Controle de pragas exige método, especialização e protocolos claros, respaldados por contratos e responsabilidades definidas. Vigilância constante de fornecedores não é exagero. É maturidade profissional.

Como já alertava John Philpot Curran: “O preço da liberdade é a eterna vigilância.”

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Resistência aos inseticidas – mito ou verdade?

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A resistência aos inseticidas continua um tema atual. Abordar esse tema com relativismo pode comprometer a proteção contra pragas. Estudos no Brasil e no mundo confirmam pragas menos sensíveis às formulações com mais frequência. Entender como a resistência é desenvolvida e aplicar estratégias adequadas no manejo é uma obrigação, tanto para quem aplica como para quem gerencia, e também para quem audita o trabalho.

O assunto é recorrente entre especialistas no controle de pragas. Também é abordado nas universidades, centros de pesquisa e confirmado no campo, quando populações de insetos parecem não sofrer os efeitos tóxicos esperados. Baseando-se nessa visão, profissionais encarregados de programas de controle de pragas e fabricantes de inseticidas têm ecoado a estratégia para ROTAÇÃO de grupos químicos em mesmo ambiente, para evitar que indivíduos mais tolerantes a alguns ingredientes ativos produzam populações resistentes. É o pensamento darwiniano: a seleção natural sendo vista e comprovada.

ENTRETANTO, recentemente, em pleno 2025, durante uma auditoria harmonizadora, a bióloga responsável técnica por uma empresa controladora apresentou e insistiu, de forma enfática, uma visão contrária, afirmando que resistência a inseticidas seria um tema superado em ambientes urbanos. No mínimo, essa visão contrasta bastante com as afirmações reproduzidas pelos próprios formuladores desses insumos, que têm investido milhões de dinheiros ao redor do planeta para desenvolver formulações para “contornar” a resistência.

Frente a essa divergência de visões, consciente de que há um risco real de erros graves que podem ser cometidos se aderirmos a extremos sem uma reflexão mais aprofundada, entendo que é prudente trazer alguns dados científicos recentes para sedimentar os principais argumentos sobre o tema. Fora os aspectos operacionais, temos os econômicos que pretendo citar ao final deste artigo.

O que é resistência?

Em cada população de uma mesma espécie, existem indivíduos que expressam características genéticas singulares. Em insetos, desde expressões mais visuais como cores no tegumento, tamanho de escamas e quantidade de cerdas, até expressões metabólicas como tempo de repouso, atração pela iluminação, ciclo reprodutivo, incluindo mutações ou comportamentos que ajudam alguns indivíduos a sofrerem menos frente a contaminações químicas.

A resistência ocorre quando esses poucos indivíduos com “vantagem metabólica” frente a contaminações químicas sobrevivem e procriam, em detrimento dos outros indivíduos menos adaptados, que são eliminados. Após duas ou três gerações, prevalece uma população de insetos quase “imunes” àquela formulação. E contra esses fatos, não há argumentos ou relativizações.

Na agricultura esse tema tem sido muito relevante e provoca sucessivos estudos e desenvolvimento de novas formulações. Em publicações recentes, pesquisadores no Paquistão, Índia, Estados Unidos e Brasil confirmam a prevalência de resistência a inseticidas para as pragas agrícolas e apontam estratégias para correção.

Pragas urbanas e resistência

A GRANDE PERGUNTA é: as pragas urbanas também expressam resistência com tanta frequência? Novamente recorrendo aos pesquisadores, fica evidente esse desafio. Estudos na China, Estados Unidos e Irã confirmam resistência a inseticidas em populações urbanas de baratas, mosquitos, moscas e algumas espécies de carunchos. No Brasil existem estudos ainda mais específicos, detalhando o nível de resistência metabólica de baratas e mosquitos a alguns dos piretróides mais comuns. Quando o alvo é mosquito, há uma avalanche de estudos indicando resistência a vários grupos de inseticidas.

Um estudo no Brasil sobre populações de Blattella germanica (barata de cozinha) revelou uma resposta que soa como um alerta: já existe uma forte seleção de insetos que não morrem quando expostos a deltametrina, um dos piretróides mais usados tanto pelas empresas especializadas, quanto pelos consumidores finais.

Em relação às pragas dos grãos armazenados, também existem evidências recentes de resistência especialmente aos piretróides. Um estudo no Japão com amostras de Lasioderma serricorne (caruncho do fumo) coletadas em 6 países, revelou uma mutação presente no gene que interfere no mecanismo de ação no qual os piretróides atuam, reduzindo a resposta neurotóxica dos insetos. Este estudo aponta que existem populações dessa espécie resistentes aos piretróides.

Manejo da resistência

Respondendo ao dilema inicial que motivou esse artigo:


SIM, a resistência a inseticidas é uma realidade comprovada e estudada exaustivamente no controle de pragas urbanas

A quantidade de evidências científicas no Brasil e em outros países é indiscutível.

Agora vamos para uma outra pergunta: é possível contornar essa evolução dos insetos?

Novamente uma resposta positiva: SIM, é possível realizar o manejo de resistência. As estratégias mais consolidadas são:

  • Formulação na dosagem correta – embora pareça insano, alguns profissionais controladores de pragas adotam concentração off label (rótulo homologou 50 ml pra 10 litros na ANVISA, mas o controlador emprega 30 ml).
  • Método de tratamento correto – o rótulo indica PULVERIZAÇÃO para controle do caruncho ou da barata, mas o controlador prefere ATOMIZAÇÃO ou TERMONEBULIZAÇÃO.
  • Rotação de moléculas – Tem sido frequente a empresa controladora selecionar uma única formulação ao longo de vários meses. Um exemplo? Alfacipermetrina é um piretróide muito eficiente, mas empregar somente esse ingrediente ativo por 10 meses consecutivos pode contribuir muito para a seleção de populações resistentes. Os próprios fabricantes formuladores desse ativo sugerem o emprego eventual de outros grupos químicos no mesmo ambiente. Um estudo na China evidencia um teste que confirmou quebra de resistência quando incluído um neonicotinóide na rotina de tratamentos.
  • Manejo Integrado – Inseticidas isoladamente não eliminam populações de insetos. Medidas como remoção de resíduos, barreiras físicas, condições estruturais da edificação também afastam as pragas. Seria inócuo elaborar uma forte estratégia para rotação de inseticidas, quando aplicados sobre um ambiente muito contaminado.

Análise de riscos

A análise dos riscos que baseiam o escopo do programa de controle de pragas deve considerar o manejo da resistência das espécies de insetos-alvos para cada ambiente, propondo uma estratégia para rotação de inseticidas e outras medidas que limitem a seleção por populações resistentes.

Felizmente, cada vez mais auditores dos esquemas de certificação têm aumentado sua vigilância sobre a coerência entre concentração e métodos de tratamento homologados nos rótulos, e a prática efetivamente entregue na operação. Existe oportunidade para uma prática complementar, que consiste na avaliação do histórico de pelo menos 12 meses de tratamentos para evidenciar as estratégias que atenuam resistência aos inseticidas.

Aspectos econômicos

Ao revisar o artigo e reler outros já publicados aqui, na FoodSafetyBrazil, ficou evidente que o problema muitas vezes começa na visão da indústria ao contratar o parceiro para o programa controle de pragas. Soluções genéricas costumam custar menos, e isso seduz qualquer comprador focado no “save”. Empresas controladoras mais atentas incluem no mix formulações específicas ou com lançamento recente. Essa estratégia impacta o preço final, mas o resultado é precisão. Quando o critério é apenas o menor preço, o risco se espalha por toda a cadeia produtiva.

Se esse cenário faz sentido para você, compartilhe este artigo e seus doze links para publicações científicas com quem toma decisões na sua empresa. A base científica apresentada ajuda na seleção de fornecedores e formulações que refletem maturidade técnica. Caso esse entendimento ainda não tenha ficado claro, os insetos vão deixar a lição final durante a próxima auditoria, aparecendo firmes e fortes diante de todos.

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Tendências da PestWorld 2025 – Marcelo Pereira comenta avanços em automação e digitalização no manejo integrado de pragas

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Criador da primeira armadilha luminosa adesiva brasileira, Marcelo Pereira fala sobre o futuro do manejo integrado de pragas e compartilha sua experiência em um dos maiores eventos mundiais do setor.

Marcelo Pereira é um profissional brasileiro que tem se destacado por conectar tecnologia, manejo de pragas e segurança de alimentos. Reconhecido por sua atuação inovadora, ele busca constantemente reduzir riscos, aprimorar ambientes produtivos e tornar o controle de pragas mais inteligente e sustentável.

Recentemente, ele participou da PestWorld 2025, realizada entre 21 e 24 de outubro em Orlando, Flórida (EUA) — o principal evento global do setor de controle de pragas. Com uma bagagem repleta de tendências, reflexões e insights sobre o que vem por aí, Marcelo aceitou com entusiasmo o convite do Food Safety Brazil para compartilhar suas percepções e aprendizados.

Confira a seguir as novidades e impressões que ele trouxe da PestWorld 2025.

Camila: Marcelo, obrigada por aceitar o convite para esta entrevista. É sempre bom estar perto de pessoas como você, sempre cheio de inovações e carisma! Conte pra gente, de forma geral, como foi o evento, o que você achou do contexto em relação ao local e formato do evento, temas das palestras, participantes e conteúdos discutidos.

Marcelo: A PestWorld 2025, realizada em Orlando, foi impressionante em todos os sentidos. O evento reuniu mais de 200 expositores de 20 países, em uma área de cerca de 9.300 m², consolidando-se como o principal encontro mundial do setor.
Além da exposição, o congresso contou com mais de 70 sessões educacionais, distribuídas em diferentes trilhas temáticas — como fumigação, saúde pública, manejo técnico, segurança, pragas de armazenagem, gestão e liderança.
Foi possível perceber claramente que o manejo de pragas está passando por uma transformação profunda — uma transição da ação corretiva para a gestão baseada em dados, tecnologia e sustentabilidade.

As palestras abordaram temas como resistência a rodenticidas, espécies invasoras, biossegurança, inteligência artificial e análise preditiva de infestações. O congresso mostrou que o controle de pragas está se tornando uma disciplina mais científica, conectada e multidisciplinar, que dialoga cada vez mais com segurança de alimentos, saúde pública e clima.

Entre as apresentações internacionais, destacou-se a palestra do pesquisador brasileiro Carlos Peçanha, do Mosquito Research & Control Unit das Ilhas Cayman e diretor da ABCVP – Associação Brasileira de Controle de Vetores e Pragas. Ele falou sobre a importância dos mosquitos na história da humanidade, os recentes casos de arboviroses e as características do Aedes aegypti que favorecem sua proliferação urbana. Apresentou ainda métodos tradicionais e novas tecnologias de controle, como a liberação de mosquitos estéreis, infectados com Wolbachia ou portadores de genes letais, ressaltando que o controle é complexo e vai muito além do uso de inseticidas.

Camila: Quando falamos de tecnologia no universo do manejo de pragas, as soluções têm que estar sempre conectadas à segurança de alimentos. Como você enxerga essa integração entre inovação e responsabilidade sanitária?

Marcelo: Essa integração é essencial. Toda inovação no manejo de pragas precisa nascer com um propósito: proteger o alimento, as pessoas e o meio ambiente.
Hoje, as tecnologias permitem o monitoramento contínuo e remoto, com sensores conectados, câmeras inteligentes e plataformas que analisam dados em tempo real. Isso representa um avanço enorme em termos de segurança preventiva.

Em ambientes produtivos, cada armadilha ou sensor se transforma em uma fonte de informação. A partir desses dados, é possível agir antes que a praga se torne um risco, garantindo rastreabilidade e comprovação de eficácia — pontos valorizados por auditorias e certificações internacionais.

Camila: Você acabou de participar de um evento muito relevante para o setor. Que tendências mais chamaram sua atenção? Há algo que o Brasil já está fazendo bem, ou algo que precisamos acelerar?

Marcelo: As principais tendências que observei são digitalização, integração e sustentabilidade.
Vimos soluções de armadilhas inteligentes conectadas à nuvem, sensores capazes de distinguir movimentos reais de falsos alarmes e plataformas que cruzam dados de temperatura, umidade e atividade de pragas para gerar alertas automáticos.

O Brasil tem profissionais altamente capacitados e empresas inovadoras, mas ainda precisamos acelerar a adoção dessas tecnologias com foco em gestão e análise de dados. O grande desafio está em transformar a informação coletada em decisões inteligentes que tragam valor real ao controle de pragas e à segurança de alimentos.

Camila: Muita gente ainda associa controle de pragas a práticas tradicionais. Como as empresas inovadoras estão usando dados, sensores e automação?

Marcelo: A automação está revolucionando o Manejo Integrado de Pragas (MIP). Hoje, já existem sistemas capazes de detectar capturas, identificar automaticamente a espécie por imagem e enviar o registro com data, hora e localização. Isso permite comprovar resultados, otimizar recursos e eliminar o “achismo”.

Essas tecnologias transformam o profissional de controle de pragas em um gestor de informação e risco, capaz de antecipar problemas e apoiar decisões estratégicas com base em evidências.

Camila: O tema sustentabilidade apareceu com força nesse evento? E como considera que a inovação tecnológica pode ajudar a reduzir impactos ambientais?

Marcelo: Sem dúvida, a sustentabilidade foi um dos grandes temas da feira. Foram apresentadas soluções que reduzem significativamente o impacto ambiental, como métodos contraceptivos para controle populacional de pombos, ainda em fase de adoção e com restrições culturais no Brasil, além de porta-iscas recicláveis e biodegradáveis para controle de roedores e armadilhas que eliminam o uso de produtos químicos.

A tecnologia permite monitorar mais e aplicar menos, ou seja, agir com precisão e inteligência. Essa é a essência da sustentabilidade no MIP: tomar decisões baseadas em dados e na real necessidade de intervenção, evitando desperdícios e reduzindo o uso de insumos químicos.

Camila: Você fala muito sobre colaboração entre diferentes áreas, da engenharia à segurança de alimentos. O que aprendeu, nesses anos, sobre trabalhar com pessoas e construir soluções que realmente funcionam na prática?

Marcelo: Aprendi que as soluções mais eficazes surgem da colaboração entre áreas e profissionais com visões diferentes. Quando um engenheiro, um biólogo e um gestor de qualidade analisam juntos o mesmo problema, a probabilidade de chegar à causa raiz aumenta exponencialmente. Por isso, acredito tanto na cultura de prevenção compartilhada, onde todos compreendem que seu trabalho impacta diretamente a segurança de alimentos e a reputação das empresas. O controle de pragas, hoje, é uma responsabilidade coletiva e compartilhada.

Camila: Pra fechar: o que podemos esperar do futuro do controle de pragas? Que tipo de inovação você acredita que vai mudar o jogo nos próximos anos?

Marcelo: O futuro do controle de pragas será definido por três pilares: dados, ética e sustentabilidade. Estamos entrando em uma nova era de monitoramento inteligente e integrado, onde sensores, IA e sistemas de análise trabalharão juntos para prever e prevenir ocorrências.

O controle de pragas deixará de ser uma atividade reativa e se consolidará como uma ciência aplicada à gestão de riscos, essencial para a segurança de alimentos, a proteção de marcas e a preservação do meio ambiente. Esse é o verdadeiro sentido do futuro do MIP — agir antes, com base em evidências e propósito.

Obrigada, Marcelo. O mundo dos alimentos espera ansioso por essas soluções! E com certeza você vai trazer ainda mais novidades para esses dois temas inseparáveis: segurança de alimentos e manejo de pragas!

Para quem quer se aprofundar no tema, há um texto do Marcelo Pereira aqui no Food Safety Brazil. Para conhecer os 10 mandamentos para utilização correta das armadilhas, acesse o post aqui.

Também tem uma postagem bem bacana de Palova com dicas do Marcelo: veja aqui como lidar com as armadilhas luminosas. E clicando aqui você lê um outro artigo em formato de entrevista com outra grande referência na área, Dr. Rezende.

E ainda existe mais sobre esse tema aqui no blog. Você pode acessar aqui, aqui e aqui, ou então faça uma busca em “pragas” no local de pesquisa do nosso site e você vai ter ideia da quantidade de posts sobre esse assunto imprescindível para garantir a segurança dos alimentos! Boa leitura.

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Uso estratégico de armadilhas luminosas no controle de insetos voadores

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Quando pensamos em armadilhas luminosas, muitos de nós ainda associamos esse equipamento apenas a um dispositivo “simples” para capturar insetos. Confesso: até assistir à palestra do engenheiro Marcelo Pereira, eu mesma enxergava a armadilha como “só mais uma armadilha”. No entanto, o conteúdo que ele compartilhou abriu uma nova perspectiva sobre o papel estratégico desse recurso no controle integrado de pragas e na segurança dos alimentos.

Antes de seguir, registro aqui meu agradecimento ao engenheiro Marcelo Pereira, fundador e CEO da Ultralight, por autorizar a transformação de sua apresentação em artigo. Sua longa experiência – mais de 30 anos dedicados ao desenvolvimento e aplicação de armadilhas luminosas, incluindo a criação da primeira armadilha luminosa adesiva brasileira – garante a profundidade e a credibilidade do tema que trago a vocês.

Por que falar de moscas é falar de segurança de alimentos?

As moscas estão entre os principais vetores de risco para a indústria alimentícia. Estudos apontam que uma única mosca pode carregar até 1 milhão de microrganismos e transmitir mais de 300 tipos de bactérias. Ou seja, estamos lidando com um risco direto de contaminação cruzada e de comprometimento da inocuidade dos alimentos.

Esse dado por si só já justifica a adoção de barreiras múltiplas no manejo do problema: medidas higiênico-sanitárias, barreiras físicas, estratégias logísticas, controle químico (quando autorizado) e, de forma destacada, o uso inteligente de armadilhas luminosas.

Armadilha luminosa: de ferramenta passiva a decisão estratégica

Um ponto forte da palestra foi mostrar que a armadilha luminosa não deve ser vista apenas como um dispositivo de captura, mas como ferramenta de monitoramento e tomada de decisão.

A escolha do modelo adequado deve considerar:

  • Espécie de inseto (hábitos de voo mais altos, mais baixos, noturnos etc.);
  • Tipo de produto manipulado ou fabricado;
  • Leiaute e iluminação do ambiente;
  • Localização da planta (entornos e acessos).

Existem diferentes tecnologias, com luz direcionada para cima, para baixo, laterais, frente ou frente e trás. Cada uma se destina a realidades específicas: grandes indústrias, corredores estreitos, entradas de fábrica ou áreas de maior movimentação de insumos e pessoas. Escolher o modelo adequado ao ambiente e ao inseto-alvo é o primeiro passo para garantir o bom funcionamento e a efetividade da armadilha no programa de controle de pragas.

Os Dez Mandamentos das armadilhas luminosas

Um destaque foi a menção aos “Dez Mandamentos das armadilhas luminosas”, publicados pela Ultralight.

De forma resumida, esses mandamentos destacam que é preciso:

  1. Instalar em locais estratégicos, longe de janelas ou portas;
  2. Evite instalar armadilhas em áreas de circulação de pessoas ou empilhadeiras;
  3. Manter distância das áreas de manipulação de alimentos;
  4. Evite instalar armadilhas na direção de correntes de ar;
  5. Nunca instale próxima de outras fontes de luz;
  6. Cuide para não instalar a armadilha fora do alcance das pragas-alvo;
  7. Realizar inspeções e trocas regulares das lâmpadas;
  8. Realizar inspeções e trocas regulares dos protetores de lâmpadas;
  9. Realizar inspeções e trocas regulares das placas adesivas;
  10. Realizar a limpeza periódica das armadilhas.

Essas regras de ouro nos lembram de que não basta adquirir o melhor equipamento – é preciso aplicá-lo de forma correta, planejada e integrada ao programa de segurança de alimentos.

O que fica de reflexão é que o modelo de armadilha luminosa não é único e padronizado, mas deve ser escolhido de acordo com o comportamento do inseto-alvo e as condições específicas do ambiente. A eficácia do controle só é garantida quando se respeitam os Dez Mandamentos das armadilhas luminosas, que orientam o uso seguro e eficiente do equipamento. Assim, a armadilha deixa de ser apenas um recurso para capturar insetos e passa a ser compreendida como uma verdadeira ferramenta de análise e de suporte estratégico à tomada de decisão dentro do programa de controle de pragas.

Se até pouco tempo atrás, para mim uma armadilha luminosa era “apenas uma armadilha”, hoje vejo que ela pode ser um aliado fundamental para fortalecer a segurança de alimentos.

E você, como enxerga o papel das armadilhas luminosas no seu programa de controle de pragas? Deixe seu comentário – vamos enriquecer essa discussão com diferentes visões e experiências práticas.

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Controle de pragas: nos bastidores com quem entende tudo sobre o setor e lidera com paixão e propósito

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Hoje a gente abre espaço para uma conversa inspiradora com o representante de uma das empresas mais reconhecidas do setor de controle de pragas urbanas: Dr. Rezende.

Com uma trajetória admirável e muito conhecimento técnico acumulado, nosso convidado compartilha um pouco dos desafios, aprendizados e visão de futuro em um setor essencial, mas muitas vezes invisível aos olhos de quem só percebe quando o problema aparece.

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Larvas no chocolate: entenda o aumento de casos e onde realmente ocorre a contaminação

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Este artigo traz uma reflexão ponderada sobre o crescimento de casos de contaminação por larvas no chocolate. Queremos propor, sempre com positividade e pitadas de bom humor, argumentos para a indústria que se vê pressionada pela imprensa e população, na maioria das vezes de forma infundada, a se responsabilizar por situações que não estão sob seu controle. Entretanto, se aquele que compra começa a prestar atenção ao local onde está a mercadoria, a grande maioria dos problemas já estariam solucionados e os repórteres estariam ocupados em outras tarefas.

Enquanto isso, no programa de auditório 

Um apresentador sensacionalista descreve em rede nacional: “o que deveria ser uma experiência sensorial reconfortante se transforma em um episódio asqueroso. O consumidor compra um chocolate e quando desembrulha o perfumado doce, percebe sinais de deterioração e algo se movimentando no meio da sobremesa. Frustração, sentimentos de traição, revolta e até náuseas”.

As redes sociais têm amplificado o relato de consumidores indignados diante dessa desagradável experiência. E alguns podem colocar em cheque a integridade de toda a indústria, como acontece com café e azeite, quando após a ANVISA ou o Ministério da Agricultura reprovarem alguns fabricantes negligentes, paira uma desconfiança sobre cada pacote de café e garrafa de azeite no supermercado.

Mas por qual razão aumenta o relato de larvas no chocolate? Será que a qualidade dos insumos, ou o rigor sanitário dos fabricantes se deteriorou? “A culpa deste vexame é de quem?”, esbraveja o apresentador do programa sensacionalista, sempre com um fundo musical de suspense e comoção barata.

Em casos assim, embora o acusador não determine culpados, o nome da marca escrito na embalagem é o mais exposto. Mas o culpado normalmente está bem longe da portaria daquela indústria. Explico: existem duas razões, mais relacionadas à economia e estratégia de negócio, que entendemos ser as catalisadoras desse aparente caos das larvas nos chocolates. Prepare-se para mandar esse texto para um outro setor da empresa.

Mais pessoas, mais chocolates

A primeira razão é o fenômeno de crescimento na produção e consumo dessa iguaria no Brasil. Em 2022 alcançamos 3,6 Kg por pessoa anualmente, e os alimentos à base de chocolate estão presentes em 92,9% dos lares brasileiros. O mercado brasileiro de chocolate foi estimado em US$ 3,38 bilhões em 2024 e poderá ultrapassar US$ 4 bilhões até 2029.

Em 2023 a indústria produziu 805 mil toneladas de chocolates em variados formatos. Para se ter uma dimensão comparativa desse tamanho, os doces derivados de amendoim, como a popular paçoca, chegam a apenas 11,4% dos lares brasileiros.

Então essa é a primeira resposta: há mais brasileiros consumindo chocolates e, logicamente, há maior exposição desse alimento a riscos de contaminações variadas, com mais pontos de venda e maior desafio logístico e sanitário na distribuição e armazenamento. A contaminação por larvas em chocolate sempre existiu, mas a quantidade de consumidores afetados era menor e a cultura de exposição na internet não existia até alguns anos atrás.

A “traça” do marketing

A segunda razão para o aumento nos relatos tem relação com o modelo de negócio de alguns fabricantes. É a ampliação dos pontos de venda através de franquias ou dispersão em locais menos ortodoxos.

Os franqueados dos fabricantes frequentemente relatam que em algumas épocas do ano recebem compulsoriamente produtos com pouca aceitação pelo mercado local, comprometendo o giro de estoque, e aumentando o tempo de prateleira, o que causa maior exposição a contaminantes e outros efeitos ambientais que podem causar deterioração dos alimentos.

Os pontos de venda, antes focados em padarias, supermercados, “delicatessen”, lojas de departamentos e outros locais com razoável padrão sanitário, têm sido ampliados para postos de combustível, bares, farmácias e locais que algumas vezes têm condições sanitárias comprometidas. Há poucas semanas encontrei chocolate de uma marca nacional sendo exposta ao lado de maços de cigarro em um mercadinho localizado em uma zona rural.

Não queremos aqui fazer juízo de valor sobre qual a melhor estratégia para distribuição e comercialização, mas é inegável que as condições sanitárias no ponto de venda podem contribuir decisivamente para o aumento das contaminações.

Talvez o leitor esteja pensando: “será que esse artigo vai colocar toda a contaminação na conta do local de armazenamento ou venda? A indústria que cresceu nesse volume não tem nenhuma falha?”

Calma. O texto vai melhorar agora.

Fazer chocolate é doce, mas não é mole não 

Logicamente não existe nenhum processo produtivo perfeito, e podem existir falhas na indústria de alimentos, mas o que temos observado durante a inspeção e planejamento para contenção de pragas na indústria do chocolate é um rigor sanitário capaz de eliminar quase totalmente os riscos de contaminação por pragas. Desde a seleção de matéria-prima, condições higiênicas da estrutura industrial, climatização (sim, a indústria do chocolate tem bastante controle de temperatura), armazenamento, e inclusive programa de controle de pragas, as avaliações têm revelado cada vez menos risco de uma falha acontecer durante o processo produtivo.

E na dúvida chama o VAR. Aqui mesmo no blog há alguns anos, já houve um excelente artigo esclarecendo sobre larvas nos chocolates, quando o especialista já afirmava: contaminações identificadas mais de 90 dias depois da fabricação, possivelmente foram causadas no ponto de venda ou até na casa do consumidor final. OU SEJA, a culpa não está na linha de produção. Se o nobre consumidor encontrou contaminação com larva viva 4 meses, 8 meses depois da fabricação, não pode ter vindo da fábrica. Portanto, essa é uma oportunidade ímpar do próprio fabricante registrar na sua cadeia de venda e distribuição que eles são tão responsáveis pela integridade dos alimentos quanto o técnico presente na fabricação, ao lado da esteira, vendo as barras passarem.

E TEM MAIS. Seja na imprensa, ou em laudos periciais, especialistas afirmam que predominam contaminações durante as fases de distribuição e armazenamento. Mas também se amontoam decisões judiciais condenando fabricantes à indenização de consumidores afetados por contaminações de larvas, mesmo sem culpa comprovada.

Comunicação que informa, conscientiza e posiciona no mercado 

Pensando na solução, para todos nós que respondemos pela integridade do alimento produzido, e podemos ter nossa carreira e marca afetadas pela publicização de uma contaminação repugnante de larva, cabe manter os cuidados de boas práticas na fabricação e no armazenamento.

Cuide da sua cadeia de produção.  Mantenha uma empresa parceira para controle de pragas que tenha domínio dos “personagens”  mais frequentes no cacau e cereais. Embora pareça ser uma afirmação óbvia, a maioria das empresas controladoras de pragas no país é bastante eficiente em alguns animais sinantrópicos mais comuns como ratos, baratas e formigas, mas pouco atentas à biologia e comportamento dos carunchos e traças.

Ponto de venda de chocolate
Imagem gerada por AI

Cuide da cadeia de distribuição e vendas. Usar de sanções e multas para vendedores nem sempre funciona no Brasil. E no final quem perde sempre é a marca. Por isso, conscientize seus parceiros de venda através de vídeos e outras publicações (com QRCode nas embalagens), comunicando claramente como deve ocorrer o armazenamento e exposição dos alimentos. Instrua com vídeos públicos o ponto de venda, para que mantenha uma rotina mensal para vigilância e controle de pragas, pois é comum no Brasil o varejo mobilizar controladores apenas quando expostos a uma infestação, ou na hora de renovar o alvará anualmente. Este cuidado não passa despercebido pela imprensa, nem pelo consumidor que percebe maior valor no seu chocolate porque tem mais qualidade (veja no QR Code).

Mesmo que pareça deslocado da sua função, somos uma sociedade de símbolos e relacionamentos. E é por esses motivos que existe toda essa cadeia produtiva para um alimento que é sinônimo de afeto (levemente ameaçado nas últimas semanas por um morango viral). Brasileiro é afetivo. Acredite.

CULTURA DA QUALIDADE? Encaminhe o link desse texto para as áreas de marketing, logística, gerência e/ou diretoria, pois o a mobilização desse time faz toda diferença.

Imagem em destaque gerada por IA (Gemini)

5 min leituraEste artigo traz uma reflexão ponderada sobre o crescimento de casos de contaminação por larvas no chocolate. Queremos propor, sempre com positividade e pitadas de bom humor, argumentos para a […]

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Evolução do Controle de Pragas na visão Food Safety

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Da precariedade à excelência: responsabilidade e sustentabilidade

Esse texto trata da relação entre desequilíbrio ambiental e o surgimento de pragas urbanas. Mostra que pragas são  consequência da má gestão dos espaços, e não apenas vilões a serem exterminados.

Aqui, defendemos que o controle eficaz depende menos de químicos e mais de capacitação técnica, estratégia, prevenção e manejo ambiental. A solução está em ambientes cuidados por profissionais preparados para agir preventivamente.

Colocando a praga no seu devido lugar

Pragas são consequência de um ambiente desequilibrado. Aumento da atividade e ocupação de pessoas e negócios sobre territórios resultam em duas respostas da fauna existente, conforme artigos científicos apontam: a) algumas migram; e b) outras se adaptam.

Entre a fauna adaptada ao ambiente impactado, algumas espécies alcançam um nível de dispersão e proliferação que chega a ocasionar contaminações prejudiciais à saúde das pessoas, bem como prejuízos a estruturas e risco de deterioração em insumos. Esses recebem a alcunha de “pragas” ou “vetores”. Xingamento justo em função dos sérios prejuízos econômicos e riscos à saúde das pessoas, desde os tempos bíblicos.

Embora ratos, pombos, baratas, traças, escorpiões e tantos outros sejam normalmente classificados como vilões, essencialmente são apenas animais adaptados oportunistas. Penetram em ambientes nos quais há oferta de acesso, alimento, água e abrigo.

O desconhecimento é o verdadeiro vilão

Matem todos!! Seria esse o grito insurgente das pessoas (e gerentes) mais afetadas. E embora o extermínio seja a estratégia mais difundida, com resultados eficientes a curto prazo, nenhum praguicida é capaz de isolar o ambiente definitivamente. A tal “redoma mágica” que afasta pragas não existe, mas podemos indicar alternativas para atenuar o risco sanitário e econômico.

Portanto, o desconhecimento e ou o amadorismo é, sem sombra de dúvida, o maior fator de crescimento e afetação das pragas na saúde das pessoas e existe a figura pitoresca do “Zé Bombinha” ou empresas controladoras atrasadas, que chegam lá com “o veneno nas costas”. Isto é uma ameaça à saúde, ambiente e até ao próprio segmento controlador, conforme já apontado em artigos anteriores deste blog. Afinal, muitas pessoas e empresas percebem um nivelamento precário dos controladores profissionais.

Reconheça a necessidade de convergência

Seja em empreendimentos com baixo impacto, ou em grandes instalações industriais, é necessário adotar medidas sustentáveis ambientalmente, que por um lado afastam atividades migratórias das pragas, e por outro lado resultam em menos ações químicas para contenção dos invasores. O que queremos afirmar é: ambientes com bom nível sanitário, destinação correta de resíduos, manejo de flora periférica, recebimento adequado de insumos e mobilização do time interno impõem pouca atuação química e menor risco de contaminações.

Em uma pequena lanchonete, em um complexo industrial pet food, ou em um abatedouro de aves, cada empreendimento pode ter pouca ou nenhuma intervenção química e manter proteção contra pragas, se houver um manejo ambiental bem dimensionado. Por isso não transfira toda a responsabilidade à empresa controladora.

O padrão “Zé Bombinha” contagia

Já pude presenciar situações desconfortáveis quando operações industriais mal dimensionadas produziram infestações de moscas em cidades, formação de focos de mosquitos transmissores, invasão por ratos, colonização de jardins ou galerias com escorpiões, enfim, descuidos ambientais com expressivos impactos na comunidade e produtividade do empreendimento. Todas situações contornáveis com planejamento e correção baseada na adoção de estratégias sanitárias, ambientais e uma pitada de metodologias químicas.

Uma empresa controladora de pragas atenta precisa relatar ao estabelecimento quais são os condicionantes ambientais que aumentam vulnerabilidade a pragas, entretanto é frequente percebermos profissionais controladores realizarem apenas inspeções em armadilhas e aplicação de defensivos, sem exercer sua missão de vigilância do ambiente e identificação ativa dos indícios de pragas. Um simples alerta sobre vegetação elevada, acúmulo de resíduos, vazamentos, ou acessos mantidos abertos já seria suficiente para evitar grandes contaminações.

Ignorar essa visão é um erro comum entre gestores industriais, que privilegiam o fluxo produtivo, em detrimento de medidas para acentuar food safety e qualidade. É o “Zé Bombinha” sendo reproduzido em um tipo de “Zé Indústria”. Todos perpetuando a precarização como modelo.

Capacitação  + Tecnologia = Sustentabilidade

Cada vez mais o time de ESG nas indústrias, bem como empreendedores mais alinhados às tendências sustentáveis, buscam alternativas transversais. Exemplos disso são os projetos privados para controle de mosquitos transmissores, que podem ser contratados por um empreendimento industrial, ou por pequenos empreendimentos comerciais, com inequívoco impacto à comunidade próxima. São estratégias que eliminam milhares de mosquitos sem nenhuma gota de inseticida.

Outras iniciativas envolvem o emprego de estratégias para destinação responsável de resíduos e replantio de vegetação nativa em áreas sem destinação. Tudo a ver com pragas, meio ambiente e responsabilidade social.

Mais um comportamento crescente é o emprego de formulações inseticidas multimoléculas com métodos de tratamento tipo “spot spray”, que direciona o agente químico de alta performance a poucos locais realmente contaminados, reduzindo a cultura de quase “lavar” o ambiente com dezenas de litros de calda inseticida. Também existe o manejo de resistência, pela rotação de moléculas. E os equipamentos aplicadores têm sido cada vez melhor balanceados, deixando o controle profissional de pragas urbanas menos parecido com uma aplicação agrícola.

Inteligência Artificial, legislação e formação técnica

Recursos de IA já estão empregados em alguns modelos de armadilhas luminosas, calibradas para identificar a atividade de insetos voadores com precisão e agilidade, sinalizando ao gestor de food safety, em tempo real, cada novo risco percebido. Mapeamento de iscas raticidas também começam a envolver recursos de IA, realidade ainda distante para a maioria das instalações industriais, mas certamente uma luz no fim do túnel.

O PL 1367/2022, em tramitação desde 2016, será o novo Marco Regulatório para o controle de pragas no Brasil, reforçando a visão já apontada pela ANVISA. A atualização da legislação poderá contribuir para aumentar a excelência da atividade empresarial e proteção à população brasileira.

Ainda existe uma lacuna que pode aprimorar a visão de sustentabilidade nas empresas controladoras: a formação do profissional controlador. Felizmente no Brasil começam a surgir iniciativas que preparam o trabalhador do controle de pragas com excelentes propostas acadêmicas. Entretanto, a maioria das empresas controladoras ainda investe pouco na educação profissional, resultando em trabalhadores meramente repetidores das diluições químicas e revisores de armadilhas.

A contrapartida food safety

Felizmente a cultura food safety é cada vez mais difundida, tanto na legislação quanto na prioridade de muitos estabelecimentos. Desde a consolidação do Codex Alimentarius, muitas conquistas já foram celebradas. E para perseguir esse padrão excelente, produtores de alimentos aprofundam seu envolvimento com todos os requisitos. O controle de pragas, antes muito dependente do nível de comprometimento da empresa controladora, é cada vez mais considerado um tema transversal, assimilado por todos os envolvidos no processo. Deixou de ser um “assunto lá da qualidade”.

Uma visão evolutiva

A próxima fronteira para um controle de pragas realmente convergente com a cultura food safety, capaz de assimilar todas as dimensões da responsabilidade ambiental e sanitária, está diretamente conectado com o padrão educacional dos trabalhadores. Agentes reguladores e clientes tomadores esperam esse aprimoramento profissional.

A maior limitação para responder aos requisitos dos sistemas de qualidade e segurança não está no inseticida escolhido ou no equipamento disponível. Está na expectativa de que a “lagarta zé bombinha” se transforme em uma “borboleta controladora”.

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Desinsetização: o inseto saiu, mas já está na hora de você voltar?

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Como definir um critério objetivo e seguro para saber quando reocupar uma área após a desinsetização

O dilema

Quando a desinsetização é inevitável, surge a pergunta que ninguém gosta de ouvir, mas todo mundo precisa responder: qual é o tempo seguro para reocupar o ambiente? Seis horas? Oito? Doze? Ou será que esse número é só mais um mito de corredor?

Voltemos ao começo

Fundamento 01

Vamos tirar o elefante da sala: controle de pragas não é sinônimo de pulverizar veneno. Quem ensina sabe e quem esqueceu, precisa reaprender. A legislação é clara: controle de pragas é um conjunto de ações permanentes que blindam o ambiente antes que a contaminação apareça. Limpeza, organização, manutenção e isolamento são o verdadeiro exército nessa batalha. Se isso não faz parte da rotina do estabelecimento, o problema não são as pragas. É a mentalidade e consciência, hoje chamados de “mindset”.

Fundamento 02

Em instalações bem geridas, sejam de alimentos, fármacos, embalagens, grãos ou químicos — a tendência é clara: menos praguicida, mais inteligência. Aplicações pontuais, espaçadas e planejadas são resultado de uma cultura de segurança de alimentos com manejo ambiental em perspectiva. Afinal, todo inseticida carrega, além do efeito desejado, riscos ambientais e sanitários. Quem não entende isso vive de apagar incêndios, não de prevenir contaminações.

Fundamento 03

Agora, voltamos ao dilema: quando é inevitável usar defensivos, qual é o prazo real de reentrada? Seis horas? Doze? Os gestores em indústrias, restaurantes, supermercados, escolas, academias etc. se arrepiam só de ouvir. Sempre alguém pergunta: “Tem como ser mais rápido, chefe?”. E a resposta educada é: não, se quiser fazer direito. Isto está  evidenciado em estudos científicos.

Gestores responsáveis aceitam que o tempo de reentrada não é capricho. É necessidade.


A boa notícia

Atualmente, os inseticidas são formulados com rigor: moléculas mais seguras, adjuvantes menos agressivos. O lado amargo da história? Mesmo assim, o tempo de reentrada continua longo. Esse número não nasce do achismo, mas de testes sérios feitos por quem entende do assunto — fabricantes e ANVISA. Planejar-se é sempre mais barato do que remediar.

Eliminando “outras pragas”

Hora de falar francamente: há empresas controladoras de pragas nas quais o responsável técnico é só um nome no papel. Não orienta, não supervisiona, não aparece. O resultado? Profissionais controladores despreparados, aplicando produtos sem entender o que estão fazendo. O prejuízo dessa economia é alto — e quem paga é sempre o cliente.

A regra é clara

Os rótulos continuam lá: “6 horas”, “12 horas”, “24 horas”. E ignorar isso é receita para problema. Estratégia é o caminho:

  • AÇÃO 01 – Fracionamento – Empreendimentos com mais de uma edificação podem receber aplicação inseticida em dias diferentes do mês. Exemplo: área de fábrica na primeira quinzena, e área de estoque, cozinha, almoxarifado na segunda quinzena.
  • AÇÃO 02 – Dobradinha com manutenção preventiva – Empreendimentos que seguem um plano periódico de manutenção conciliam as interrupções para revisão em equipamentos e sistemas para o mesmo dia quando se realiza a desinsetização.
  • AÇÃO 03 – Aumentar intervalo em áreas mais protegidas – Ambientes pouco expostos a contaminações, em função de climatização, isolamento e ausência de histórico de pragas podem receber intervenções com inseticidas em intervalos ampliados (60 ou 90 dias), desde que os ambientes mais expostos a contaminações como depósitos, docas, tubulações, vestiários etc. mantenham a rotina para tratamentos a cada 30 dias.
  • AÇÃO 04 – Adoção de métodos spot – Algumas formulações inseticidas agregam novas técnicas tipo SPOT, com aplicação ultra localizada, sendo possível seu emprego inclusive em ambientes com presença de pessoas. Nesse caso, a critério do Responsável Técnico, um tratamento pode ter eficiência com mínimo tempo de reentrada, mas este é um caso que precisa ser cuidadosamente formalizado.

Mais dois fundamentos

E você precisa assegurar que o o parceiro controlador contratado siga essas premissas:

Fundamento 04: Praguicidas são ferramentas técnicas, e só profissionais certificados devem usá-las, com supervisão habilitada.

Fundamento 05: Inseticida doméstico e agrícola? Fora do jogo.

É uma questão de consciência e postura

Empresas que lidam com alimentos, insumos, saúde e grande circulação de pessoas precisam mais que prateleiras ou pátios limpos: precisam de COMPROMISSO. Essa visão tem sido apregoada neste canal, como fica evidente nos artigos A, B e C. Não existe atalho que compense a falta de consciência e responsabilidade. Fazer o certo sempre custa menos do que consertar o errado.

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SULPRAG – Muito mais que uma feira de inseticidas

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Inovação para empresas controladoras e convergência para clientes de alta performance

Eventos setoriais sempre oferecem relevância aos profissionais e empresas dos segmentos conectados ao setor. Alguns têm grande público, como Bienal do Livro, Salão do Automóvel, Campus Party. Outros, mais nichados, como SINDIEXPO, EXPOSIBRAM, EXPOCAFÉ, HIGIEXPO, WORKSHOP FOODSAFETYBRAZIL são oportunidades valiosas para conhecer tendências, consolidar parcerias, movimentar negócios e promover network.

No controle de pragas também existem eventos setoriais relevantes. Pestworld, que ocorre anualmente nos USA, e o Global Summit For Pest Control, que é itinerante em vários países, são ícones nesse segmento. No Brasil, desde os anos 1990 é realizado o EXPOPRAG/SP, ECOPRAG/RJ, EXPOPRAG-NE itinerante em capitais nordestinas e o SULPRAG, itinerante em cidades da região Sul. Originalmente foram bastante mobilizados para divulgação e comercialização de formulações, softwares, equipamentos, consultorias, enfim todo o ecossistema necessário às empresas controladoras de pragas.

Nas versões mais atuais, cada um desses eventos tem incluído temas transversais à realidade dos clientes contratantes, sejam públicos ou privados, convidando a workshops sobre controle de mosquitos, escorpiões e pombos para municípios. Cadeias de restaurantes, indústrias alimentícias e farmacêuticas, condomínios comerciais e residenciais, entre outros, podem conhecer inovações tecnológicas que impactam na gestão de qualidade e prevenção de perdas relacionadas a pragas. Esse intercâmbio resulta em controle de pragas mais refinado e sustentável.

São encontros que deixaram de ser uma feira de inseticidas e pulverizadores.

Foram consolidados como pólos geradores de valor e relacionamento entre as maiores empresas controladoras de pragas em cada região, com seus contratantes de serviços mais rigorosos.

Nos próximos dias 22 e 23 de maio ocorrerá em Curitiba o 12º SULPRAG, que confirma a perspectiva de trazer influência a toda cadeia relacionada ao controle de pragas. Embora mais difundido entre as empresas controladoras, também é relevante para contratantes industriais, incluindo variedade de temas transversais. Nessa versão já foram confirmados: Legislação das empresas controladoras, Certificações em clientes corporativos, Revolução de AI para o controle de pragas, Manejo de pragas em grãos armazenados, Riscos na cadeia produtiva de alimentos e Máxima eficiência em armadilhas luminosas.

São dois dias de imersão em conteúdos que impactam o planejamento das melhores empresas controladoras de pragas. Adicionalmente permite ao time qualidade e meio ambiente da indústria  ampliar a compreensão sobre quais as melhores práticas para conquistar a máxima proteção e ajuda a identificar claramente como atuam as empresas controladoras que buscam conhecimento.

Pessoas do time FoodSafetyBrazil vão participar do congresso e feira, e estarão prontas para compartilhar as tendências desse componente de risco e quais as melhores práticas encontradas.

O portal do evento é https://aprav.com.br/sulprag/. Ele apresenta a programação de palestras no congresso e lista os expositores da feira. É um investimento modesto frente ao ganho que o time qualidade e meio ambiente pode assimilar, gerando uma compreensão das nuances envolvidas na contratação desse serviço, que pode resultar na identificação de oportunidades e parcerias raramente percebidas fora desse ambiente.

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