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Estudo aponta que alimentos geneticamente modificados podem prejudicar suínos

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O debate sobre alimentos geneticamente modificados envolvendo cientistas ganhou peso num dos últimos estudos que apontam que porcos alimentados com grãos geneticamente modificados sofreram de maior taxa de inflamação severa do estômago e as fêmeas desenvolveram úteros mais pesados.

Alguns especialistas afirmaram que o estudo traz evidência de um problema que justifica novas pesquisas, enquanto outros o rejeitaram como ciência alarmista e “porcaria”. O estudo também destaca as dificuldades que os pesquisadores enfrentam quando os proprietários das patentes negam acesso a sementes geneticamente modificadas (GM) para as pesquisas.

 O estudo, conduzido por estudiosos australianos e norte-americanos e publicados neste mês de junho no Journal of Organic Systems (Jornal de Sistemas Orgânicos), acompanhou 168 porcos desde o desmame até atingirem o peso para o abate, ao longo de aproximadamente 23 semanas. Metade dos porcos (84) recebeu uma dieta baseada em milho e soja GM, enquanto que a outra metade recebeu bastante similar, porém com milho e soja convencionais (não GM).

Os pesquisadores encontraram algumas diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos de porcos, após compararem esses grupos com base em aproximadamente 20 parâmetros diferentes, incluindo ganho de peso, úlcera estomacal e anormalidades nos rins. Os porcos alimentados com grãos GM, no entanto, apresentam taxas significativamente mais altas de inflamação severa do estômago, bem como uma média de úteros 25% mais pesados em relação ao peso corporal.

A inflamação do estômago foi classificada numa escala entre nula, suave, moderada e severa durante necropsias cegas, ou seja, os relatores não sabiam se eles estavam examinando o estômago de um porco alimentado com grãos GM ou não GM. Uma tabela com quatro fotos anexada ao artigo deste estudo mostrou um exemplo de cada uma das quatro escalas de inflamação, que variou de um acinzentado (nula) a uma combinação de rosado e amarelo-bile (severa). O dado que mais preocupou os autores foi: 23 porcos alimentados com grãos GM sofreram de inflamação severa do estômago, enquanto que no caso dos porcos não GM, foram apenas 9 que apresentaram o problema. Esta grande diferença é um alarme que merece novos estudos, de acordo com Michael Hansen, cientista Ph.D. sênior da Consumers Union.

Os críticos do estudo não têm esta certeza. Mark Lynas, autor de mudanças climáticas notáveis e um ex-crítico (que virou defensor) dos organismos GM, destacou que 60 porcos alimentados com grãos não GM tiveram inflamação estomacal suave ou moderada, contra 41 porcos alimentados com grãos GM, e apenas 4 porcos não-GM tiveram a inflamação classificada como nula, enquanto que no caso dos porcos GM, foram computados 8 com a mesma classificação.

“É claro, um número menor de porcos GM pode apresentar inflamação suave ou moderada no estômago se houver uma porcentagem maior já classificada como severa”, disse Michael Hansen.

Outro ponto de discórdia reside na variação potencial na composição nutricional entre grãos GM e não-GM fornecidos aos porcos nesta pesquisa. Devido às restrições dos titulares das patentes dos produtos GM, os pesquisadores foram obrigados a comprar cada tipo de grão dos distribuidores do varejo, ao invés de terem plantado os grãos num ambiente conhecido e numa condição controlada.

De acordo com os autores, a soja e o milho GM utilizados foram considerados pelas agências governamentais como equivalentes às variedades de grãos não GM, em termos de composição e características nutricionais. Mas a falta de ter tido conhecimento no ambiente da plantação e controle do crescimento dos grãos coloca potencialmente em xeque os resultados da pesquisa, de acordo com Kent Bradford, diretor Ph. D. do Centro de Biotecnologia de Grãos e Sementes da Universidade da Califórnia em Davis.

“Estes grãos são produtos diferentes. Por exemplo, os grãos de soja podem ter uma ampla gama de fitoestrogênios. A quantidade varia muito entre cada produção.”, afirmou Bradford.

E você, leitor? Acha que os alimentos GM podem trazer alguma consequência para nós também, além da tendência apresentada no estudo em relação aos porcos?

 

Mais informações:

http://www.foodsafetynews.com/2013/06/study-says-gmo-feed-may-harm-pigs/#.Uce6jzRwqSo

 

 

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10 anos da RDC nº172 – BPF para estabelecimentos industrializadores de amendoins processados e derivados

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Segundo dados da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) na safra de 2010/2011 o Brasil produziu 242,3 mil toneladas de amendoim. O cultivo da semente é feito em todo país, mas São Paulo é responsável por 80% da produção nacional.

Em 2010, o Brasil exportou 54 mil toneladas da semente, o equivalente a 22% da produção. O restante é utilizado no mercado interno e sua destinação concentra-se na área de confeitos, salgadinhos e doces. Entre os doces destaques especiais para paçoca e o pé-de-moleque, verdadeiros ícones da cultura popular, com grande aceitação de norte a sul do país.

De acordo com dados de uma pesquisa realizada pelo IBOPE, por encomenda da ABICAB – Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados – 66% da população brasileira costuma consumir amendoim, esta porcentagem é maior quando se trata de derivados como paçoca (75%) e o pé de moleque (71%).

Porém, o amendoim é um dos produtos agrícolas mais susceptíveis à contaminação por aflatoxina, que é um metabólito tóxico produzido por fungos do gênero Aspergillus flavus e A. parasiticus os quais em condições favoráveis de temperatura e umidade se desenvolvem durante o cultivo e a estocagem de produtos agrícolas.

A ingestão de aflatoxina em altas concentrações pode resultar em intoxicação chamada de aflatoxicose. As principais toxinas de interesse são designadas de B1, B2, G1 e G2. Entretanto, a aflatoxina B1 é geralmente predominante, sendo também a mais tóxica. A aflatoxina causa necrose aguda, cirrose e carcinoma de fígado em diversas espécies animais. A toxicidade pode ser influenciada por fatores ambientais, quantidade e duração de exposição, idade, estado de saúde e nutricional. Por serem resistentes ao calor representam um grande risco quando presentes no alimento. Efeitos agudos de gastroenterites podem ser identificados; contudo os efeitos crônicos resultam de ingestão moderada e ao longo do tempo, dificultando o reconhecimento da associação entre a toxina e a doença. Para mais informações acesse o site do CVE

Por serem possíveis veiculadores de aflatoxina amendoins processados e derivados constituem risco a saúde pública, por este motivo há 10 anos a ANVISA estabeleceu a Resolução RDC – nº172, 04 de julho de 2003, que dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Industrializadores de Amendoins Processados e Derivados e a Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Industrializadores de Amendoins Processados e Derivados.

Abaixo estão os principais itens tratados nesta resolução:

4. Seleção de fornecedores de amendoim cru;

            5. Processamento de amendoins e derivados

                        5.1Recepção das matérias-primas, ingredientes e embalagens;

                        5.2 Armazenamento das matérias-primas, ingredientes e embalagens;

                        5.3 Seleção amendoim cru;

                        5.4 Produção de amendoins processados e derivados;

                        5.5 Armazenamento e transporte do produto final;

                        5.6 Controle de Qualidade produto final;

                        5.7 Rotulagem de amendoins processados e derivados;

                        5.8 Responsável pelo processamento;

                        5.9 Documentação e registro;

                        5.10 Disposições gerais – Lista de verificação.

           

            Os principais tópicos da Lista de Verificação são:

  1. 1.     Edificações e instalações
  2. 2.     Equipamentos móveis e utensílios
  3. 3.     Manipuladores
  4. 4.     Seleção dos fornecedores de amendoim cru
  5. 5.     Processamento de amendoins e derivados
  6. 6.     Documentação (incluindo atendimento aos POP´s)

 Ao final da lista de verificação o estabelecimento pode ser classificado em 3 grupos:

            Grupo 1 – Estabelecimento de baixo risco

            Grupo 2 – Estabelecimento de médio risco

            Grupo 3 – Estabelecimento de alto risco

                                  

Fontes:

http://www.abicab.org.br/amendoim/historia-3/

http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/hidrica/Aflatoxinas.htm

http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/503f2c00474579428651d63fbc4c6735/RDC_172_2003.pdf?MOD=AJPERES

 

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Aflatoxinas em amendoim estão sob controle: dados divulgados em 2013

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Faz 10 anos hoje que foram aprovadas as normas de Boas Práticas de Fabricação específicas para indústrias de amendoins e derivados, constantes na Resolução 172/2003, da Anvisa. A publicação desta Norma fez parte de um esforço tanto governamental quanto do setor privado para melhorar a qualidade do amendoim brasileiro, seriamente comprometida na época pela contaminação por aflatoxinas.  

Aflatoxinas são substâncias produzidas por fungos filamentosos do gênero Aspergillus consideradas agentes carcinogênicos pela Organização Mundial de Saúde. Sua ocorrência é maior no amendoim devido à afinidade do fungo Aspergillus flavus por este alimento e, principalmente, quando as condições de umidade e temperatura são favoráveis ao seu crescimento.  

Num estudo publicado em 2002, pesquisadoras da Unicamp e do Instituto Adolfo Lutz analisaram um grande número de trabalhos envolvendo micotoxinas realizados no Brasil entre 1991-2000 e chamaram a atenção para os níveis alarmantes de aflatoxinas presentes no amendoim. Em 2001, as principais indústrias de amendoim do país, reunidas em sua associação, a ABICAB, lançaram o selo “Pro-Amendoim”, um programa de autorregulamentação com foco na prevenção das aflatoxinas e com objetivo de estimular a produção de amendoim dentro dos padrões nacionais e internacionais de qualidade.  Atualmente 10 empresas fazem parte do programa.

A indústria também partiu para uma atuação conjunta com os produtores, buscando selecionar as variedades da planta mais resistentes ao fungo e um melhor manejo das condições de produção, colheita, beneficiamento e armazenagem do amendoim.

A contaminação diminuiu depois disto?  

Em março de 2013, uma pesquisa sobre o monitoramento de aflatoxinas em amendoim e derivados comercializados na região de Marília (SP) foi divulgada pela revista científica Alimentos e Nutrição / Brazilian Journal of Food and Nutrition, da Unesp (SP).  O estado de São Paulo concentra grande parte da produção brasileira de amendoim, sobretudo nas regiões da Alta Mogiana e Alta Paulista, onde está o município de Marília. O estudo, conduzido por uma equipe do Instituto Adolfo Lutz, traz dados do período 2002-2009. Neste intervalo, um total de 75 amostras de amendoim cru e derivados foram analisadas, sendo que apenas 16% delas apresentaram índice detectável de aflatoxina (< 2 µg/kg) e somente 6 amostras (8% do total) tinham níveis de aflatoxinas acima do limite tolerado no Brasil (20 µg/kg). No amendoim cru, duas das 10 amostras estavam contaminadas e, entre as paçocas, 4 das 47 amostras (8,5%) continham aflatoxinas em nível acima do aceitável. Também foram testados amendoim frito, com cobertura de chocolate, com cobertura colorida e amendoim tipo japonês, sendo que nenhuma das 18 amostras apresentou índice detectável de aflatoxina.  A separação entre índice detectável e índice aceitável deve-se ao fato de que persistem dúvidas se os teores de aflatoxinas tolerados não constituem realmente um risco à saúde pública, pois para um consumo constante, vários autores consideram que a segurança total só seria alcançada com a ausência de contaminação.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) também monitora os índices de aflatoxina no amendoim através do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC/Vegetal). As amostras neste caso são apenas de amendoim cru destinado ao uso pelo consumidor. No ano-safra 2010-2011 foram analisadas 57 amostras do produto, com 45 delas apresentando teor de aflatoxina abaixo de 20 µg/kg (79% de conformidade). No último levantamento, divulgado em janeiro de 2013 e correspondente ao ano-safra 2011-2012, o nível de conformidade foi de 90%. Como o programa do MAPA foi instituído em 2008, não há números anteriores a esta data para avaliar a evolução da conformidade.

Os dados levantados nestas pesquisas devem ser vistos com cautela, pois há limitações evidentes de amostragem e de área abrangida, mas parecem ser bons indícios de que os esforços governamentais e da iniciativa privada resultaram em produtos de amendoim mais seguros para o consumidor.

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MAPA divulga informações sobre o monitoramento de pesticidas e contaminantes em vegetais

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgou no dia 27 de junho, a relação das 21 culturas agrícolas que serão monitoradas em relação aos resíduos de praguicidas e contaminantes na safra 2013-2014. A medida faz parte de um programa anual, instituído em 2008, com objetivo de monitorar a frequência e os níveis de resíduos e contaminantes em vegetais, além de investigar e controlar os produtos agropecuários provenientes de propriedades suspeitas de violações (PNCRC/Vegetal). A cada ano, uma Instrução Normativa é publicada contendo as culturas e os parâmetros monitorados no ano-safra correspondente. Este ano, as culturas serão as seguintes: abacaxi, alho, amêndoa de cacau, amendoim, arroz, banana, batata, café, castanha do Brasil, cebola, feijão, kiwi, maçã, mamão, manga,  milho, pimenta, soja, tomate, trigo e uva.

Ao todo, o plano prevê análise de 1875 amostras. Os produtos serão coletados nos estabelecimentos produtores, beneficiadores e nas centrais de abastecimento. No último levantamento, divulgado em janeiro de 2013, as culturas que apresentaram os menores índices de conformidades foram: pêssego (14%), pimentão (38%), trigo (47%) e morango (50%).

Conforme a percepção de representantes do MAPA, nem sempre as não conformidades registradas no monitoramento de pesticidas comprometem a segurança dos produtos, pois em alguns casos, referem-se a resíduos de pesticidas ainda não aprovados para aquela cultura, mas em processo de aprovação e presentes em nível baixo, portanto podem não configurar um risco à saúde.

No caso do pêssego, os frutos importados da Argentina e Chile tiveram índice zero de conformidade, pois os ativos encontrados não são previstos nas normas brasileiras para uso no pêssego, mas são autorizados para outras culturas (com uma única exceção). Houve, porém, amostras da fruta coletadas no RS e SC que continham ometoato, um ativo proibido no Brasil. Em relação ao trigo, o baixo índice geral deveu-se ao produto importado da Argentina, que continha três ativos proibidos em nosso país, sendo que um deles também foi detectado no trigo produzido em MG. Já o trigo produzido no PR e DF teve 100% de aprovação. Para mais detalhes, consulte a tabela completa, com dados por região e princípio ativo, clicando aqui

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Conferência Internacional Eurofins

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Nos dias 7 e 8 de de agosto de 2013 acontecerá em Indaiatuba, SP mais uma Conferência Internacional Eurofins.

O tema deste ano será:

“Produção de carne e desafios para exportação – de higiene e medicamentos veterinários aos obstáculos dos países nas importações: como os produtores brasileiros enfrentam esses desafios”

Para maiores informações e inscrições, acesse:  www.eurofins.com.br

Clique abaixo para ver a programação:

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30 de junho – Dia do Fiscal Federal Agropecuário

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O controle da qualidade e da sanidade dos alimentos que chegam à mesa da população brasileira existe no serviço público federal há mais de 150 anos. Essas atividades de inspeção e fiscalização e o controle de defesa agropecuária eram, inicialmente, exercidas pelos engenheiros agrônomos e pelos médicos veterinários. Para tanto, as atribuições e as habilitações profissionais eram respaldadas em diplomas legais disciplinares.

A história do Ministério da Agricultura começa em 1860, durante o 2º Império. Originalmente denominada Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, a pasta é criada por decisão da Assembléia Legislativa, integrando a estrutura formal do gabinete de Dom Pedro II. A estrutura dura 32 anos e é extinta no início do Regime Republicano. As atribuições passam a ser incorporadas pelo Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas. Em 1909, os assuntos referentes ao setor agrícola voltam a ter destaque, com a criação do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio e em 1930, o ministério passa a compor a estrutura governamental da República. Já na década de 1980, os assuntos referentes à reforma agrária e aos recursos florestais e pesqueiros são excluídos da competência do Ministério.

 A carreira de Fiscal Federal Agropecuário só foi oficializada em 30/06/2000. Atualmente esta categoria é formada por engenheiros agrônomos, médicos veterinários, químicos, farmacêuticos e zootecnistas lotados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e há treze anos trabalham para garantir qualidade de vida, saúde e segurança alimentar às famílias brasileiras.

 A presença da carreira, que hoje são em torno de 3000 profissionais na ativa, pode ser notada nos portos, aeroportos e nos postos de fronteira, nos campos brasileiros, nas empresas agropecuárias e agroindustriais, nos laboratórios, nos programas agropecuários, nas cidades e nas relações internacionais. Os Fiscais Federais Agropecuários atuam na inspeção e fiscalização de carnes, leite , peixes, ovos, mel e todos os seus derivados; na inspeção da produção e comercialização de bebidas em geral, vinhos e seus derivados, no controle da qualidade dos grãos e cereais; na fiscalização da qualidade dos insumos utilizados na agricultura como fertilizantes, sementes, mudas e agrotóxicos; nos laboratórios com o controle de qualidade de alimentos, dos medicamentos veterinários, diagnósticos de doenças vegetais e dos animais como a febre aftosa, a gripe aviária e a ferrugem da soja, na detecção de resíduos biológicos, tais como hormônios, agrotóxicos, antibióticos e metais pesados; e, na importação e exportação de produtos agropecuários.

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Esoterismo para aumentar a vida de prateleira de batatas?

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Estava eu realizando uma auditoria de segurança de alimentos em uma fábrica de snacks, dentre eles, batata frita.
Eis que logo na área de recebimento, me deparo com uma pirâmide de papelão contendo muitas batatas cruas. Perguntei sobre o que se tratava, e eis que a a resposta foi que era um teste de extensão de shelf-life. Segundo o acompanhante o produto esta posicionado de acordo com mapa astrológico e o poder esotérico da tal figura geométrica poderia contribuir para o aumento da vida do produto. Não pude tocar para ver o quanto o teste estava sendo eficaz, pois segundo auditado, a energia negativa que emanaria influenciaria no estudo.

Fiquei sem saber o resultado do estudo. Se a pirâmide der certo, será uma grande descoberta da ciência e o fim da geladeira!

Obs. Também não sei como o mapa astral, que é baseado na data de nascimento, foi determinado. Seria baseado na data da colheita da batata ou da fundação da empresa?

Cíntia Malagutti
Auditora de Food Safety

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Os requisitos adicionais da FSSC 22000 – atualizações de 2013

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Na lista dos requisitos adicionais mencionados na Parte 1 do esquema, no Apêndice 1A, a Foundation incluiu mais três itens. Na versão anterior eram dois requisitos, e agora são cinco, a saber:

 1. Especificação para serviços: a organização na cadeia de alimentos deve garantir que todos os serviços (incluindo utilidades, transporte e manutenção) que são fornecidos e que tenham impacto na segurança de alimentos:

  • Tenham requisitos especificados
  • Sejam descritos em documentos na extensão necessária para conduzir a análise de perigos
  • Sejam gerenciados em conformidade com os requisitos da especificação técnica dos programas de pré-requisitos do setor (hoje seria ISO/TS 22002-1 ou PAS 223)

 Leia mais dicas aqui: http://artywebdesigner.com.br/fssc-22000-os-requisitos-adicionais-servicos/

 2.Supervisão do pessoal na aplicação dos princípios de segurança de alimentos: a organização na cadeia de alimentos deve garantir uma supervisão eficaz do pessoal na correta aplicação dos princípios e práticas de segurança de alimentos, proporcional às suas atividades. Veja as dicas aqui: http://artywebdesigner.com.br/fssc-22000-os-requisitos-adicionais-supervisao-de-pessoal/

 3. Requisitos legais específicos: a empresa que está buscando a certificação deve garantir que as especificações para ingredientes e materiais leve em consideração qualquer requisito legal aplicável (ex. controle de substâncias proibidas). Em outras palavras, a legislação referente ao ingrediente e aos materiais (ex. embalagens) deve ser considerada e deve haver evidência de que o ingrediente ou o material cumpra tais requisitos.

 4.Auditorias anunciadas (mas não agendadas) das organizações certificadas: O organismo de certificação participará de um programa de auditorias documentais (office audits), baseado em riscos, e auditorias anunciadas mas não agendadas das empresas certificadas. Estas auditorias devem ser conduzidas em conformidade com os requisitos do GFSI. As empresas certificadas poderão passar por auditoria “surpresa” conduzida pelos organismos de certificação. Provavelmente o preocupação da Foundation é fazer com que as empresas certificadas mantenham todos os requisitos de segurança de alimentos adequadamente implementados em qualquer época do ano e em qualquer situação, e não somente durante as auditorias agendadas.

 5. Gestão dos materiais: a organização deve implementar um sistema para garantir que análises de materiais que sejam críticas para a confirmação da segurança do produto sejam realizadas. Tais análises devem ser conduzidas com base em padrões equivalentes àqueles descritos na ISO 17025. Qualquer característica de um ingrediente, matéria-prima, embalagem e outro material que seja relevante à segurança de alimentos deve ser analisada, e a metodologia de análise deve ser reconhecida e seguir os princípios da ISO 17025 (independente de quem realiza a análise, se é o próprio fornecedor, se é o usuário ou se é um laboratório externo).

 Isto tudo significa que os padrões esperados para as certificações FSSC estão cada vez mais rigorosos, e que as empresas devem realmente demonstrar comprometimento e seguir práticas do mais alto nível em segurança de alimentos se desejarem ser certificadas.

 Fonte:

http://www.fssc22000.com

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Mas o que é que eu vou comer?

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Tenho que tomar cuidado com a carne vermelha.  Produtos de origem animal podem transmitir zoonoses, doenças disseminadas do animal ao homem, bem sabia minha avó em relação à cisticercose. E.coli O157:H7 e Salmonela, quando não mataram, deixaram sequelas  por toda a vida a muita gente que consumiu hambúrguer mal passado e ovos mal cozidos. Vou ficar então com carne branca. Mas se criadores descuidarem dos promotores de crescimento (antibióticos), vamos ter resíduos em frangos. Antibiótico também no peixe criado em cativeiro? Vou comprar só os de captura marinha. Mas encontraram arsênio e chumbo? Então o simples e bom ovo beeem cozido no prato! Na Alemanha encontraram dioxina nos ovos por que a ração das galinhas estava contaminada.  Hum, já sei… proteínas lácteas na cabeça!  Tem antibióticos também? Formol???? Vamos ficar no reino vegetal, então. Sério que  as saudáveis saladas já são as principais causas de doenças transmitidas por alimentos dos EUA? Fruta então?  Listeria em melão em um dos surtos mais letais… mas há opções, claro! Como se diz lá fora,  “One apple a day keeps the doctor away”. Maçã para dentro, certo? Que? Verdade também que esta fruta é a número 1 em resíduos de agrotóxicos lá fora? Bem, vou fugir dos pesticidas e entrar de cabeça nos orgânicos, com certeza! Como assim?…  O broto de feno grego contaminado com E.coli era orgânico??? Chamo os industrializados, quero tudo enlatado e estéril! Não me diga que o revestimento das latas contém bisfenol A, um desregulador endócrino? Você está falando de disfunções hormonais? Vou passar a pão e água! Mas integral para ser mais saudável. Mas pode ter mico… micotoxinas? Da farinha de trigo? E o pão branco ainda   pode ter acrilamida se estiver muito douradinho!

P@#* que p*&]§, Mas o que é que eu vou comer?

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Bibliografia sobre resistência microbiana a antibióticos

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Esta bibliografia lista as últimas publicações científicas e literatura econômica sobre a contribuição do uso rotineiro  de antibióticos na criação de animais e a crescente crise de saúde pública que é a resistência a antibióticos.  Pesquisas sobre como os antibióticos usados em animais contribuem para a resistência tem mais de 30 anos. . De acordo com Dr. Frederick J. Angulo, diretor associado de ciências do Centers for Disease Control and Prevention’s National Center for Environmental Health and the Agency for Toxic Substances and Disease, disse em agosto de  2009, no artigo do  Journal of the American Veterinary Medical Association:

“Há consenso científico que antibióticos usados em animais de consumo contribuem para a resistência em humanos. E há crescentes evidências que tal resistência resulta em efeitos adversos à saúde humana em nível populacional. Antibióticos são finitos e um recurso precioso e precisamos promover a prudência e juízo no uso dos mesmos.”

Saiba mais aqui:

  

http://www.pewhealth.org/reports-analysis/issue-briefs/bibliography-on-antibiotic-resistance-and-food-animal-production-85899368032

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